Notícias

Prefeitura finaliza pesquisa de outubro do índice de infestação do Aedes

Agentes percorreram mais de 12 mil imóveis durante o período da pesquisa, que mais uma vez apontou a predominância de criadouros nas residências
28 de outubro de 2019
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

A Prefeitura de Uberlândia, por meio do Centro de Controle de Zoonose (CCZ), finalizou o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de outubro de 2019.  O levantamento mostrou que 1,3% das casas pesquisadas têm focos de reprodução do Aedes Aegypti – transmissor da dengue, zíka vírus, chikungunya e febre amarela. Embora o indicador seja inferior ao verificado no mesmo período do ano passado (4%), a situação reafirma a situação de alerta para possíveis surtos das doenças transmitidas pelo mosquito e reforça a necessidade da população em realizar o descarte correto de lixo e em não manter objetos acumulando água em casa e no trabalho.

Os agentes do CCZ visitaram todos os bairros de Uberlândia, inclusive os distritos, vistoriando 12.847 imóveis. Para o coordenador do programa, José Humberto Arruda, o número está dentro do esperado devido às condições climáticas que a cidade tem registrado.

“Todos os depósitos que se destacaram como predominantes na pesquisa estão dentro dos domicílios e são alimentados por águas de torneiras, situação que ocorre em períodos de seca. Essa infestação mantida nos imóveis residenciais juntamente com os ovos aderidos em outros tipos de recipientes estabelecem condições propícias para a infestação do mosquito quando as chuvas ficarem mais intensas. Por isso, que a população não pode descuidar. O trabalho de eliminação deve ser constante para evitarmos uma nova epidemia” , observou Arruda.

Pesquisa de infestação

De acordo com o levantamento, foram encontrados focos nos ralos (18,5%), pratos de plantas (11%), vasos de plantas (9%), tanques (7,5%) e tambores (6,5%). Com isso, a pesquisa aponta que 84% dos criadouros positivos para o Aedes aegypti estão no interior dos domicílios, sendo 17% dentro das casas e 83% nos quintais.

“A predominância de criadouros do mosquito no interior dos domicílios se tornou o ponto fraco para o controle, principalmente quando falamos do acesso aos imóveis que estão constantemente fechados ou por conta da recusa de moradores, que não aceitam as visitas. A população precisa se conscientizar sobre a importância do seu papel como agente de combate ao mosquito”, destacou o coordenador do Programa de Controle da Dengue, José Humberto Arruda.

Dados do Levantamento do Índice de Infestação do Aedes (LIRAa) – outubro 2019
Imóveis visitados: 12.847 Índice: 1,3%
Depósitos predominantes (cinco maiores)
– Ralo: 18,5%
– Prato de planta: 11%
– Vaso de planta: 9%
– Tanque:7,5%
– Tambor: 6,5%
Infestação por imóveis: – Residência: 84%, (83% nos quintais e 17% dentro do domicílio)
– Comércio: 9%
– Outros: 5%
– Terreno Baldio: 2%

Ações permanentes

Todos os bairros são sistematicamente monitorados e tratados durante todo o ano. Até setembro deste ano, foram realizadas 790 mil visitas domiciliares para eliminação de larvicidas e coleta de materiais que podem ser criadouros do mosquito com a intensificação do período chuvoso.  Além disso, aconteceram também 37 mil ações de bloqueio (aplicação de adulticida em locais que tiveram casos suspeitos transmitidas pelo Aedes) que evitam novas transmissões das doenças circulam no bairro. A ação foi intensificada esse ano com a contratação de 278 servidores, que possibilitou a reestruturação do Programa de Controle da Dengue, e com o uso dos seis veículos que equipados com máquinas para lançamento de adulticida.

Sem contar ainda os trabalhos em imóveis fechados para aluguel ou venda (com parceria de imobiliárias), a coleta de 200 mil pneus, o acompanhamento/inserção do peixe lebiste nos locais que não podem ser tratados com larvicidas (como piscinas, fontes, tanques de decantação e outros) e o uso de drones para monitorar imóveis de difícil acesso.

“Nosso trabalho não para, assim como a ajuda de todos que deve ser constante. Precisamos nos mobilizar cada vez mais, unindo forças e redobrando a atenção em tudo que possa acumular água parada.Evitar proliferação do mosquito depende de cada um de nós”, finalizou o coordenador José Humberto Arruda

Compartilhe:
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

Veja Também

All articles loaded
No more articles to load