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Vigilância Epidemiológica apresenta plano de contingência do novo coronavírus

Além do fluxo de atendimento diante de possíveis casos suspeitos, também foi reforçado com os profissionais da saúde sobre os equipamentos de segurança necessários
19 de fevereiro de 2020
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Nesta semana, a Vigilância Epidemiológica de Uberlândia apresentou aos profissionais da saúde da rede pública e privada o plano de contingência para possíveis casos suspeitos do coronavírus no município. A estratégia auxiliará no monitoramento, na assistência correta aos pacientes (com as medidas a serem adotadas nas unidades) e na segurança dos profissionais da saúde durante o manejo clínico.

O treinamento, segundo a coordenadora da Vigilândia Epidemiológica, Elaize Maria Gomes de Paula, vem como uma preparação para adotar a melhor conduta diante de possíveis casos suspeitos. “O Hospital de Clinícas da UFU é a referência determinada pelo Ministério da Saúde. Até o paciente chegar ao hospital, as unidades de saúde que são a porta de entrada precisam estar preparadas. Como não há vacina e tratamento específico para o novo agente do coronavírus, acionamos o nosso comitê a fim de padronizar o atendimento na rede pública e privada aos pacientes e garantir a segurança dos profissionais que estão na linha de frente”, destacou.

Durante o treinamento, foi discutido com os profissionais como será o acolhimento nas unidades, o uso de equipamentos individuais de segurança, como luvas, aventais, máscaras e óculos, a forma de isolamento, onde será feita a coleta de material e até a transferência dos pacientes, que deve ocorrer em um veículo com troca de ar durante o transporte. “Tudo é muito novo, ainda há muita dúvida entre todos. Então, seguindo a recomendação dos órgãos competentes, envolvemos todos os setores da saúde e elaboramos o plano de contingência com o máximo de segurança para os profissionais e pacientes”, destacou a coordenadora.

Novo coronavírus

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi descoberto no fim de dezembro de 2019 após ter casos registrados na China e em outros países, inclusive com duas notificações suspeitas no Brasil. O Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), provocado pelo SARS-CoV.   

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos infectados com o novo coronavírus desenvolve sintomas semelhantes aos da gripe e cerca de 20% progride para doenças mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória. As investigações sobre o novo vírus ainda estão em andamento, mas a transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como: espirro, tosse, gotículas de saliva, contato pessoal próximo ou por objetos ou superfícies contaminadas. Por este motivo, o médico da Vigilância Epidemiológica, Marcelo Sinício, explica quais são os principais cuidados.

“Um dos pontos chaves para se proteger, e isso serve principalmente para vírus de transmissão inalatória, é a etiqueta da tosse. É uma expressão utilizada para que tenhamos cuidado com a higiene no momento de tossir ou espirrar. É imprescindível usar lenço de papel ou tapar a boca com o antebraço, e não com as mãos, por exemplo. Quando não há esse cuidado, as gotículas podem se espalhar por todo o ambiente e contaminar outras pessoas”, orientou.

 Veja abaixo outras recomendações:

– Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes;
– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Manter os ambientes bem ventilados.
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