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Primeiro Centro de Referência em Autismo SUS de Minas Gerais inicia atendimentos

Em 15 dias de atividades, profissionais avaliaram mais de 80 pacientes e 65 já estão em atendimento terapêutico
16 de maio de 2022
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Foto: Araípedes Luz/Secretaria de Governo e Comunicação

Inaugurado há um mês, o Centro de Referência a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) completou 15 dias de atendimentos. O espaço funciona anexo ao Centro de Internação Pediátrico Dr. Helder Castro de Bastos e é primeiro centro de referência, via SUS, especializado neste atendimento.  

Neste período, já foi possível fazer a avaliação de 80 pacientes. Destes, 65 iniciaram atendimento terapêutico. As unidades básicas de saúde da Atenção Primária são a porta de entrada para os atendimentos no Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (CT-TEA).

“A unidade básica de saúde é uma grande aliada neste projeto. É ela que direciona o paciente para o CT-CEA e, posteriormente, faz o acompanhamento. Isso porque o pediatra avalia e direciona para o Centro, onde acontece a discussão do caso. Verificada a necessidade, a equipe do CT-CEA desenvolve um plano de cuidado com o que for necessário para o desenvolvimento do paciente”, explicou Júnia Souto Oliveira, referência técnica da Rede de Cuidados da pessoa com Deficiência.

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Foto: Valter de Paula/ Secretaria de Governo e Comunicação

A estudante Alice Dias é mãe do Ravi, que tem dois anos, e sempre percebia que o comportamento era diferente. “Ele não dava tchauzinho como as outras crianças, não abraçava, estranhava as pessoas, não atendia pelo nome e também não fazia contato direto com o olhar”, relatou. Com duas semanas de acompanhamento no CT-CEA, Alice comemora as pequenas mudanças. “Mudou muito a forma dele brincar e interagir conosco, principalmente pelo olhar dele. Estamos tentando colocar em prática tudo que é ensinado. Me sinto aliviada e acolhida por saber que eu estou sabendo como lidar e ajudar o meu filho”.

A psicopedagoga do CT-CEA e especialista em ABA (Análise do Comportamento Aplicada), Adriana Bueno Vieira, explica que a participação da família é indispensável para o desenvolvimento dos pacientes. “O tempo que o paciente passa conosco é bem menor do que no convívio diário com os familiares. Por isso, precisamos que os familiares participem e repassem os treinamentos em casa. Dessa forma, as respostas serão maiores. Não queremos um paciente em ambiente terapêutico para sempre, queremos que ele conviva em sociedade”.    

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 Foto: Araípedes Luz/Secretaria de Governo e Comunicação

O Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (CT-TEA) conta com cerca de 345 m² de área construída, foram investidos, com recursos próprios do município, mais de R$ 674 mil. O espaço tem sete consultórios das áreas de neuropediatria, fonoaudiologia, fisioterapia, psiquiatria infantil, psicopedagogia, além de salas de recepção, convivência, diagnósticos, reuniões, treino de Atividades de Vida Diária (AVD), oficinas para famílias, jardim sensorial, área de playground, entre outros.

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