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Profissionais da saúde e agentes do CCZ reforçam ações de combate ao Aedes

Estratégias de combate são debatidas durante Seminário

Publicado em: 16/01/2017 16:48:49

Em estado de alerta contra as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, a Secretaria de Saúde reuniu, nesta segunda-feira (16), no Auditório Cícero Diniz, profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e da rede de saúde para a realização do Seminário "Juntos Contra o Aedes". O evento discutiu as diretrizes para eliminação de criadouros, visando a prevenção e controle de doenças relacionadas, além da importância de uma ação integrada dos órgãos públicos e também da população para evitar um surto, como em 2015, quando foram registrados na cidade 19 mil casos de dengue naquele ano.

O secretário de Saúde, Gladstone Rodrigues, abriu o seminário, falando da relevância do trabalho em conjunto para evitar uma epidemia e reforçou que o desafio neste início de ano é fazer o melhor, mesmo com pouco recurso em caixa, neste momento de insuficiência financeira no Município. Segundo levantamento feito pela equipe do prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, atualmente são 110 funcionários ligados diretamente ao combate do inseto vetor - sendo 40 no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e outros 70 cedidos às equipes do Programa Saúde da Família (PSF) - dos 400 que existiam até 2012. “Temos que trabalhar, mostrando a confiança que sempre tivemos ao realizar o combate ao mosquito, mesmo em um período tão difícil como o que encontramos a saúde de Uberlândia. Se não houver união, uma epidemia afeta todos os setores. Por isso, precisamos ser eficazes, com estratégias inovadoras e, principalmente, envolvendo o público”, afirmou o secretário.

No último Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (Liraa) feito em Uberlândia, em outubro de 2016, o índice ficou em 2,1, colocando a cidade mais de um ponto percentual acima do recomendado como seguro. Isso significa, de acordo com o Ministério da Saúde, situação de médio risco para epidemia de dengue, chikungunya e zika, além da febre amarela - que também é transmitida pelo Aedes.

Também participaram do Seminário, o coordenador do Programa de Controle e Combate à Dengue, José Humberto Arruda, a consultora em saúde Maria Emi Shimazaki, a diretora da atenção primária da Secretária de Saúde, Ana Rita Faria, e o médico da vigilância epidemiológica, Marcelo Peixoto, que salientou a importância do diagnóstico correto, bem como a atenção redobrada para os casos que podem surgir de zika e chikungunya.

O coordenador do Programa de Controle e Combate à Dengue, José Humberto Arruda, frisou que é preciso eliminar os criadouros a partir de uma força-tarefa e uma ação integrada entre os agentes comunitários e os de controle de zoonoses, por meio da visitação às residências. Segundo dados do Liraa, 95,7% dos focos estão dentro dos domicílios, enquanto apenas 4,2% se encontram nos terrenos baldios.

Arruda ainda relembrou as ações feitas em pontos estratégicos, como em borracharias e ferros-velhos, e da vedação das caixas d’água que era feita na última gestão do prefeito Odelmo Leão, quando a prefeitura vedou 20 mil caixas. “Precisamos retomar essas ações para voltarmos a ter o índice em 1%, como era em 2012, quando a cidade teve apenas 451 casos da doença”, finalizou.

 

SECOM
 

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