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    A chegada dos Carrejos


    Segundo o documento, quando foi construída a sede da fazenda Letreiro, Francisco Alves Pereira, necessitando de homens especializados em ferragens para  carros-de-boi, tivera notícias de entendidos no assunto no arraial de Campo Belo do Prata,  partiu em busca dos mesmos. Foi então que conheceu a família Carrejo, que contava em seu meio com excelentes profissionais. Francisco travou relações com alguns membros desta família combinando a venda de terras em boas condições, facilitando sua vinda. Para cá se transferiram trazendo  suas respectivas esposas e filhos, alguns escravos,   animais domésticos e apreciáveis quantidade de víveres, sementes e instrumentos agrícolas.

    Adquiriram terras de José Diogo da Cunha e parte das terras de João Pereira da Rocha. Luís Alves Carrejo, proprietário de maior extensão, para equilibrar as cotas entre eles, facilitou a aquisição de seus excessos pelos quotistas menores. Ficou com a parte que é hoje a fazenda Olho D’Água.

    Francisco Alves Carrejo apossou-se da Fazenda Laje, Felisberto instalou-se na fazenda da Tenda; Antônio Alves Carrejo ficou com a que denominou Marimbondo.

    Nesta época já existia um grande povoado às margens do córrego São Pedro do Uberabinha, iniciado pelos escravos deixados lá por João Pereira da Rocha e mais as famílias que foram chegando para tocar lavouras na Sesmaria São Francisco.

    Estas famílias eram ajudadas com madeiras na construção de seus ranchos, perto de olhos d’água, no local conhecido por Fundinho. Para conforto de todos, Francisco Alves Pereira com seus parentes e amigos, tiraram um rego que partindo das cachoeiras do córrego São Pedro, lado direito, corria com abundância, mais ou menos margeando a atual avenida Rio Branco, até chegar ao povoado do Fundinho.

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