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Administração Indireta

Extrato da Decisão

EXTRATO DA DECISÃO

Referência: Processos Administrativos Tributários julgados a partir de 26/08/2016


98ª reunião ordinária – 28/02/2019

Processo nº: 24.303/2013
Relator(a): Danilo Alves Rocha
Recorrente: Astra Triângulo Controle Ambiental Ltda.
Data do julgamento: 28/02/2019

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu que o ISSQN sobre a prestação de serviços enquadrados no subitem 7.13 da lista de serviços anexa à Lei Complementar Municipal nº 336/2003 é devido ao município onde localizado o estabelecimento, conforme a regra geral de incidência definida pelo art. 3º da Lei Complementar nº 116/2003, no caso, Uberlândia. Ainda, nas prestações de serviços para tomadores de outros municípios, a responsabilidade pelo recolhimento é do prestador do serviço, nos termos do art. 5º da mesma lei, não cabendo a retenção na fonte.

Processo nº: 16.213/2012
Relator(a): Danilo Alves Rocha
Recorrente: Claudinei Freire Santos
Data do julgamento: 28/02/2019
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu que o ITBI deve incidir sobre a transmissão de bens imóveis incorporados ao patrimônio da pessoa jurídica em realização de capital, tendo em vista que, no período de 3 (três) anos, a partir da data do registro imobiliário da transmissão, restou configurada a atividade imobiliária preponderante, sendo que 100% (cem por cento) da receita auferida decorreu dessa atividade, observada a realidade fática. Ademais, a utilização de imóveis por pessoas físicas e por outra pessoa jurídica, sem que resulte em benefício à empresa que incorpora os imóveis, conflita com a finalidade da norma imunizante. 


97ª reunião ordinária – 13/12/2018

Processo nº: 3.029/2016
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Costa Neves Sociedade de Advogados
Data do julgamento: 13/12/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que a sociedade de profissionais, como a formada por advogados, tem direito ao regime especial de recolhimento do ISSQN previsto no art. 7º-A da Lei Complementar Municipal nº 336/2003 (pagamento do imposto fixo e trimestral), mediante requerimento prévio, desde que atendidos os requisitos legais. Assim, no caso, comprovados os requisitos legais e necessários ao reconhecimento da condição do contribuinte como sociedade de profissionais sujeita à tributação fixa pelo Município na data do requerimento, deve o pedido de enquadramento ser deferido a partir desta data.


96ª reunião ordinária – 29/11/2018

Processo nº: 25.156/2013
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: Companhia de Bebidas das Américas – AMBEV
Data do julgamento: 29/11/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: retomando o julgamento iniciado na sessão ocorrida em 06 de outubro de 2016, oportunidade em que foram rejeitadas as preliminares suscitadas por ambas as partes e determinada a realização de diligência a fim de que o Auto de Infração nº 36.298 fosse reformulado no sentido de decotar as notas fiscais que fundamentaram a Ação de Consignação em Pagamento, a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que: (i) a diligência solicitada na primeira sessão de julgamento foi atendida, ficando delimitado corretamente o valor da autuação; (ii) no que diz respeito à alegação de que realizou o recolhimento do ISS lançado no Auto de Infração nº 36.298, mediante cópias dos Documentos de Arrecadação Municipal acostados às fls. 102/104 dos autos, analisando as guias de arrecadação e o Anexo I do Auto de Infração, constatou-se que não há relação entre ambos, de modo que as guias de fls. 102/104 não se referem às notas fiscais que ensejaram a autuação; e, por fim, (iii) quanto à fundamentação da responsabilidade tributária da Recorrente, tomadora de serviços, na qualidade de indústria, é atribuída a responsabilidade pelo recolhimento do ISS na fonte, em decorrência da aplicação do art. 170, §1º, IV, da Lei nº 1.448/66 (CTM) e também do art. 10-A, da Lei Complementar Municipal nº 336/03, vigente em parte do período fiscalizado.

Processo nº: 29.380/2017
Relator(a): Juliana Rodrigues Oliveira
Recorrente: Antônio Donizetti de Sena Pereira
Data do julgamento: 29/11/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos seguintes termos: (i) preliminarmente, por unanimidade, entendeu que não procede o pedido de reconsideração ao Secretário, eis que contrário à legislação que regulamenta o tema; (ii) no mérito, por maioria, vencida a Relatora, entendeu que o pedido de restituição do ITBI deve ser deferido, pois entendeu-se pela aplicação do princípio da formalidade moderada neste caso em específico, pois restou comprovado nos autos que o negócio jurídico foi desfeito, não ocorrendo a transmissão do imóvel, bem como restou comprovado pela própria Prefeitura de Uberlândia o recebimento do ITBI aos cofres públicos, ressaltando-se que negar o direito do contribuinte neste caso seria forçá-lo a buscar o seu direito perante o Poder Judiciário, o que está em patente descompasso com um dos escopos da existência do processo administrativo tributário e do próprio Conselho, qual seja, evitar a judicialização de demandas tributárias. A respeito do requerimento de devolução do imposto de forma corrigida, feito na peça recursal, constata-se que tal requerimento não foi realizado pelo Recorrente quando do seu pedido inicial, o que impede este Conselho de analisar o pleito sob pena de supressão de instância.


95ª reunião ordinária – 25/10/2018

Processo nº: 295/2013
Recorrente: Santander Leasing S/A Arrendamento Mercantil
Relator(a): Marcel Ribeiro Pinto
Data do julgamento: 25/10/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos seguintes termos: (i) preliminarmente, por unanimidade, rejeitou a preliminar para que fosse reconhecida a decadência parcial do crédito tributário, pois entendeu-se que a decadência nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando não há o pagamento do tributo, caso dos autos, opera-se nos termos do artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional, e não artigo 150, §4º do mesmo código; e rejeitou a preliminar de nulidade da diligência que não teria sido realizada na sede da Recorrente (Santander Leasing S/A) mas de outra empresa do grupo (Banco Santander Brasil S/A), pois, conforme mencionado no relatório da diligência realizada, foi verificado pela Fiscalização que a Recorrente possui unidades dentro do próprio Banco Santander Brasil S/A, inclusive com confirmações feitas por seus próprios funcionários; (ii) no mérito: (ii.1) quanto à caracterização de estabelecimento prestador da Recorrente no Município de Uberlândia para fins de definir a competência deste para exigir o tributo, o Conselho entendeu, por unanimidade, que foi comprovada a existência de unidade econômica da Recorrente no Município de Uberlândia, tornando-se devido o recolhimento do tributo sobre os contratos firmados na referida unidade econômica; (ii.2) quanto à base de cálculo, o Conselho entendeu, por maioria, que o VRG (valor residual garantido) deve estar contemplado na base de cálculo do imposto, vencido o Relator e o Conselheiro Carlos Humberto. A Conselheira Marcela Guimarães divergiu do entendimento do Relator por entender que o Recorrente não desconstituiu o cálculo arbitrado pela Fiscalização de que o VRG compõe o fato econômico do leasing, entendimento este acompanhado pelas Conselheiras Sara, Juliana e Laíse; (ii.3) por unanimidade, entendeu que a multa aplicada deve ser mantida, eis que baseada no artigo 75, inciso II, da Lei nº 1.448/66, cumulado com o artigo 53, inciso II, alínea “b” do Decreto nº 10.957/2007 e por estar dentro do parâmetro estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal; e, por fim, (ii.4) quanto à suposta ilegalidade na apuração dos acréscimos legais, entendeu, por unanimidade, que este Conselho de Contribuintes não tem competência para declarar inconstitucionalidade de normas vigentes no ordenamento, nem tampouco para afastar a aplicação da lei municipal, o que, por si só, seria um impeditivo para a concessão do pleito da Recorrente e, segundo, porque a aludida ilegalidade deve ser analisada somente em relação aos juros de mora e não cumulando com a multa aplicada de ofício, devendo a parte demonstrar com clareza que os referidos juros foram aplicados em patamares superiores ao da SELIC, o que não restou evidenciado no recurso ora julgado.

Processo nº: 31.316/2014
Recorrente: Lúcia Aparecida Rezende e outros
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Data do julgamento: 25/10/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NÃO CONHECEU o recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois como a decisão de primeiro grau extinguiu sem resolução de mérito o processo, pois as partes, a causa de pedir e o pedido eram exatamente os mesmos do Processo nº 13.661/2014, já analisado e julgado, caberia à Recorrente protocolar um pedido de reconsideração à autoridade que prolatou esta decisão, cujo teor deveria estar restrito às razões pelas quais o seu pedido deveria ser conhecido, o que não se verificou no recurso; ademais, entendeu-se restar bastante clara a ocorrência de coisa julgada, na medida em que as partes, a causa de pedir e o pedido deste processo são exatamente iguais aos do Processo nº 13.661/2014, em que restou decidido a incidência do ITBI; e, por fim, entendeu-se que ainda que assim não fosse, considerando que a matéria discutida na peça recursal não foi apreciada pela autoridade julgadora de primeiro grau, o presente recurso não pode ser analisado pelo Conselho Municipal de Contribuintes, sob pena de clara supressão de instância, à luz do disposto no art. 7º, inciso I do Regimento Interno.

Processo nº: 20.245/2012
Recorrente: Transterra Locações Ltda.
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que: (i) preliminarmente, os princípios norteadores da atividade administrativa, especialmente o da razoável duração do processo e da eficiência, repudiam que um processo administrativo se prolongue por um tempo indefinido, contudo, as peculiaridades e circunstâncias de cada caso concreto também devem ser consideradas, sendo imprescindível sopesar a complexidade da demanda, a conduta das partes e de seus procuradores, bem como a atuação do órgão julgador, pelo que, no caso em análise, não houve desarrazoabilidade ou abuso aptos a configurar a nulidade do processo, motivo pelo qual a preliminar de nulidade rejeitada; e, (ii) no mérito, entendeu-se que a alegação de presunção fiscal equivocada deve estar acompanhada de qualquer elemento de prova que possa desconstituir o procedimento adotado pela Fiscalização, o que não se verificou no caso, pelo que foi mantida a autuação em todos os seus termos.


94ª reunião ordinária – 06/09/2018

Processo nº: 24.629/2011
Recorrente: Luís Carlos Feijó
Relator(a): Marcel Ribeiro Pinto
Data do julgamento: 06/09/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NÃO CONHECEU o recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se que não deve ser conhecido recurso ordinário interposto quando não preenchidos os requisitos elencados no artigo 40 da Lei Complementar nº 508/2009, especialmente a formalidade relativa aos motivos de fato e de direito em que se fundamenta o recurso, os pontos de sua discordância, que não estavam claros o suficiente na peça recursal.

Processo nº: 11.231/2014
Recorrente: Promoção Humana e Apoio Social – PHAS
Relator(a): Aldo de Sousa Neto
Data do julgamento: 06/09/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se que: (i) preliminarmente, (i.1) não houve nulidade da decisão de primeira instância, pois houve expressa e clara fundamentação por parte do julgador, com a consequente exposição da causa que ensejou o não acolhimento do argumento da Recorrente; (i.2) não houve nulidade do lançamento, porquanto o documento que fundamentou a autuação, Notificação de Lançamento, se sujeitou a todos os requisitos do art. 9º da Lei Complementar Municipal nº 508/2009 e alterações posteriores; e, (ii) no mérito, que a Recorrente não se enquadra como entidade de caráter comunitário, que é o requisito legal para o benefício da norma de isenção específica das taxas em comento, motivo pelo qual é legal a exigência da taxa questionada.


93ª reunião ordinária – 28/06/2018

Processo nº: 9.284/2017
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Cajubá Country Club
Data do julgamento: 28/06/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se devido o pagamento das taxas de licenças previstas na Lei Municipal nº 4.016/83 mesmo por associação civil sem fins lucrativos, ainda que os serviços sejam prestados apenas aos seus associados, tendo em vista o exercício do poder de polícia que justifica a instituição das referidas taxas, que será exercido em relação a quaisquer atividades ou atos, lucrativos ou não.

Processo nº: 1.627/2016
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Igreja Evangélica Bola de Neve
Data do julgamento: 28/06/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que a imunidade tributária prevista no art. 150, inciso VI, alínea "b", §4º, da Constituição Federal, objetiva salvaguardar da imposição de impostos apenas o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades religiosas. Na condição de mera locatária, a Recorrente sequer é a responsável legal pelo pagamento do tributo que se pretende seja dispensado o pagamento, ainda que, contratualmente, tenha assumido esta obrigação, pois o art. 123 do Código Tributário Nacional é bastante claro no sentido de que convenções particulares relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos não são oponíveis à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias.

Processo nº: 25.920/2016
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra
Data do julgamento: 28/06/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que a imunidade tributária prevista no art. 150, inciso VI, alínea "b", §4º, da Constituição Federal, objetiva salvaguardar da imposição de impostos apenas o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades religiosas. Na condição de mera locatária, a Recorrente sequer é a responsável legal pelo pagamento do tributo que se pretende seja dispensado o pagamento, ainda que, contratualmente, tenha assumido esta obrigação, pois o art. 123 do Código Tributário Nacional é bastante claro no sentido de que convenções particulares relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos não são oponíveis à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias.


92ª reunião ordinária – 25/05/2018

Processo nº: 17.726/2007
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Policard Systems e Serviços S/A
Data do julgamento: 25/05/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes DEU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, nos seguintes termos: preliminarmente, (i) com relação à alegação de nulidade da perícia realizada nestes autos por ter sido feita por servidor público municipal e por não ter sido conclusiva, deixando de responder aos questionamentos apresentados pela Recorrente após a entrega do laudo pericial, a Câmara Julgadora entendeu, por unanimidade, que a nomeação de servidor público municipal que exerce o cargo de auditor fiscal para a realização da perícia não viola norma legal, pois respaldada pelo art. 23, parágrafo único da Lei Complementar Municipal nº 508/2009 c/c art. 20 do Decreto Federal nº 70.235/72, aplicado supletivamente nos termos do art. 69 do Decreto Municipal nº 12.269/2010, não havendo que se falar em nulidade processual, bem como entendeu que à Recorrente foi assegurado o direito de indicar assistente técnico de sua confiança para acompanhar os trabalhos periciais, podendo apresentar um laudo específico complementando ou até mesmo divergindo do laudo emitido pelo perito oficial, o que não foi feito; e (ii) com relação ao pedido do Recorrido quanto ao reconhecimento da não interposição de recurso contra a multa isolada, no valor de R$ 1.437,52, a Câmara Julgadora entendeu, por unanimidade, que, de fato, não houve questionamento quanto a aplicação da multa, contudo, trata-se de penalidade acessória que depende da validade ou não do Auto de Infração, pelo que, se mantido o Auto de Infração a multa será devida, não cabendo discuti-la no presente julgamento; no mérito, (i) com relação à transferência da sede da Recorrente do Município de Uberlândia para o Município de Matias Barbosa, para fins de definir se o Município de Uberlândia teria ou não legitimidade para exigir o recolhimento do ISS sobre receitas tributáveis da Recorrente, a Câmara Julgadora partiu da premissa de que a legislação (Lei Complementar Municipal nº 336/2003, art. 3º) é bastante clara no sentido de que o imposto é devido no local do estabelecimento prestador e não necessariamente no local da sede, entendendo, por unanimidade, que a transferência da sede da Recorrente para o Município de Matias Barbosa, ocorrida no mês de agosto de 2006, em nada alterou a competência tributária do Município de Uberlândia para a exigência do tributo, se os serviços continuaram sendo prestados neste Município, onde foi mantida uma filial, na medida em que competia à Recorrente provar a efetiva transferência da prestação de serviços para o Município de Matias Barbosa, o que efetivamente não ocorreu, já que provou tão somente a transferência da matriz, mas não das atividades; (ii) com relação à alegação da Recorrente de que também possui estabelecimentos em diversas outras cidades do território nacional (Matias Barbosa, Goiânia, Natal, etc.), pelo que não caberia ao Município de Uberlândia exigir o imposto sobre serviços prestados em tais estabelecimentos, a Câmara Julgadora reconheceu que os serviços prestados pela Recorrente são de natureza complexa, por envolver diversas etapas, contudo, no caso de tais serviços, a execução de parte das atividades em outro estabelecimento do contribuinte ou de terceiros não é capaz de afastar a legitimidade ativa do Município onde está instalada tal unidade econômica ou profissional do contribuinte, motivo pelo qual entendeu, por unanimidade, não haver parcela a decotar do Auto de Infração referente a receitas auferidas por outras unidades da Recorrente, na medida em que não há nos autos prova ou evidência de que tenha sido exigido no Auto de Infração ora discutido ISS sobre receitas auferidas pela Recorrente em estabelecimentos localizados em outros Municípios; (iii) no que se refere ao argumento da Recorrente de que não caberia a classificação dos serviços no item 15.01 da Lista de Serviços anexa à Lei Complementar Municipal nº 336/2003, uma vez que tal item seria restrito às instituições financeiras que concedem crédito aos usuários dos cartões, a Câmara Julgadora entendeu, por unanimidade, que a administração de cartões de crédito, débito ou congêneres não é restrita às instituições financeiras e nem decorrem da concessão de crédito propriamente dito, mas do estabelecimento de um limite de crédito para a realização de pagamentos, independentemente da origem dos recursos, se próprios ou de terceiros, motivo pelo qual os serviços prestados pela Recorrente podem, sim, serem classificados no item em comento; (iv) com relação à discussão relativa à alíquota utilizada pela fiscal autuante, que classificou todas as receitas auferidas pela Recorrente no item 15.01, da Lista de Serviços, como "administração de cartões de crédito, débito ou congêneres", entendeu a Câmara Julgadora, por unanimidade, que as receitas devem ser tributadas de acordo com a natureza dos serviços prestados, não podendo simplesmente classificar num item ou outro sem a demonstração da efetiva natureza dos serviços prestados. Nessa linha de raciocínio, diante da alegação da Recorrente de que presta 4 (quatro) serviços distintos aos seus clientes, assim decidiu-se: (iv.1) no que diz respeito ao primeiro serviço, descrito na conta contábil nº (ocultado), se a Recorrente, de fato, auferiu receitas com a prestação de serviços de apoio a telemarketing, entendeu a Câmara, por unanimidade, que os respectivos valores devem ser classificados no item 15.14 da Lista de Serviços e tributados pela alíquota de 2%, com a consequente reclassificação das receitas lançadas na referida conta contábil; (iv.2) no que diz respeito ao segundo serviço, cujas receitas estão contabilizadas nas contas nº (ocultado); e (ocultado), entendeu a Câmara, por unanimidade,  que devem permanecer enquadradas no item 15.01 da Lista de Serviços, por possuírem natureza de administração de cartões de crédito e não de manutenção do cartão, enquadrável no item 15.14, como alega a Recorrente; (iv.3) quanto ao terceiro serviço prestado, que diz respeito às receitas de intermediação entre comprador e vendedor, contabilizadas nas contas contábeis nº (ocultado) e (ocultado), a Câmara Julgadora entendeu, por maioria, que possuem natureza de intermediação e, por conseguinte, devem ser enquadrados no item 10.05, na modalidade de "intermediação de bens móveis ou imóveis não abrangidos em outros itens ou subitens"; e, em se tratando de cartão de crédito, como é o caso dos cartões empresarial e privatelabel, entendeu-se, também por maioria, que a receita obtida dos estabelecimentos conveniados deverá ser classificada no item 10.01, na modalidade "intermediação de cartão de crédito". Neste ponto, todos os Conselheiros acompanharam o Relator, com exceção do Conselheiro Cristiano Rodrigues Andrade, que divergiu do voto por entender que, neste caso, o serviço de intermediação seria meramente reflexo do serviço de administração a que se refere o item 15.01, devendo-se permanecer o enquadramento neste item; (iv.4) por fim, a respeito do quarto serviço alegado pela Recorrente, que seria relativo às receitas contabilizadas nas contas (ocultado); (ocultado) e (ocultado), cuja natureza é o serviço de processamento de dados, a Câmara Julgadora entendeu, por maioria, que não há nos autos nenhuma prova quanto aos serviços efetivamente prestados pela Recorrente aos seus clientes, sendo que a conta contábil indica serviços de administração, pelo que competiria à Recorrente o ônus da prova quanto ao erro na nomenclatura da conta contábil, o que não ocorreu. O mesmo se aplica às receitas lançadas nas contas (ocultado) e (ocultado). Neste ponto, todos os Conselheiros acompanharam o Relator, com exceção do Conselheiro Carlos Humberto Guimarães Loureiro, que divergiu do voto por entender que, mediante análise da "Descrição da Conta", em que a natureza do lançamento contábil aponta para uma receita dissonante, entendeu ser o caso de proceder-se a uma interpretação “in dubio pro contribuinte” e enquadrar o serviço no item 1.03 (processamento de dados e congêneres); (v) as planilhas anexadas pela Recorrente em sua impugnação às fls. 165 a 168 não indicam valores lançados na conta (ocultado) e nem houve inclusão da mesma nos resumos do Auto de Infração de fls. 16 a 21, razão pela qual a Câmara Julgadora, por unanimidade, rejeitou a alegação da Recorrente de que os valores correspondentes aos descontos incondicionais concedidos, lançados na referida conta contábil, teriam sido somados na base de cálculo do ISS; (vi) no que se refere à alegação de que foram incluídos no Auto de Infração as contas contábeis (ocultado) e (ocultado), relativas a receitas de aluguel de equipamentos e aluguel de software, a Câmara Julgadora entendeu, por unanimidade, que quanto às receitas de aluguel de equipamentos, registradas na conta contábil (ocultado), embora a afirmação de que foram tributadas apenas no ano de 2003, infere-se que não houve exigência de tributo no Auto de Infração em relação ao referido ano e, por isso, não há nada a prover; e quanto ao aluguel de software, também por unanimidade, entendeu-se não haver nos autos prova de se tratar de cessão de direito de uso de software, o que competia à Recorrente, motivo pelo qual tais receitas não serão excluídas da base de cálculo do imposto exigido no Auto de Infração; (vii) com relação à divergência entre o valor informado na apuração da base de cálculo e o informado no auto de infração em relação ao ano de 2005, a Câmara Julgadora entendeu, por unanimidade, que não se caracteriza apenas como erro de fato ou de direito passível de correção pelo órgão de julgamento, nos termos do artigo 15 da Lei Complementar nº 508/09, porquanto a própria Fiscal afirmou que compensou créditos recolhidos a maior pelo contribuinte, mas não demonstrou tal compensação no auto de infração e nem justificou o motivo de exigir um tributo muito superior à base de cálculo apurada. Entendendo-se não ser o caso de nulidade do Auto de Infração por inteiro, uma vez que a divergência limita-se ao ano de 2005, reconheceu-se a nulidade parcial do auto em relação ao crédito tributário apurado no ano de 2005, determinando-se sua exclusão do montante devido. Por fim, com relação aos documentos utilizados pelo perito, que até então não foram anexados ao processo, consigna-se que deverão ser integrados aos autos principais ou mantidos em anexo, com suas páginas devidamente numeradas em ordem sequencial.

EMENTA
ISS. ADMINISTRAÇÃO DE CARTÕES DE CRÉDITO. LOCAL DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. TRANSFERÊNCIA DA MATRIZ PARA OUTRO MUNICÍPIO. IRRELEVÂNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO QUANTO A TRANSFERÊNCIA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EXISTÊNCIA DE UNIDADE ECONÔMICA EM OUTROS MUNICÍPIOS. PREVALÊNCIA PARA EXIGÊNCIA DO ISS. AUSÊNCIA DE PROVA QUANTO A EXIGÊNCIA DE ISS SOBRE RECEITAS AUFERIDAS EM TAIS UNIDADES. RECEITAS DE NATUREZA DIVERSA. RECLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS DE ACORDO COM A NATUREZA DOS SERVIÇOS. NULIDADE PARCIAL EM FUNÇÃO DA DIVERGÊNCIA DE BASE DE CÁLCULO E CRÉDITO TRIBUTÁRIO APURADO. A legitimidade ativa para exigência do ISS é do Município onde os serviços são prestados, sendo que a existência de unidade econômica no Município atrai a sujeição ativa do ente municipal para cobrança do imposto sobre serviços ali prestados. Em caso de serviços de natureza complexa, a realização de parte dos serviços em outro Município não afeta a exigência do imposto no local onde instalada a unidade econômica. As receitas tributáveis devem ser classificadas na Lista de Serviços de acordo com sua natureza. Deve ser anulada uma exigência fiscal quando não houver clareza quanto a base de cálculo e o imposto apurado. Recurso Ordinário conhecido e parcialmente provido.

Processo nº: 17.730/2009
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Policard Systems e Serviços S/A
Data do julgamento:  25/05/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes DEU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, nos seguintes termos: preliminarmente, (i) com relação à alegação da Recorrente de nulidade da perícia realizada, a Câmara Julgadora entendeu, por unanimidade, que ocorreu a preclusão processual, consoante o disposto no § 1º, art. 43, da Lei Complementar Municipal nº 508/2009, posto que a Recorrente não alegou a nulidade da perícia em seu recurso, razão pela qual não deve ser conhecida a alegação formulada intempestivamente; e, (ii) no tocante à preliminar de desentranhamento de documentos juntados com o recurso voluntário suscitada pelo Recorrido (documentos que indicam as cidades onde existiriam filiais da Recorrente, bem como os empregados lotados em cada filial), a Câmara entendeu, por unanimidade, que a juntada de tais documentos na fase recursal enquadra-se na exceção prevista no inciso III do art. 19 da Lei Complementar nº 508/2009, posto que destinada a contrapor fatos trazidos aos autos pela perícia de fls. 76/78, motivo pelo qual também rejeita-se a preliminar suscitada; no mérito, (i) com relação à transferência da sede da Recorrente do Município de Uberlândia para o Município de Matias Barbosa, para fins de definir se o Município de Uberlândia teria ou não legitimidade para exigir o recolhimento do ISS sobre receitas tributáveis da Recorrente, a Câmara Julgadora partiu da premissa de que a legislação (Lei Complementar Municipal nº 336/2003, art. 3º) é bastante clara no sentido de que o imposto é devido no local do estabelecimento prestador e não necessariamente no local da sede, entendendo, por unanimidade, que a transferência da sede da Recorrente para o Município de Matias Barbosa, ocorrida no mês de agosto de 2006, em nada alterou a competência tributária do Município de Uberlândia para a exigência do tributo, se os serviços continuaram sendo prestados neste Município, onde foi mantida uma filial, na medida em que competia à Recorrente provar a efetiva transferência da prestação de serviços para o Município de Matias Barbosa, o que efetivamente não ocorreu, já que provou tão somente a transferência da matriz, mas não das atividades; (ii) com relação à alegação da Recorrente de que também possui estabelecimentos em diversas outras cidades do território nacional (Matias Barbosa, Goiânia, Natal, etc.), pelo que não caberia ao Município de Uberlândia exigir o imposto sobre serviços prestados em tais estabelecimentos, a Câmara Julgadora reconheceu que os serviços prestados pela Recorrente são de natureza complexa, por envolver diversas etapas, contudo, no caso de tais serviços, a execução de parte das atividades em outro estabelecimento do contribuinte ou de terceiros não é capaz de afastar a legitimidade ativa do Município onde está instalada tal unidade econômica ou profissional do contribuinte, motivo pelo qual entendeu, por unanimidade, não haver parcela a decotar do Auto de Infração referente a receitas auferidas por outras unidades da Recorrente, na medida em que não há nos autos prova ou evidência de que tenha sido exigido no Auto de Infração ora discutido ISS sobre receitas auferidas pela Recorrente em estabelecimentos localizados em outros Municípios; (iii) no que se refere ao argumento da Recorrente de que não caberia a classificação dos serviços no item 15.01 da Lista de Serviços anexa à Lei Complementar Municipal nº 336/2003, uma vez que tal item seria restrito às instituições financeiras que concedem crédito aos usuários dos cartões, a Câmara Julgadora entendeu, por unanimidade, que a administração de cartões de crédito, débito ou congêneres não é restrita às instituições financeiras e nem decorrem da concessão de crédito propriamente dito, mas do estabelecimento de um limite de crédito para a realização de pagamentos, independentemente da origem dos recursos, se próprios ou de terceiros, motivo pelo qual os serviços prestados pela Recorrente podem, sim, serem classificados no item em comento; (iv) com relação à discussão relativa à alíquota utilizada pela fiscal autuante, que classificou todas as receitas auferidas pela Recorrente no item 15.01, da Lista de Serviços, como "administração de cartões de crédito, débito ou congêneres", entendeu a Câmara Julgadora, por unanimidade, que as receitas devem ser tributadas de acordo com a natureza dos serviços prestados, não podendo simplesmente classificar num item ou outro sem a demonstração da efetiva natureza dos serviços prestados. Nessa linha de raciocínio, diante da alegação da Recorrente de que presta 4 (quatro) serviços distintos aos seus clientes, assim decidiu-se: (iv.1) no que diz respeito ao primeiro serviço, descrito na conta contábil nº (ocultado), (iv.2) segundo serviço, cujas receitas estão contabilizadas na conta nº (ocultado); (iv.3) terceiro serviço prestado, que diz respeito às receitas de intermediação entre comprador e vendedor, contabilizada na conta contábil nº (ocultado), e (iv.4) quarto serviço, que seria relativo às receitas contabilizadas nas contas (ocultado); e (ocultado), depreende-se do Auto de Infração que nada está sendo exigido a título de ISS relativamente às receitas contabilizadas nas referidas contas contábeis, razão pela qual nada a prover em relação a tais contas; (iv.5) no que diz respeito à natureza das receitas contabilizadas nas contas contábeis nº (ocultado) e (ocultado), entendeu a Câmara, por unanimidade,  que devem permanecer enquadradas no item 15.01 da Lista de Serviços, por possuírem natureza de administração de cartões de crédito e não de manutenção do cartão, enquadrável no item 15.14, como alega a Recorrente; (iv.6) no que diz respeito à conta contábil nº (ocultado), a Câmara Julgadora entendeu, por maioria, que a receita obtida dos estabelecimentos conveniados deverá ser classificada no item 10.01, na modalidade "intermediação de cartão de crédito". Neste ponto, todos os Conselheiros acompanharam o Relator, com exceção do Conselheiro Cristiano Rodrigues Andrade, que divergiu do voto por entender que, neste caso, o serviço de intermediação seria meramente reflexo do serviço de administração a que se refere o item 15.01, devendo-se permanecer o enquadramento neste item; (iv.7) relativo à conta contábil nº (ocultado), a Câmara Julgadora entendeu, por maioria, que não há nos autos nenhuma prova quanto à natureza dos serviços efetivamente prestados, se seriam serviços de processamento de dados, motivo pelo qual permanece o enquadramento no item 15.01. Neste ponto, todos os Conselheiros acompanharam o Relator, com exceção do Conselheiro Carlos Humberto Guimarães Loureiro, que divergiu do voto por entender que, mediante análise da "Descrição da Conta", em que a natureza do lançamento contábil aponta para uma receita dissonante, entendeu ser o caso de proceder-se a uma interpretação “in dubio pro contribuinte” e enquadrar o serviço no item 1.03 (processamento de dados e congêneres).

EMENTA
ADMINISTRAÇÃO DE CARTÕES DE CRÉDITO. ISSQN DEVIDO NO LOCAL DO ESTABELECIMENTO PRESTADOR. ESTABELECIMENTO-MATRIZ EM OUTRO MUNICÍPIO. IRRELEVANTE. O ISSQN é devido ao Município onde se localiza o estabelecimento prestador, exceto nas hipóteses mencionadas nos itens I a XXII, da Lei Complementar nº 116/2003, não estando nessas hipóteses a administração de cartões de crédito. As receitas obtidas pelo contribuinte devem ser tributadas de acordo com a natureza de cada uma e não com base na atividade principal. Recurso parcialmente provido para estabelecer a exigência do ISSQN de acordo com a natureza das receitas.


91ª reunião ordinária – 11/05/2018

Processo nº: 12.323/2012
Recorrente:  Urca Motors Veículos Ltda.
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Data do julgamento: 11/05/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que, para que a responsabilidade pelo pagamento do ISSQN seja atribuída aos tomadores de serviços enquanto substitutos tributários, deveria a Recorrente ter emitido a nota fiscal constando a identificação de retenção do ISSQN na fonte, que é obrigação sua, por ocasião da prestação dos serviços, de acordo com o Decreto Municipal nº 10.957/2007, especialmente os art. 11, 26 e 27, inciso XV. Como a notas fiscais foram emitidas com a informação de que o recolhimento do ISSQN seria feito pelo prestador, que é o contribuinte do ISSQN nos termos do art. 5º da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, não há como imputar a obrigação aos tomadores dos serviços.

Processo nº: 24.961/213
Recorrente: União Administradora de Consórcios S/C
Relator(a): Silvio Vinhal Barbosa
Data do julgamento: 11/05/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu que (i) com relação à tese da decadência de alguns períodos de apuração, considerando que não foi apresentado prova de pagamento parcial do tributo para a utilização do art. 150, § 4º do CTN, deve-se aplicar como marco inicial da decadência o primeiro dia do exercício seguinte, em observância ao art. 173, inciso I do CTN, afastando-se, assim, a alegação de decadência; (ii) com relação ao argumento de que não há prestação de serviços neste Município, a fim de afastar a sua competência para a cobrança do ISSQN, entendeu-se presentes todos os requisitos de uma estrutura organizacional administrativa para a prestação do serviço, restando identificado, assim, um estabelecimento prestador nos termos da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, pelo que é competente o Município de Uberlândia para a exigência do ISSQN; (iii) o arbitramento realizado cumpriu os requisitos legais que o autorizam.

Processo nº: 4.034/2012
Recorrente:  Algar Telecom S/A
Relator(a): Silvio Vinhal Barbosa
Data do julgamento: 11/05/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, DEU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu que (i) houve decadência do direito de constituir o crédito relativo ao período anterior a 12/03/2007, diante da constatação de que houve pagamento parcial do imposto, o que leva à aplicação do prazo previsto no art. 150, § 4º do CTN para fins de contagem do prazo decadencial, impondo-se a adequação do auto de infração nesse sentido; e (iii) a multa por infração de 20% (vinte por cento) prevista no art. 75, inciso I, do Código Tributário Municipal (CTM) não pode ser aplicada concomitantemente à multa por infração de 100% (cem por cento) prevista no art. 6º, §3º da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, por esta ser mais grave, em atenção ao que determina o art. 67 do CTM, e pelo fato de o referido §3º do art. 6º admitir que a aplicação desta multa seja feita sem prejuízo do lançamento e cobrança do imposto acrescido dos respectivos encargos moratórios, esclarecendo-se que estes não se confundem com a multa que ora se afasta. Assim, deve prevalecer apenas a multa por infração de 100% (cem por cento).


90ª reunião ordinária – 20/04/2018

Processo nº: 22.064/2012
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Lóka Festas Ltda.
Data do julgamento: 20/04/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que há, sim, previsão expressa no Código Tributário Municipal (Lei nº 1.448/1966) quanto à aplicação de multa aos contribuintes ou responsáveis que emitirem nota fiscal para fato gerador não abrangido pela hipótese de incidência do ISSQN, conforme art. 72, inciso XII do referido código, situação em que se enquadra a Recorrente.


89ª reunião ordinária – 28/03/2018

Processo nº: 12.780/2014
Recorrente: Ribeiro Cunha Empreendimentos Ltda.
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Data do julgamento: 28/03/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu que (i) a propriedade de imóvel urbano, independentemente da sua natureza, permanece sendo alcançada pelo artigo 32 do CTN e pelo artigo 2° da Lei Municipal nº 4.012/83, que a definem como fato gerador do IPTU, ocorrendo, assim, a incidência do tributo ora discutido, não havendo que se falar em violação aos princípios da legalidade, tipicidade tributária e segurança jurídica; e (ii) com relação à discussão do valor venal do lote caracterizado como APP (área de preservação permanente) poder ser menor que o valor venal dos lotes situados dentro do condomínio, considerando que o valor venal é fixado pela planta de valores imobiliários estabelecida em decreto municipal, o Conselho entendeu não ser competente para esta discussão.

Processo nº: 22.452/2012
Recorrente: Britagem São Lucas Ltda.
Relator(a): Carlos Humberto Guimarães Loureiro
Data do julgamento: 28/03/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NÃO CONHECEU do recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, haja vista o reconhecimento de inépcia recursal, na medida em que apresentou razões descontextualizadas, com argumentos genéricos, visando criar obstáculos ao exercício da ampla defesa e do contraditório, com a consequente impossibilidade de conhecimento dos pontos controvertidos.

Processo nº: 22.291/2013
Recorrente: Britamix Construções Ltda.
Relator(a): Carlos Humberto Guimarães Loureiro
Data do julgamento: 28/03/2018

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, deu PARCIAL PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu que (i) o ISS incidente sobre a prestação dos serviços pactuados entre a Recorrente e o (ocultado) foi corretamente recolhido, tendo em vista as Notas Fiscais (ocultado) e (ocultado) que, juntas, somam o valor total do serviço contratado, no importe de R$ (ocultado), considerando-se que, de fato, houve erro material quanto à data de início das obras (no contrato consta como (ocultado), quando o correto seria (ocultado); e (ii) pela manutenção da multa aplicada, referente a 18 (dezoito) meses sem emissão de notas fiscais ao tomador de serviço Caixa Econômica Federal, às 2 (duas) notas fiscais extraviadas e à consequente ausência de comunicação do extravio à autoridade fiscal.


88ª reunião ordinária – 23/02/2018

Processo nº: 9.613/2016
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Cajubá Country Club
Data do julgamento: 23/02/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se devido o pagamento das taxas de licenças previstas na Lei Municipal nº 4.016/83 mesmo por associação civil sem fins lucrativos, ainda que os serviços sejam prestados apenas aos seus associados, tendo em vista o exercício do poder de polícia que justifica a instituição das referidas taxas, que será exercido em relação a quaisquer atividades ou atos, lucrativos ou não.

Processo nº: 23.952/2013
Relator(a): Danilo Alves Rocha
Recorrente: Cia das Tendas Ltda.
Data do julgamento: 23/02/2018
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu (i) preliminarmente, que o exame de questões relativas à suposta nulidade do Auto de Infração não levantadas na impugnação resultaria em indevida supressão de instância, portanto, não podem ser conhecidas; e (ii) no mérito, que o ISSQN incide sobre a cessão de coberturas e outras estruturas de uso temporário por existir previsão específica na Lei Complementar Municipal nº 336/2003.


87ª reunião ordinária – 15/12/2017

Processo nº: 27.966/2013
Recorrente: Serasa S/A
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Data do julgamento: 15/12/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu-se que (i) comprovada a existência de unidade econômica/profissional da Recorrente no Município de Uberlândia, ante a conjugação dos elementos indicados nos incisos I, II e V do art. 3º-A da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, é cabível a exigência de ISSQN pelo referido Município sobre os serviços aqui prestados; (ii) observados os requisitos do art. 148 do Código Tributário Nacional e art. 24 do Código Tributário Municipal (Lei Municipal nº 1.448/1966) e não sendo apresentado qualquer elemento de prova que possa desconstituir o procedimento adotado pela Fiscalização, deve ser mantido o arbitramento realizado; e (iii) a multa isolada imposta é cabível, pois a não emissão de nota fiscal enquadra-se no disposto pelo art. 73, inciso III, do Código Tributário Municipal (Lei Municipal nº 1.448/1966), sem qualquer redução, pois a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais) não ofende os princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

Processo nº: 23.871/2012
Recorrente: FAU – Fundação de Apoio Universitário
Relator(a): Silvio Vinhal Barbosa
Data do julgamento: 15/12/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois o próprio Município reconheceu a imunidade do contribuinte em 05/02/2014, por meio do Processo Administrativo Tributário nº 12.074/2014, considerando que o reconhecimento da imunidade tributária não tem eficácia constitutiva, e sim declaratória, retroagindo seus efeitos ao momento em que são cumpridas as exigências previstas no Código Tributário Nacional. Assim, resta cancelado o Auto de Infração nº 35.517, no valor de R$ 368.178,44 (trezentos e sessenta e oito mil, cento e setenta e oito reais e quarenta e quatro centavos), e, conforme decidido em primeira instância, houve o deferimento do pedido de restituição de ISSQN retido na fonte no valor de R$ 2.114,73 (dois mil, cento e quatorze reais e setenta e três centavos), sendo imperioso consignar, por fim, que restou prejudicado o pedido de ressarcimento de valores decorrente da diferença de alíquotas correspondentes às notas fiscais de fls. 03/24, tendo em vista a não insurgência da Recorrente quanto a este ponto no seu recurso.

Processo nº: 6.068/2012
Recorrente: Panamericano Arrendamento Mercantil S/A
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Data do julgamento: 15/12/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NÃO CONHECEU o recurso ordinário interposto, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois a legislação municipal não contempla o protocolo de recursos por meio postal, prevalecendo sempre a data do protocolo no setor competente. Assim, se o recurso é apresentado após o trintídio legal, intempestivamente, não poderá ser conhecido.


86ª reunião ordinária – 01/12/2017

Processo nº: 14.406/2012
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Ativa Locação Ltda.
Data do julgamento:  01/12/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu-se, com base no conjunto fático-probatório dos autos, que a atividade de locação de cabines sanitárias não pode ser considerada isoladamente, na medida em que integra a própria prestação de serviços de coleta, remoção, tratamento e destinação final de resíduos, que é a única atividade efetivamente tributada, sendo legal a exigência de ISSQN sobre a atividade da Recorrente.

Processo nº: 5.508/2012
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Central de Ação Social Avançada – CASA
Data do julgamento: 01/12/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois entendeu-se que a imunidade tributária do art. 150, inciso VI, alínea “c”, da Constituição Federal objetiva salvaguardar da imposição de impostos apenas o patrimônio, a renda e os serviços das entidades de assistência social, inclusive quando locadora de imóvel pertencente ao seu patrimônio, não sendo possível estender o beneplácito constitucional quando a instituição figurar como locatária do imóvel, pois neste caso ela sequer é a contribuinte do imposto.

Processo nº: 1.711/2012
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: Bolsão Comércio de Veículos Ltda
Data do julgamento:  01/12/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU SEGUIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois a Recorrente não indicou os pontos de discordância e os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, nos termos do art. 28, §1º, inciso V, da Lei Complementar Municipal nº 508/2009 e alterações posteriores.


85ª reunião ordinária – 19/10/2017

Processos nº: 6.868/2012 e 25.557/2012
Relator(a): Silvio Vinhal Barbosa
Recorrente: BMW Leasing do Brasil S/A Arrendamento Mercantil
Data do julgamento: 28/07/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se não restar comprovado nos autos a presença dos requisitos elencados no art. 3º-A da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, portanto, não comprovada a existência de estabelecimento prestador no Município, não é cabível a exigência de ISS.


84ª reunião ordinária – 29/09/2017

Processo nº: 10.233/2012
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Camargo e Pereira Advogados Associados S/S
Data do julgamento: 29/09/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se que (i) preliminarmente, eventual omissão da autoridade julgadora de primeira instância deverá ser apreciada no julgamento do Recurso Ordinário, não implicando necessariamente em nulidade da decisão recorrida; (ii) com relação ao mérito, não restou provada a prática reiterada da Fazenda Municipal capaz de atrair a aplicação do inciso III do art. 100 do CTN e afastar a exigência de multas e juros sobre os créditos tributários devidos no período em discussão; e (iii) à luz da legislação municipal vigente (art. 7º-A, § 6º da Lei Complementar Municipal nº 336/2003), a sociedade profissional somente poderá usufruir do benefício de recolhimento do imposto por valor fixo anual após apresentar requerimento e comprovar o atendimento dos requisitos legais, o que não foi observado pela Recorrente.

Processo nº: 29.319/2015
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Crosara e Vilela Indústria e Comércio de Confecções Ltda.
Data do julgamento: 29/09/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, nos seguintes termos: (i) com relação à preliminar suscitada pela Representação Fiscal, por unanimidade, entendeu-se não ser possível admitir o recurso como pedido de reconsideração, nos termos do rito previsto no art. 10 do Decreto Municipal nº 16.153/2015, pois a decisão recorrida foi proferida pelo Secretário Municipal de Finanças, não podendo o Diretor de Fiscalização e Lançamento Tributário ou o Coordenador do Núcleo de Cadastro Mobiliário reconsiderar tal decisão, proferida por autoridade superior; e (ii) com relação ao mérito, por maioria, entendeu-se que a Recorrente deixou de ter existência legal com o cancelamento do seu registro perante a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais na data de 16/01/2002, devendo ser determinada a baixa da sua inscrição municipal à luz do Decreto Municipal nº 3.953/1988, legislação vigente na data da ocorrência da extinção da sociedade, e, por conseguinte, a desconstituição dos lançamentos das taxas de funcionamento posteriores à extinção do contribuinte.

Processo nº: 14.899/2012
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: CTBC Data Net Telecomunicações S/A
Data do julgamento: 29/09/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se que os serviços de telecomunicações prestados pela Recorrente não se enquadram como prestação de serviços de comunicação telefônica, razão pela qual ela não é destinatária da responsabilidade tributária prevista no inciso VIII, § 1º, do art. 170 do Código Tributário Municipal, impondo-se o cancelamento do Auto de Infração.


83ª reunião ordinária – 15/09/2017

Processos nº: 4.523/2012 e 4.525/2012
Relator(a): Danilo Alves Rocha
Recorrente: Cia Brasileira de Petróleo Ipiranga / Ipiranga Produtos de Petróleo S/A
Data do julgamento: 15/09/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se que (i) os dispositivos pertinentes às obrigações principal e acessória foram devidamente apontados no relatório fiscal que embasou a autuação, não havendo que se falar em nulidade; (ii) a Recorrente tem plena ciência de sua condição de responsável tributária, até mesmo porque, ao longo dos anos, tem sistematicamente recolhido o ISS retido na fonte e entregue as Declarações do Anexo IX de forma espontânea; e (iii) ocorreu, sim, o fato gerador, pois a atividade que ensejou a autuação, administração em geral, está prevista no subitem 17.12 da lista de serviços anexa à Lei Complementar nº 336/2003, de modo que incide o ISS.

Processos nº: 12.110/2015
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: Caixa Econômica Federal
Data do julgamento: 15/09/2017

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU SEGUIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, haja vista que foi protocolado depois de transcorrido o prazo legal de 30 (trinta) dias, motivo pelo qual não deve ser conhecido por este Conselho, nos termos do art. 28, §1º, inciso I da Lei Complementar Municipal nº 508/2009 c/c art. 7º, inciso IV do Regimento Interno.


82ª reunião ordinária – 25/08/2017

Processos nº: 9.134/2012, 9.141/2012, 9.143/2012, 10.982/2014, 10.986/2014, 10.989/2014, 10.990/2014, 10.991/2014, 10.992/2014, 10.993/2014, 10.996/2014, 10.997/2014 e 10.998/2014
Relator(a): Aldo de Sousa Neto
Recorrente: Lar de Amparo e Promoção Humana
Data do julgamento: 25/08/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO aos recursos ordinários, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se que: (i) preliminarmente, (i.1) não houve nulidade da decisão de primeira instância, pois houve expressa e clara fundamentação por parte do julgador, com a consequente exposição da causa que ensejou o não acolhimento do argumento da Recorrente; (i.2); não houve nulidade do lançamento, porquanto o documento que fundamentou a autuação, Notificação de Lançamento, se sujeitou a todos os requisitos do art. 9º da Lei Complementar Municipal nº 508/2009 e alterações posteriores; e, (ii) no mérito, que a Recorrente não se enquadra como entidade de caráter comunitário, que é o requisito legal para o benefício da norma de isenção específica das taxas em comento, motivo pelo qual é legal a exigência das taxas questionadas.


81ª reunião ordinária – 28/07/2017

Processos nº: 6.868/2012 e 25.557/2012
Relator(a): Silvio Vinhal Barbosa
Recorrente: BMW Leasing do Brasil S/A Arrendamento Mercantil
Data do julgamento: 28/07/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, pois entendeu-se não restar comprovado nos autos a presença dos requisitos elencados no art. 3º-A da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, portanto, não comprovada a existência de estabelecimento prestador no Município, não é cabível a exigência de ISS.


80ª reunião ordinária – 30/06/2017

Processos nº: 17.873/2010 e 17.868/2010
Relator(a): Cristiano Cury Dib
Recorrente: Instituto Vigotski de Educação e Cultura Ltda.
Data do julgamento: 30/06/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por força do art. 58, §2º, da Lei Complementar Municipal nº 508/09 e alterações posteriores, NEGOU PROVIMENTO aos recursos ordinários, entendendo pela legalidade do arbitramento, nos termos do voto do Conselheiro Relator, sem, contudo, admitir a liquidação da decisão que implicaria na avaliação dos contratos firmados entre a Recorrente e seus alunos, nos termos do voto divergente da Conselheira Sara de Moura Gomes, mantendo-se, por consequência, o lançamento na sua integralidade.


79ª reunião ordinária – 26/05/2017

Processos nº:   17.542/2013 e 14.149/2014
Relatores: Pauliran Gomes e Silva / Aldo de Sousa Neto
Recorrente: Hospital Santa Catarina S/A
Data do julgamento: 26/05/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por maioria, DEU PROVIMENTO aos recursos ordinários, pois foi acolhida a questão prejudicial de mérito relativa à decisão judicial transitada em julgado nos autos do processo nº 0702.01.021168-9, que reconheceu o
direito da Recorrente de recolher o ISSQN subtraindo-se os valores cobrados e
repassados aos prestadores de serviços terceirizados, em que se incluiriam os serviços médicos.

Processo nº: 16.437/2012
Relatores: Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Cia de Arrendamento Mercantil RCI Brasil
Data do julgamento: 26/05/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, tendo em vista que: (i) o ISSQN incide sobre contratos de arrendamento mercantil por existir previsão específica na Lei Complementar nº 336/2003; (ii) a base de cálculo é o preço dos serviços, que corresponde ao preço do arrendamento mercantil; (iii) o imposto é devido ao Município do local do estabelecimento prestador, sendo que, uma vez comprovada a existência de unidade econômica da Recorrente no Município de Uberlândia, torna-se devido o recolhimento do tributo sobre os contratos firmados na referida unidade econômica; (iv) a unidade econômica é evidenciada pela manutenção de pessoal, ainda que terceirizado, e de estrutura operacional e administrativa no Município.


78ª reunião ordinária – 28/04/2017

Processo nº: 31.092/2014
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Inter Serviços Imobiliários Ltda.
Data do julgamento: 28/04/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU SEGUIMENTO ao recurso ordinário, por manifesta ausência de interesse recursal, considerando que a decisão de primeira instância julgou totalmente procedente o pedido formulado pelo contribuinte em sede de impugnação, determinando-se o cancelamento do Auto de Infração na íntegra.

Processo nº: 10.690/2015
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Conel Construtora Ltda.
Data do julgamento: 28/04/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU SEGUIMENTO ao recurso ordinário, pois além de incabível na espécie, a peça recursal trata única e exclusivamente sobre matéria não apreciada pelo primeiro grau, o que configuraria supressão de instância caso o Conselho se manifestasse sobre o assunto.

Processo nº: 11.589/2016
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: Caixa Econômica Federal
Data do julgamento: 28/04/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU SEGUIMENTO ao recurso ordinário, por não se admitir o seu recebimento como pedido de reconsideração.


77ª reunião ordinária – 24/03/2017

Processo nº: 23.631/2013
Relator(a): Danilo Alves Rocha
Recorrente: CCM – Circuitos de Comandos e Montagens Elétricas Ltda.
Data do julgamento: 24/03/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, adiante sintetizado: (i) no que diz respeito a empresas optantes do Simples Nacional, como é o caso da Recorrente, a alíquota do ISS aplicável na retenção na fonte e que deverá ser informada no documento fiscal corresponde ao percentual previsto no Anexo III da Lei Complementar nº 123/2006 para a faixa de receita bruta a que a empresa estiver sujeita no mês anterior ao da prestação, sendo, portanto, correta a adoção da alíquota de 5% (cinco por cento); (ii) quanto à dedução da base de cálculo, de acordo com o Decreto Municipal nº 10.126/2005 e alterações posteriores, serão aceitas as deduções de até 40% na base de cálculo para os serviços enquadrados no subitem 7.02 da lista de serviços anexa à Lei Complementar nº 336/2003, sendo descabida, portanto, a defendida dedução no percentual de 50% (cinqüenta por cento); (iii) por fim, constatada a falta de recolhimento do tributo, sobre o montante devido aplicam-se juros, correção monetária e multa nos termos da legislação pertinente.

Processo nº: 15.214/2014
Relator(a): Danilo Alves Rocha
Recorrente: Cia das Tendas Ltda.
Data do julgamento:  24/03/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator, adiante sintetizado: (i) o ISS incide sobre a cessão de coberturas e outras estruturas de uso temporário por existir previsão específica na Lei Complementar Municipal nº 336/2003; (ii) o Município de Uberlândia tem competência para lançar os tributos devidos por empresas optantes pelo Simples Nacional que estejam localizadas em seu território; e (iii) não há que se falar em confisco em caso de multa aplicada de acordo com a legislação pertinente.


76ª reunião ordinária – 10/03/2017

Processo nº: 25.596/2012
Relator(a): Marcel Ribeiro Pinto
Recorrente: Banco Santander (Brasil) S/A
Data do julgamento: 10/03/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário nos seguintes termos: (i) por unanimidade, entendeu restar comprovada a existência de unidade econômica da Recorrente no Município de Uberlândia, sendo este, portanto, o Município competente para exigir o tributo; e (ii) empatada a votação no ponto relativo à base de cálculo adotada para o lançamento, por força do art. 58, §2º, da Lei Complementar Municipal nº 508/09, prevaleceu a posição adotada pela Conselheira Presidente, no sentido de rejeitar a tese de ilegalidade da base de cálculo adotada sem adentrar na análise quanto à inclusão, ou não, do valor residual garantido (VRG), eis que não impugnado especificamente pela parte recorrente.


75ª reunião ordinária – 10/02/2017

Processo nº: 13.617/2014
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Koleta Prestadora de Serviços Ltda.
Data do julgamento: 10/02/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário nos seguintes termos: (i) por unanimidade de votos, rejeitou as alegações de que sobre os valores referentes à locação de caçambas não deveria incidir o ISS, pois esta atividade não pode ser considerada isoladamente, na medida em que integra a própria prestação de serviços de remoção de entulho, que é a única atividade efetivamente tributada; (ii) por maioria, entendeu que o Fisco Municipal comunicou adequadamente à empresa recorrente que as suas orientações haviam sido retificadas, afastando a alegada boa-fé da empresa e mantendo-se, pois, a penalidade aplicada.

Processo nº: 26.612/2012
Relator(a): Laíse Ângelo Mazetti
Recorrente: Instituto Politécnico de Ensino Ltda.
Data do julgamento: 10/02/2017
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora, pois, caracterizada a preponderância da atividade da Recorrente na locação de imóveis próprios, indevida é a incidência da regra imunizante.


74ª reunião ordinária – 02/12/2016

Processo nº: 16.428/2012
Relator(a): Aldo de Sousa Neto
Recorrente: Mercedes Benz Leasing do Brasil Arrendamento Mercantil
Data do Julgamento: 02/12/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por maioria, DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Trata-se de concessionária da marca Mercedes Benz e não de uma agência ou filial da Recorrente, que tem atividade típica de banco. Isso porque, é de conhecimento amplo que a concessionária, salvo algumas exceções, são na realidade franquias adquiridas por terceiros que não são acionistas do Grupo empresarial detentor da marca, ou seja, há uma independência, ainda que relativa, da concessionária em relação à Recorrente. Não comprovada a presença de, no mínimo, dois requisitos elencados no art.3º-A da Lei Complementar Municipal nº336/2003, não se comprova a existência de estabelecimento prestador no município e, portanto, não é cabível a exigência de ISSQN pelo referido Município.

Processo nº: 4.734/2009
Relator(a): Lêda Aparecida dos Santos Oliveira
Recorrente: Margonari Administração Patrimonial Ltda.
Data do julgamento:  02/12/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por unanimidade, acompanhou a Conselheira Relatora nos exatos termos do seu voto, decidindo pela manutenção da base de cálculo do tributo em discussão, que baseou-se em avaliação dos imóveis considerando a época da integralização, tal como determinado por este Conselho na sessão de julgamento ocorrida em 09/11/2012, bem como pela alteração da multa de 100% (cem por cento) para 30% (trinta por cento), tendo em vista a aplicação do art. 106, inciso II, do Código Tributário Nacional.

Processo nº: 16.620/2011
Relator(a): Cristiano Rodrigues Andrade
Recorrente: TC Logística Integrada LTDA
Data do Julgamento: 02/12/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU SEGUIMENTO, nos termos do voto do Conselheiro Relator. O lançamento fiscal apresenta suficiente motivação, não havendo em que se falar em nulidade, e diga-se o mesmo em relação às provas. A fiscalização aponta com segurança as infrações cometidas e reúne todos os elementos necessários para se aferir o montante do imposto cobrado, sobretudo com a juntada de cópia das notas que ensejaram a autuação. Sobre o enquadramento da função social, não analisada pela primeira instância tal questão, relativa à atividade principal do contribuinte figurar ou não no rol do artigo 10-A da Lei Complementar nº336/03, o exame da matéria neste momento resultaria em indevida supressão de instância. Desta feita, não pode ser conhecida. Mesmo se fosse considerada, a singela menção quanto à atividade preponderante não faria frente a coletânea de provas em sentido contrário.


73ª reunião ordinária –18/11/2016

Processo nº: 16.492/2012
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: HSBC Bank Brasil S/A
Data do Julgamento:  18/11/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Para a constituição do crédito tributário deve ser observada a regra geral inscrita no art. 173, I, CTN. Assim, não se operou a decadência. Verificada a existência de unidade econômica da empresa em Uberlândia, onde foram realizadas operações de leasing, de modo que este é o Município competente para exigir o ISS. Base de cálculo apurada corretamente, conforme o art. 7º, da LC nº 336/03 e a Súmula nº 138 do STJ, incidindo o ISS sobre o valor integral das operações de leasing. Não há que se falar em nulidade da multa de 50%, uma vez que foi aplicada em razão da conduta ilícita do Recorrente e em consonância com a legislação municipal.

Processo nº: 310/2013
Relator(a): Theandra Henriques Abi Rached
Recorrente: Santander Leasing S/A Arrendamento Mercantil
Data do Julgamento: 18/11/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Restou comprovada a exploração econômica de atividade de prestação de serviços, leasing, pela Recorrente no Município de Uberlândia, conforme preceitua Artigo 3º - A e incisos da Lei Complementar 336/2003, sendo cabível a exigência de ISSQN pelo referido Município de Uberlândia. A base de cálculo do ISS deve ser fixada levando em conta o preço do serviço prestado, no caso do leasing, o valor total da operação, ou seja, o valor econômico do contrato. O Recorrente quedou-se inerte em apresentar documentos que sustentem suas alegações e pontos incontroversos em relação base de cálculo, ou seja, documentos para o recolhimento de informações a este respeito, o que remete ao entendimento de que o Fisco agiu dentro dos limites das hipóteses previstas no artigo 148 do CTN. Portanto, inexistindo, nos autos o mínimo de elementos de prova quanto à alegada abusividade no arbitramento levado a efeito pelo Fisco, há que se considerá-lo idôneo e suficiente para a incidência do ISS no caso.

Processo nº: 6.850/2012
Relator(a): Theandra Henriques Abi Rached
Recorrente: BV Leasing Arrendamento Mercantil S/A
Data do Julgamento: 18/11/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Restou comprovada a exploração econômica de atividade de prestação de serviços, leasing, pela Recorrente no Município de Uberlândia, conforme preceitua Artigo 3º - A e incisos da Lei Complementar 336/2003, sendo cabível a exigência de ISSQN pelo referido Município de Uberlândia. A base de cálculo do ISS deve ser fixada levando em conta o preço do serviço prestado, no caso do leasing, o valor total da operação, ou seja, o valor econômico do contrato e novamente, o Recorrente quedou-se inerte em apresentar documentos que sustentem sua defesa e pontos incontroversos em relação base de cálculo, o que remete ao entendimento de que o Fisco agiu dentro dos limites previstos na legislação.


72ª reunião ordinária – 04/11/2016

Processo nº: 3.077/2008
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: Santa Elena Consultora S/S Ltda.
Data do julgamento:  04/11/2016

RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário nos seguintes termos: (i) por maioria, entendeu não haver qualquer nulidade evidente na decisão de primeira instância, mas tão somente o reconhecimento da necessidade de se proceder à avaliação fiscal dos imóveis na data da ocorrência do fato gerador, qual seja, na data da incorporação dos imóveis ao capital da Recorrente; (ii) por unanimidade, entendeu que a atividade preponderante desenvolvida pela Recorrente tem, sim, natureza imobiliária, razão pela qual incide o ITBI sobre a operação de integralização de capital objeto da discussão.

Processo nº: 25.497/2012
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Panamericano Arrendamento Mercantil S/A
Data do Julgamento:  04/11/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, DEU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator. O correspondente bancário atua por conta e sob as diretrizes da instituição contratante, mas não se confunde com esta. Portanto, o funcionamento da empresa que atua como correspondente bancário da Recorrente neste Município não é suficiente para caracterizar uma unidade econômica desta. O sujeito ativo do tributo é aquele onde ocorre o núcleo da prestação de serviços e não onde são realizadas atividades acessórias ou complementares.

Processo nº:   10.149/2013
Relator(a):   Pauliran Gomes e Silva
Recorrente:   Cajubá Country Club
Data do Julgamento:  04/11/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator. A associação possui personalidade jurídica própria que não se confunde com a de seus associados. A ausência de fins lucrativos é insuficiente para afastar a obrigação tributária decorrente da taxa de licença de funcionamento. Conforme Lei Municipal nº 4.016/83 e alterações posteriores, o poder de polícia administrativa será exercido em relação a quaisquer atividades ou atos, lucrativos ou não.


71ª reunião ordinária – 07/10/2016

Processo nº:   1.709/2012
Recorrente:   Betel Veículos Ltda.
Relator(a):   Sara de Moura Gomes
Data da decisão:  07/10/16
RESULTADO DA DECISÃO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU SEGUIMENTO ao recurso nos termos do art. 28, §1º, inciso V da Lei Complementar Municipal nº 508/2009 e alterações posteriores. O recurso não mencionou pontos de discordância e os motivos de fato e direito em que se fundamentou, não havendo questões de mérito a serem analisadas. Assim, por força do art. 7º, IV, do Regimento Interno do Conselho (Decreto nº12.269/10), a Câmara, por unanimidade, não conheceu do recurso, mantida integralmente a decisão de primeira instância.

Processo nº: 21.725/2011
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: RECOL – Rezende e Elias Consultoria Ltda.
Data do Julgamento:  07/10/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Entendeu-se que o Recorrente é prestador de serviços de engenharia e de elaboração de estudos e projetos relacionados a obras e serviços de engenharia. Considerando a natureza dos serviços prestados, o local de incidência do imposto é o Município de Uberlândia, onde se encontra estabelecido o Recorrente, conforme art. 3º, caput, da Lei Complementar Municipal nº 336/2003 e alterações posteriores.


70ª reunião ordinária – 16/09/2016

Processo nº: 18.719/2011
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Cia de Arrendamento Mercantil RCI Brasil
Data do julgamento: 16/09/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos seguintes termos: (i) por unanimidade de votos, (i.1) rejeitou a alegação de nulidade do auto de infração, eis que plenamente atendidos os requisitos formais do ato; (i.2) rejeitou a alegação de prescrição, pois o prazo a ser considerado é o do art. 173, inciso I, do CTN, e não o do art. 174, como pretendia a Recorrente; (i.3) rejeitou a alegação de inconstitucionalidade da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, pois foge à competência deste Conselho, enquanto órgão administrativo, aferir a constitucionalidade das leis regularmente editadas pelo Legislativo, atribuição esta reservada exclusivamente ao Judiciário pela Constituição Federal, motivo pelo qual o ISSQN incide sobre contratos de arrendamento mercantil, por existir previsão específica na referida lei; e (i.4) o imposto é devido ao Município do local do estabelecimento prestador, sendo que foi comprovada a existência de unidade econômica da recorrente no Município de Uberlândia, tornando-se devido o recolhimento do tributo sobre os contratos firmados na referida unidade econômica; (ii) empatada a votação no ponto relativo à base de cálculo adotada para o lançamento, por força do art. 58, §2º, da Lei Complementar Municipal nº 508/09, prevaleceu a posição adotada pela Conselheira Presidente, no sentido que deve ser mantida a base de cálculo adotada pelo Fisco Municipal, com a inclusão do valor residual garantido.

Processo nº: 25.439/2012
Relator(a): Pauliran Gomes e Silva
Recorrente: Cia de Arrendamento Mercantil RCI Brasil
Data do Julgamento: 16/09/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU SEGUIMENTO ao recurso ordinário, com fundamento no art. 41 da LC municipal nº508/09, nos termos do voto do Conselheiro Relator. É intempestivo o recurso ordinário interposto após o término do prazo legal, ainda que tenha sido postado nos Correios antes de seu termo final. A aceitação da interposição de recurso por via postal depende de previsão legal, sendo certo que inexiste previsão na legislação deste Município.


69ª reunião ordinária – 02/09/2016

Processo nº: 16.492/2012
Relator(a): Sara de Moura Gomes
Recorrente: HSBC Bank Brasil S/A
Data do Julgamento:  18/11/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Para a constituição do crédito tributário deve ser observada a regra geral inscrita no art. 173, I, CTN. Assim, não se operou a decadência. Verificada a existência de unidade econômica da empresa em Uberlândia, onde foram realizadas operações de leasing, de modo que este é o Município competente para exigir o ISS. Base de cálculo apurada corretamente, conforme o art. 7º, da LC nº 336/03 e a Súmula nº 138 do STJ, incidindo o ISS sobre o valor integral das operações de leasing. Não há que se falar em nulidade da multa de 50%, uma vez que foi aplicada em razão da conduta ilícita do Recorrente e em consonância com a legislação municipal.


68ª reunião ordinária – 26/08/2016

Processo nº: 25.465/2012
Relator(a): Aldo de Sousa Neto
Recorrente: Santander Leasing S/A Arrendamento Mercantil
Data do Julgamento:  26/08/2016
RESULTADO DO JULGAMENTO: a Câmara Julgadora Única do Conselho Municipal de Contribuintes, por votação unânime, NEGOU PROVIMENTO ao recurso ordinário, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Entendeu-se que, comprovado pelo Município a existência de unidade econômica da Recorrente através da presença de, no mínimo, dois requisitos elencados no art. 3º-A da Lei Complementar Municipal nº 336/2003, configura-se a existência de estabelecimento prestador no Município e, via de consequência, é cabível a exigência de ISSQN pelo referido Município. Outrossim, na ausência de fornecimento de documentos pelo contribuinte que possam determinar com precisão a base de cálculo do tributo, é facultado ao agente fiscal arbitrá-la nos termos do artigo 148 do CTN e dos artigos 24 e 177 do Código Tributário Municipal.

Prefeitura de Uberlândia

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