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    Uma questão de Nobreza


    João Pereira da Rocha era filho do casal português, Cel. João Lobo Leite Pereira e D. Teresa da Silva Ávila Figueiredo, bisneta do Conde de Aveiras.

    Em 1719, seu pai desempenhou o cargo de vereador, em Vila Santarém. Para assumir este cargo só eram designadas pessoas de alto conceito social e sendo o mais velho, teve acrescentado o cargo de Juiz de Fora, que assegurava direitos e privilégios concedidos ao Senado da Câmara, por El-Rei D. João III, em vigor desde 1535.

    Veio para o Brasil, em torno de 1735, estabelecendo-se em Cachoeira do Campo da Capitania de Minas Gerais, onde exerceu o posto de Tenente Coronel do Regimento de Cavalaria de Ordenança de Vila Rica. Foi promovido a Coronel por merecimento, pelo Governador e Capitão General das Capitanias do Rio de Janeiro e Minas Gerais, cujas patentes denotam que João Lobo Leite Pereira era fidalgo da Casa de Sua Majestade.

    Além disso, uma justificativa feita em Vila Rica aos 11 de setembro de 1797, mais uma vez se confirma ser o Coronel João Lobo Leite Pereira, pessoa com nobreza hereditária por si, seus pais, avós e bisavós, que eram das famílias principais de Santarém e possuía seu alvará de filhamento na Casa Real.

    Portanto, podemos deduzir que João Pereira da Rocha, fazia parte da nobreza e que foi através de seu status social que adquiriu a concessão de sua Sesmaria.
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