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Festival de Dança do Triângulo chega a 26ª edição e mantém tradição viva na cidade

Personagens renomados e marcantes ajudaram a construir a história do evento

Publicado em: 01/10/2018 11:13:25

Uberlândia, setembro de 1987. Inspiradas pela efervescência da dança nas regiões Sul e Sudeste, lendas vivas como Elizabet Brito, Marildes Fernandes e Lisette de Freitas se unem para oferecer uma programação inédita na cidade. Durante quatro dias, mais de 350 pessoas respiraram a beleza das diferentes formas de arte em movimento, com apresentação de 80 bailarinos. Ali, o Festival de Dança do Triângulo fincava suas raízes no município e mostrava que era possível viver da dança na região.

Realizada inicialmente pela extinta Associação das Academias de Dança de Uberlândia, a iniciativa passou a ser executada pela Secretaria Municipal de Cultura em 1988. Deste então, o festival reuniu uma média de quatro mil espectadores em cada uma das edições seguintes, passando pelo Teatro Rondon Pacheco, Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia Tênis Clube (UTC), Praia Clube, Arena Sabiazinho até chegar ao Teatro Municipal.

Mais de três décadas depois, o Festival de Dança do Triângulo mantém viva a tradição no calendário cultural da região. A 26ª edição acontece entre os dias 16 e 21 de outubro, no Teatro Municipal. Confira relatos de personagens que ajudaram a construir esta história:

Concepção

- Elizabet Brito, co-fundadora, bailarina e coreógrafa

“Era uma época de muito fazer cultural, devido à recente criação do Festival de Dança de Joinville (SC) há quatro anos. Tivemos a criação da Secretaria Municipal de Cultura, da Associação de Academias de Dança, além da localização favorável da cidade. Tudo isso contribuiu para o início do festival, que veio a tornar-se o segundo do Brasil. Tenho muita gratidão em fazer parte dessa criação. Depois, recebi o convite em 1989 para participar de um espetáculo no primeiro Congresso Mundial da Paz, em Moscou, e também descobrimos muitos talentos no município, como é o caso do Igor Silva, que recebeu uma bolsa do prefeito Odelmo Leão em 2006 e agora está pelo segundo ano seguido no Teatro Ópera de Leipzig, na Alemanha.”

Formação de público

- Marildes Fernandes, co-fundadora, especialista em dança de salão

“Tenho muito orgulho de ter sido presidente da associação das academias nas duas primeiras edições. Fizemos tudo com muita garra, recebendo artistas e jurados de vários lugares, com a experiência de pessoas como a Betinha e a Lizete de Freitas. Lembro que a procura da população foi grande e recorremos às escolas para montar os alojamentos, pegamos colchões emprestados do quartel do Exército. Sempre fui envolvida com música e, desde 1990, trabalho com a dança de salão. Ali, tive a primeira oportunidade de acompanhar uma apresentação de balé clássico de São Paulo no piano, que foi uma experiência fantástica. A dança agrega muito na sociedade e acredito que a cultura está tomando outra dimensão em Uberlândia. O festival precisa disso. O Teatro Municipal é um espaço que valoriza muito e temos que aproveitar essa nova realidade, estimulando a formação de público e a educação das pessoas. Devemos acompanhar o desenvolvimento da cidade, mas não podemos esquecer nossa história.”

Formação artística

- Vanilton Lakka, especialista em dança de rua e contemporânea

“A primeira vez que participei foi em 1993, com dança de rua. Tinha entre 15 e 16 anos. Minha última participação como dançarino foi em 2003, quando ganhei um prêmio como profissional e recebi indicação para um festival no Rio de Janeiro. Em 2006, apresentei na Alemanha durante a Copa do Mundo, depois passei pela Venezuela, Bolívia, Argentina, Uruguai e Equador. Voltei seta nos depois ao festival para integrar a comissão de concepção e planejamento. É algo que está diretamente ligado a minha formação. À medida que o festival foi ganhando projeção nacional, passou a trazer muitos críticos de fora, o que nos motivou ainda mais. Lembro da sensação de espera antes das apresentações, o frio na barriga. Aquilo trouxe uma carga de responsabilidade, que depois passou a ser normal, mas era impressionante como aquilo conduzia minha vida durante o ano todo.”

Projeção nacional

- Carlinhos Santos, jornalista e crítico de dança

“Na primeira vez que soube do festival, reservei um hotel e fui por conta própria, e foi muito bom. Comecei a ser crítico do projeto em 2009 e logo pintaram convites para retornar em outras edições. Conheci a Oficina Cultural, a Arena Sabiazinho, o Teatro Municipal. Acredito que é fundamental termos políticas públicas com equipamentos culturais que possibilitem manter essa programação viva. Sempre procuro ver tudo, desde o clássico até o contemporâneo, bem como as danças urbanas, étnicas e afros, que também são muito fortes em Uberlândia. Essa mistura que faz a cidade ainda mais legal. O município tem uma cena muito forte, com a possibilidade de formação técnica e de ensino superior, mas esse movimento agrega ainda mais. Retorno este ano e acredito que será uma edição muito bacana e que enriquecerá a cultura da região.”

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