Ações da Prefeitura reduzem taxa de mortalidade infantil em Uberlândia

Queda no indicador é fruto do trabalho permanente das equipes de saúde na busca ativa das gestantes, acolhimento integral e orientações promovidas pelo Programa Mãe Uberlândia
11 de março de 2020
Foto: Valter de Paula/Secretaria de Governo e Comunicação
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A taxa de mortalidade infantil é um importante indicador social da qualidade dos serviços de saúde oferecidos pelo município à comunidade. Desde 2017, a atual administração da Prefeitura de Uberlândia, por meio das ações da Rede de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança e do Adolescente e executadas pela Atenção primária, tem intensificado as atuações para que a taxa de mortalidade infantil esteja dentro do preconização pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com um trabalho de busca ativa de todas as gestantes da área de abrangência das unidades para a realização do pré-natal, acompanhamento mais próximo e detalhado, com a elaboração do plano de cuidado para cada uma das pacientes, e a retomada das ações do Mãe Uberlândia – programa que leva mais informações sobre gravidez e planejamento familiar à comunidade, a Prefeitura de Uberlândia conseguiu reduzir, neste primeiro bimestre de 2020, o Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) para 5,0 – uma redução de 54% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o coeficiente atingiu 11 pontos. Um indicador que comprova a eficiência dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Uberlândia.

Muito além do consultório

Para ampliar o acolhimento das futuras mamães irá lançar, nesta semana, o aplicativo “Mãe Uberlândia”. A nova ferramenta, desenvolvida em conjunto pela Empresa de Processamento de Dados de Uberlândia (Prodaub) e Secretaria Municipal de Saúde, busca acrescentar na rotina das gestantes um acompanhamento mais detalhado desde o pré-natal até as principais fases da criança.

Além do aplicativo, as gestantes contam também com o programa Mãe Uberlândia, que teve as atividades retomadas em 2018. O programa leva mais informações sobre a gravidez e o  planejamento familiar, com orientações durante as consultas médicas, atividades que ressaltam a importância da atenção no período pós-parto, da vacinação e da realização de testes importantes nos primeiros dias de vida do bebê. Todas as mães que participarem do Programa recebem uma bolsa com o enxoval para o bebê. O kit contempla cobertor, toalha e roupinhas, além de itens de higiene para o recém-nascido. 

Foto: Araípedes Luz//Secretaria de Governo e Comunicação

O programa é realizado em todas as unidades de atenção primárias à saúde (UBS e UBSF). Podem participar todas as gestantes que optarem em fazer o acompanhamento do pré-natal na rede pública. O kit é repassado às grávidas a partir da 28ª semana de gestação, que tenha participado de pelo menos sete consultas de pré-natal, da vista à maternidade e oficinas sobre a importância do pré-natal, parto e cuidados com o bebê. A entrega é feita na Unidade de Saúde referência da gestante.

Autocuidado contínuo e apoiado às gestantes de alto risco

Com um trabalho conjunto entre profissionais da Atenção Primária e Especializada, as gestantes de alto risco recebem um atendimento diferenciado. A iniciativa está acontecendo por meio do Acompanhamento ao Ciclo de Atenção Contínua e Autocuidado Apoiado. O projeto acontece, a princípio, com as unidades dos setores sul e oeste.

Foto: Marco Crepaldi/Secretaria de Governo e Comunicação

O acolhimento consiste em uma rodada de atendimento, onde a paciente gestante fica dentro do consultório e os profissionais especialistas e multiprofissionais que fazem o revezamento nas salas das consultas. O trabalho é feito por endocrinologista e um pré-natalista de alto risco (ginecologista), entre outros de acordo com a necessidade de cada gestante. As consultas também são incrementadas pelo acompanhamento já feito por enfermeiros, clínico geral, educador físico, nutricionista, dentista, assistente social e psicólogo. O objetivo é a discussão dos casos para a criação de um plano de cuidados individualizado e que deverá ser seguido pela equipe de Atenção Primária e pela gestante.

“O começo desse trabalho com essas gestantes é um marco para a saúde de Uberlândia. Estamos olhando de perto as gestantes de alto risco e elaborando para elas um plano de cuidados, que é acompanhando por uma equipe multidisciplinar. Atualmente estamos em dois setores da cidade e, em breve, iremos ampliar para todas as regiões”, finalizou o Secretário de Saúde, Gladstone Rodrigues da Cunha da Filho.

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