Mercado de Pulgas promove encontro entre gerações neste domingo

Evento aconteceu no Mercado Municipal com apresentação da Udi Jazz Big Band
5 de agosto de 2019
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Uma viagem no tempo. Foi assim que o aposentado Stoessel Luiz Ribeiro descreveu sua ida ao Mercado Municipal nesta manhã. Ele foi comprar queijo e farinha com a esposa e o neto e acabou surpreendido positivamente pela 8ª Edição do Mercado de Pulgas – Colecionismos e Antiguidades”.

“Ficou muito interessantes. Me lembrou de uma viagem que fiz a Nothing Hill, em Londres, e da minha infância. Em uma das barracas estavam vendendo um jogo de copos que meus pais tinham em casa quando eu era pequeno. Foi uma viagem no tempo e na memória”, emocionou-se Ribeiro.

A esposa estava de olho no neto, Raul, que não tirava as mãos e olhos dos objetos antigos. “Ele está bem curioso, perguntando das coisas, pois a maioria ele nunca viu, é a primeira vez. Foi um passei bom para lembrar um pouco da história, da família, dos nossos avós, da minha família também, foi bem legal”, disse Terezinha Leles, psicóloga.

Para Yone Correa, coordenadora do Espaço Cultural do Mercado Municipal, esse tipo de experiência é o que move a realização do evento. “O mais interessante mesmo, comove, e vale a pena realizar o mercado de pulgas é esse encontro das gerações”, comentou.

Economia criativa

Promovido pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o Mercado de Pulgas preza pa troca de experiências e valorização da história, como explica Yone Correa, coordenadora do Espaço Cultural do Mercado Municipal. “O mercado de pulgas sempre teve a proposta de não se colocar mais material no universo, nada novo. Nós trabalhamos de fato com a antiguidade, a história. A ideia é que esses objetos troquem de lugar, temos uma proposta ecologicamente correta”, disse.

Ao todo foram 26 expositores que comercializaram antiguidades como louças, porcelanas, objetos variados, máquinas de escrever, entre diversos outros itens raros. Um dos casos foi o de Lenise Miranda Helou, expositora que, além de trazer o broxe de vassoura usado na época de Jânio Quadros, ainda estava vendendo um item da ditatura da Itália.

“É a medalha do governo de Benito Mussolini. Nela está escrito em italiano que ela não pode circular fora da Itália. Meu pai, um verdadeiro turco, comprou de um italiano que estava um pouco ‘apertado’, trouxe para cá e agora estou vendendo. É muita história que a gente passa para frente”, admirou-se. 

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