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Unidades de saúde oferecem acompanhamento para pacientes com fibromialgia leve

Por meio de tutorias entre clínico e reumatologista, unidades podem acolher e oferecer atendimento multidisciplinar para casos mais leves da doença; trabalho acontece em 90% das unidades
22 de fevereiro de 2022
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Fotos: Araípedes Luz/ Secretaria Municipal de Governo e Comunicação

Caracterizada como uma doença crônica, a fibromialgia provoca dores por todo o corpo durante longos períodos e atinge pessoas com idade entre 30 e 60 anos em diferentes graus. Para amenizar os sintomas, são necessários cuidados multidisciplinares, acompanhamento constante, além da prática regular de atividades físicas. Desde 2018, as unidades básicas de saúde adotaram um trabalho de tutoria entre clínico geral e especialista na identificação dos pacientes das áreas de cobertura, a fim de possibilitar um cuidado mais direcionado de acordo com a gravidade da doença.  

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde, o trabalho de tutoria entre o médico da unidade com o especialista em reumatologia acontece em um atendimento compartilhado. Assim, o reumatologista, ao mesmo tempo que identifica e classifica a condição do paciente, orientando quais são os melhores cuidados, também capacita o clínico geral para continuar o acompanhamento. Esse trabalho começou na UBS Tocantins e hoje acontece em aproximadamente 90% das unidades.

“Em 2017, no início da gestão do prefeito Odelmo, havia uma lista muito grande de pacientes com fibromialgia aguardando por consulta com reumatologista. Para minimizar essa espera, adotamos esse modelo onde o especialista capacita o clínico geral para atender os casos mais leves. Assim, os casos graves ficavam apenas com o especialista”, explicou a coordenadora da Atenção Primária, Karina Kelly de Oliveira.

O resultado deste trabalho, que inicialmente era um teste e hoje foi expandido, é de 2.593 atendimentos em 2021 e não há mais fila de espera para consulta com reumatologista.

Grupo de Apoio

Com os casos mais graves distribuídos para o especialista, as unidades de saúde passaram a acompanhar os casos leves e moderados da doença. O acompanhamento é feito por fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, profissionais de Educação Física, nutricionistas, assistentes sociais, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde.

Uma das principais atividades que ajudam na redução das dores e outros sintomas provocados pela doença é a prática de atividade física. Os pacientes das unidades participam de um grupo de atividades semanalmente. A dona de casa Ivone Correia é uma das alunas e relata como as atividades mudaram a vida dela. “Eu sentia muitas dores e muita gente não entendia isso. Com o acompanhamento na unidade perto de casa e dos exercícios, até a minha autoestima melhorou. Fiquei mais tranquila em relação às dores e me sinto mais capaz de fazer as atividades do dia a dia”, contou.

Para ter acesso aos grupos e às consultas médicas, a porta de entrada para toda a comunidade é a unidade básica de saúde de referência mais perto de casa. Confira aqui as unidades de saúde da rede municipal.  

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