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    Água / Esgoto


    Do início do arraial até a primeira década de nosso século, o abastecimento era feito através de um rego d’água que foi tirado por Francisco Alves Pereira, familiares e amigos, para dar conforto à população que havia se estabelecido às margens do córrego São Pedro.

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    Casa comercial Custódio Pereira

    De acordo com Tito Teixeira, em 1846, os procuradores, Francisco Alves Pereira e Felisberto Alves Carrejo, foram nomeados pela população para a escolha do local de implantação da capela, selecionaram-no atentando para a possibilidade de ser abastecido por um rego d’água.

    O rego foi tirado das cabeceiras do córrego São Pedro, corria paralelo à atual Av. Rio Branco que, na época, abrangia o trecho da atual rua Barão de Camargo, antiga rua da Chapada.

    Seguia em direção à Capela de Nossa Senhora do Carmo e, nesse percurso, segundo Ata da Câmara, cortava a rua Augusto César. Além dessas ruas, ainda não dispomos de informações que nos permita refazer com detalhes a trajetória do rego d’água de servidão pública, até chegar à Capela.

    Sendo de uso coletivo, era natural que houvesse dispositivos legais regulamentando a sua utilização e também a sua conservação; estes se encontravam no Código de Posturas adotado pelo Município em 1903. Outras medidas foram sendo estabelecidas ao longo dos anos, de acordo com os problemas que surgiam. Esses se avolumavam à medida que a população utilizava as águas de servidão pública. A fiscalização, os cuidados na manutenção e a distribuição feita através da concessão de anéis d’água eram de responsabilidade da Câmara.

    A execução desses serviços não era simples, pois não eram poucos os problemas decorrentes de um rego d’água de utilidade pública correndo a céu aberto. Havia o risco de contaminação de áreas que cruzavam o rego, carência de água nas secas e sujeira das nascentes no período das chuvas. Além desses problemas, a inexistência de um sistema de rede de esgotos não só causava desconforto como era também um foco para a disseminação de doenças.

    A lei sobre a canalização da água potável e construção da rede de esgotos foi redigida em janeiro de 1908. Como  os serviços não foram concretizados, formou-se então uma sociedade composta de representantes locais, cujos objetivos eram auxiliar a Câmara na execução do projeto de canalização da água e, sobretudo, levantar a verba necessária para que fosse concretizada essa obra. Mesmo com essas medidas, somente a partir de 12 de novembro de 1910, foi inaugurada a primeira rede de abastecimento de água na cidade.

    No entanto era tão precária, que no ano seguinte começou a ser discutida a necessidade de ampliação da rede de abastecimento.

    Ao contrário da água, a construção da rede de esgotos só teve início, segundo Tito Teixeira, na década de 20.

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