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Parceria com o Comitê Paralímpico aprimora a Educação Física de alunos especiais

Quase metade dos educadores físicos do município foram capacitados pela iniciativa pioneira
19 de agosto de 2019
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Rodeada por suas amigas, Ana Júlia Silva Agostinho, de 11 anos, frequenta o 5º ano na Escola Municipal Professor Sergio de Oliveira Marquez. Sempre com um sorriso no rosto, ela não costumava participar das atividades de Educação Física. No entanto, na semana passada, ela foi surpreendida por uma atividade bem diferente: o vôlei sentado.

“Eu achei legal, gostei de jogar o vôlei sentado. É muito bom ter na escola uma atividade assim, que eu possa participar melhor e, ainda mais, com a turma toda”, contou. Com paralisia nos membros inferiores, Ana Júlia é uma das 2.300 crianças e adolescentes com atendimento especializado na rede municipal de ensino, as quais têm sido beneficiadas pela parceria firmada em março deste ano entre a Prefeitura de Uberlândia e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A iniciativa é voltada aos professores de Educação Física da rede municipal de Ensino e da Fundação Uberlandense de Turismo, Esporte e Lazer (Futel).

O curso de educação paralímpica “Movimentos básicos para o esporte paralímpico” é oferecido pelo CPB por meio de uma plataforma de Educação à Distância.“Trata-se de uma grande oportunidade para os profissionais se capacitarem, de já na escola iniciarem o esporte paraolímpico. Dá, também, oportunidade para que as crianças com deficiência possam praticar atividade física, utilizando o esporte como instrumento de inclusão social”, ressaltou Alberto Martins da Costa,diretor-técnico do CPB.

Ampliando seus conhecimentos

Um dos beneficiados pelo curso foi o professor de Educação Física da Escola Municipal Professor Sergio de Oliveira Marquez, Evandro Martins Santos. O professor atua com deficientes em duas instituições – Associação dos Paraplégicos de Uberlândia (Aparu) e Associação dos Deficientes Visuais de Uberlândia (Adeviudi) – e resolveu levar seus conhecimentos para a escola onde leciona. “Essa capacitação foi, de uma certa forma, para conhecer mais, adaptar mais algumas atividades das quais a gente não tinha tanto conhecimento, não entendia muito bem, e colocar isso dentro da sala de aula”, disse.

Além do vôlei sentado, ele também aplica conhecimentos recebidos durante o curso a alunos que não possuem limitações, como simulação de deficiência visual, por exemplo. “É interessante também colocar esse mundo para os nossos alunos que não possuem nenhum tipo de deficiência, para que eles possam, também, entender e até perderem eventuais preconceitos, reduzir totalmente qualquer discriminação”, pontuou.

Segundo ele, de todas as lições, a inclusão é o grande aprendizado a ser tirado do curso. “Muitas vezes, os alunos especiais acabavam entrando na escola e não participando de algumas atividades. Isso acontecia porque muitos professores não tinham formação específica para lidar com esses alunos. Então foi uma ação inclusiva da Prefeitura e do CPB não só nas atividades de educação física, mas também nas atividades de integração no dia a dia dos alunos”, destacou o professor.

Como funciona

O curso foi lançado na plataforma do ACA-MEC no início do ano. O acesso pode ser feito por computadores, celulares ou tablets pelo site https://impulsiona.org.br/esporte-paralimpico/.

Com carga horária de 40 horas, as aulas são divididas em quatro módulos: História do esporte paralímpico e sua estrutura;Deficiências elegíveis; Aspectos gerais da classificação esportiva; e Como o esporte paralímpico pode ser introduzido na escola.

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