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Zoológico de Uberlândia é pioneiro ao implementar práticas integrativas

Reiki, cristais, óleos essenciais e acupuntura auxiliam em diagnósticos e bem-estar dos animais
5 de fevereiro de 2021
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Foto: Araípedes Luz - Secretaria Municipal de Governo e Comunicação/PMU

O Zoológico Municipal desenvolve mais uma iniciativa pioneira visando a saúde e bem-estar dos seus mais de 150 habitantes. Há cerca de um ano, começaram a ser implementadas práticas de medicina veterinária integrativa nos animais, auxiliando na rotina dos tratamentos convencionais, prevenindo enfermidades e melhorando o dia a dia das espécies. Semanalmente, são aplicadas técnicas de aromaterapia, cromoterapia, cristalterapia e Reiki. Em um intervalo maior de tempo, algumas espécies passam pela acupuntura. Cristais coloridos e aromas variados também compõem os recintos.  

O trabalho é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, que já percebeu resultados satisfatórios ao longo do ano. Entre eles, a maior receptividade dos animais aos variados tratamentos médicos veterinários e a prevenção dos níveis de estresse. O diretor do Zoológico e médico veterinário, Evandro Canelo, atua nos tratamentos clínicos e aprovou a união do trabalho já realizado com as técnicas alternativas.

“Houve um complemento de grande valia, pois esses profissionais trouxeram, em pouco tempo, diversas informações que já havíamos percebido sobre o comportamento e características individuais dos animais. Tudo isso é trabalhado como mecanismos complexos e interligados, que demandam cuidados a outras área do corpo que podem, eventualmente, refletir em alguma doença. É comum em zoológicos que animais expostos se habituem à presença de pessoas, mas limitem a área de movimentação e convivência. Com a prática da medicina integrativa, temos visto que eles estão mais confortáveis e explorando áreas que antes não utilizavam no recinto”, explicou.

O trabalho é realizado pela médica veterinária Heloísa Castro Pereira em conjunto com a graduanda e terapeuta holística Maria Eduarda Valentim. A médica veterinária reforça o êxito da parceria em prol do máximo bem-estar de aves, mamíferos, répteis e anfíbios.

“As técnicas integrativas e sistêmicas veterinárias funcionam como terapia de base para desenvolvermos toda a medicina veterinária. Uma vez que atuamos a níveis físico, emocional e sistêmico do animal. Com isso, conseguimos melhores resultados, pois incluímos o animal no sistema de cura”, explicou.

Práticas

Olfato e paladar são estimulados na aromaterapia: são borrifados óleos essenciais em partes estratégicas dos recintos. As substâncias também são encapsuladas e repassadas para os tratadores adicionarem ao cardápio dos animais.

A alimentação também é ponto fundamental para a realização da cristalterapia e cromoterapia: é feita uma preparação líquida onde os cristais ficam submersos na água e expostos à luz solar por um período. Em seguida, somente a água é transferida para outras garrafas e adicionadas aos bebedouros dos animais.

Os dois métodos são definidos, normalmente, após a realização do Reiki junto à análise do histórico de vida do animal e prontuário, já elaborados pelos médicos veterinários clínicos. Realizado dentro dos recintos pelas profissionais, o Reiki consiste na aplicação energética que atua no corpo físico das espécies.

Já a acupuntura é realizada durante o manejo dos animais para exames laboratoriais. Para o método, são montadas seringas com fragmentos de ouro, aplicadas diretamente nos pontos de acupuntura enquanto os animais estão sedados. A substância permanece no ponto aplicado, estimulando o corpo integralmente para as melhorias pretendidas.

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