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Casa da Cultura

Tombada como Patrimônio Histórico Municipal pela Lei nº 4.217 de 15/10/1985.
Registrado no Livro do Tombo Histórico, Inscrição III, pág. 05.

A Casa da Cultura foi construída entre os anos de 1920 a 1924 pelo Sr. Eduardo Marquez, Agente Executivo do Município nos anos de 1923 a 1926. O projeto arquitetônico da residência foi inspirado em um palacete paulista, que o Sr. Marquez conheceu em uma de suas viagens a São Paulo, de onde trouxe fotografias e desenhos.

O projeto foi confiado ao engenheiro Fernando Paes Lemes, e a construção ficou a cargo do empreendedor Américo Zardo. Esta foi uma edificação muito imponente para a época, pois empregava materiais oriundos do exterior e de outros estados, tornando-se destaque no cenário urbano.

O edifício tem características do estilo eclético agrupando em sua linguagem elementos característicos de estilos historicistas, em voga nos grandes estados brasileiros como o clássico frontão e ornamentos que remetem ao bucolismo romântico, não se esquecendo o corredor alpendrado que faz alusão à tradicional varanda colonial. O porão apresenta apenas um pavimento com alicerces de pedra moída e alvenaria estrutural de tijolos maciços, acompanhando, quase totalmente, o volume da casa com esquadrias de madeiras aliadas ao vidro, cujo gradil aparece apenas no porão.

As esquadrias do primeiro piso têm portas de madeira e janelas de madeira e vidro, compostas de duas folhas. Neste pavimento, o piso em parquete apresenta madeira trabalhada em tons claro e escuro; no salão lateral direito e no salão principal, tanto o piso como o forro possuem tratamento diferenciado, observado pelo primor na colocação das peças, originando desenhos trabalhados. As paredes internas são revestidas por pintura em tom pastel, apresentando um tom ocre nos barrados e em alguns cômodos existem pinturas ornados por pinturas decorativas de tema floral.

No ano de 1937, a casa foi vendida ao médico Laerte Vieira Gonçalves, e o imóvel passou por algumas intervenções visando adequá-lo para acomodar uma Casa de Saúde e sua residência. Posteriormente, para servir somente como Casa de Saúde e Maternidade foi construído um anexo lateral, destinado a abrigar uma sala de cirurgia e uma de esterilização. Tal construção efetivou-se, provavelmente, entre as décadas de 1940 e 1950. Em princípios de 1960, o palacete foi vendido ao Governo do Estado de Minas Gerais e passou a sediar a Delegacia Regional de Polícia Civil e, mais tarde, o Centro Regional de Saúde. Em seguida, o imóvel sediou, até 1983, a Superintendência Regional da Fazenda Estadual. Quando ocorreu a mudança do órgão para nova sede, a casa passou a funcionar como depósito de material apreendido.

Em maio de 1984, o Estado doou o imóvel ao município de Uberlândia, em regime de comodato, destinando-o a implantação da Casa da Cultura.

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