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Estação aduaneira de Uberlândia ganha sede ampliada e modernizada

Prefeito Odelmo Leão participou da apresentação das melhorias feitas no Porto Seco do Cerrado, terminal de referência para o país
25 de novembro de 2021
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Mauro Marques/Divulgação

O prefeito Odelmo Leão acompanhou, na manhã desta quinta-feira (25), a apresentação das novas instalações do Porto Seco do Cerrado. A estação aduaneira foi ampliada e modernizada pela Supplog, que administra o terminal intermodal desde 2016. No espaço, localizado às margens do Anel Viário Ayrton Senna, estão mais de 80 empresas de diversos segmentos. A estrutura ainda abriga unidades da Receita Federal e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O Porto do Seco do Cerrado foi o primeiro a abrigar um entreposto da Zona Franca de Manaus instalado fora do Estado do Amazonas. Sua criação começou a ser discutida em 2007, ainda no primeiro mandato de Odelmo Leão frente à Prefeitura. O terminal foi inaugurado com a participação do gestor em 2010, durante o segundo mandato.

“Um compromisso que sempre assumi em todas as gestões é de olhar para a frente, para o futuro. Não podemos esquecer nosso passado nem deixar de viver o presente, mas é importante estarmos atentos ao que está por vir. Há 15 anos, nós iniciamos um desafio, que era trazer o entreposto, junto ao porto seco, para o meio do Cerrado. Isso chamou a atenção de muitos estados. Mas nós mostramos que podíamos e, vendo a estrutura da nova sede hoje, estou certo de que podemos ainda mais”, disse o prefeito.

Segunda maior cidade de Minas Gerais, Uberlândia faz parte do Corredor Centro-Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), considerado uma das principais rotas de escoamento das exportações do agronegócio brasileiro, com destino ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP). O Corredor é gerido pela VLI Logística. 

Conforme o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Uberlândia ocupa a 65ª posição nacional no saldo da balança comercial. De janeiro a outubro deste ano, as exportações superaram as importações em 470,94 milhões de dólares, tendo no agronegócio seus principais produtos enviados para fora do país.

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Mauro Marques/Divulgação

Referência logística

A nova sede do Porto Seco do Cerrado tem uma área alfandegada de 150 mil m². O local conta com 10 mil m² de área para armazenagem coberta, com capacidade aproximada para 10 mil posições-palete, seis docas para recebimento e expedição simultâneos, 16 mil m² de pátio para veículos e contêineres, além de balança para pesagem de bitrens. 

A infraestrutura permite recebimento, armazenagem e nacionalização de importações. Ali ocorre ainda o início do trânsito alfandegado de exportações. Sua influência alcança, em um raio de 600 km, cidades como São Paulo (e boa parte do seu interior), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Goiânia (GO).

Entre os seguimentos atendidos atualmente estão o de bebidas, alimentícios, químico, tabaco, eletrônicos, têxtil, energia solar, maquinário agrícola e industrial, jardinagem, construção civil. Além disso, a unidade comporta atacadistas e distribuidores, fornecendo serviços logísticos e alfandegários, com foco na armazenagem, nacionalização ou internacionalização e transporte.

Segundo a Supplog, a área de abrangência desse entreposto terrestre compõe até dois terços do consumo nacional. Também conforme a empresa, a estação aduaneira cresceu 30% entre 2019 e 2020 e deve crescer outros 30% com as novas instalações.

Dados da empresa também apontam que as operações logísticas e aduaneiras no Porto Seco podem reduzir em até 60% os custos logísticos e de nacionalização em comparação às zonas primárias.

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