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Prefeitura executa ações ambientais para reduzir a emissão de dióxido de carbono

Na semana do Meio Ambiente, administração municipal reforça projetos pautados na sustentabilidade que vão além da produção de mudas e plantios
3 de junho de 2022
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Pensar o meio ambiente pelo viés da conscientização e execução de ações de curto e longo prazo é uma das características da Prefeitura de Uberlândia. Para minimizar a emissão de gás carbônico ou dióxido de carbono (CO₂) – um dos responsáveis pelo efeito estufa, o Executivo municipal, sob gestão do prefeito Odelmo Leão, atua em diversas frentes de trabalho envolvendo parcerias e despertando o engajamento da população.

Para além do plantio e doação de mudas, uma vez que o consenso da comunidade científica é de que somente esses atos não são suficientes diante dos desafios climáticos, algumas ações são tratadas de forma primordial pelo Município, com o objetivo de ajudar na redução de emissão de gases poluentes. Entre elas: os estudos para o uso com o remineralizador pó de basalto, a substituição de toda a iluminação pública com lâmpadas de LED, a implantação de usina fotovoltaica no Parque do Sabiá, entre outras.

“O trabalho é contínuo e pensando com iniciativas que vão nos atender ao longo dos anos. O plantio de árvores já é realizado, mas, sozinho, não é suficiente. Por isso, o trabalho da Prefeitura é consciente e acontece nas áreas verdes, no campo, nos pontos de descarte irregular, escolas, empresas e em todos os lugares em que podemos aplicar a sustentabilidade e convocar a população para ser parceria do meio ambiente”, destacou o prefeito Odelmo Leão.

Polo Agromineral Verde

Com o título de Polo Agromineral Verde do País, Uberlândia propõe, com apoio da Companhia de Promoção Agrícola e Tecnologia (Campo), estudos sobre o basalto, uma rocha silicática de origem vulcânica que pode auxiliar na substituição do uso de fertilizantes e revolucionar a agricultura. As concentrações de cálcio, magnésio, potássio e silício presentes no pó de basalto são apontadas como importante insumo para o aumento de rendimento na produção agrícola e melhora de sanidade das plantas.

O principal benefício está no sequestro de carbono. Para cada tonelada do remineralizador adicionada na terra, estima-se que 180 kg de dióxido de carbono (CO₂) deixem de ir para atmosfera, pois são fixados no solo. Esse aspecto torna o produto um aliado na mitigação das mudanças climáticas e no fortalecimento de uma agricultura brasileira mais sustentável.

Do solo para as alturas

A iluminação pública também entra no rol de ações sustentáveis. Desde abril de 2020, a Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Engie, traz a modernização com substituição de lâmpadas de vapor de sódio por LED. Atualmente no terceiro marco, o projeto já ultrapassou os 85% e tem previsão de conclusão para junho deste ano, quando serão atendidos os 91.454 pontos cadastrados.

Um levantamento aponta para uma economia de energia de quase 40%, podendo chegar a mais de 50% até a conclusão do projeto, além da redução de mais de 3 mil toneladas de gás carbônico – índice registrado entre maio de 2020 e março deste ano. O impacto reduzido no período equivale ao plantio de 22.741 árvores plantadas.

Desde outubro do ano passado, o complexo do Parque do Sabiá conta com uma usina fotovoltaica que prevê, até o terceiro ano de geração pela usina, uma economia de até R$ 300 mil. A estrutura, entregue pelo prefeito Odelmo Leão, conta com 628 placas de 395 watts que permitem a geração de 248 kilowatts de potência. A energia gerada atende todo o complexo, incluindo o parque de lazer, o estádio e a Arena Sabiazinho – se tornando um dos primeiros complexos esportivos do Brasil a ser completamente abastecido com energia solar. Um projeto que gera energia limpa, renovável, e contribui para a descarbonização do ar.

Aterro sanitário

Outra frente de trabalho utilizada pela Prefeitura ocorre no aterro sanitário. O espaço que funciona por meio de concessão pública, conta com o reaproveitamento do biogás, redução das emissões dos gases causadores do Efeito Estufa, e geração de créditos de carbono. Anualmente, se evita a emissão de 165 mil toneladas de CO2, o equivalente ao plantio de 940 mil árvores. Também o biogás produzido no aterro abastece 4 geradores com capacidade de produzir até 5 MW/h, energia suficiente para uma população de 60 mil habitantes.

O Departamento Municipal de Água, Esgoto e Saneamento (Dmae) tem papel fundamental no tratamento do chorume presente no aterro sanitário. Após decantado, o líquido derivado do aterro é direcionado à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Uberabinha, onde recebe o tratamento e destinação ambientalmente adequados.

Somadas as essas ações, toda a cobertura feita mediante a saturação do espaço do aterro sanitário, acompanhada da cobertura para que não haja exposição ao tempo e da retirada constante e programada dos gases contribuem para o controle do meio ambiente e diminuição de gases do efeito estufa.

Cidade mais verde

O trabalho do Horto Municipal incrementa o leque de ações reforçando a arborização de forma planejada, contribuindo para a qualidade de vida da população. De janeiro a maio deste ano, foram produzidas 49.042 mudas entre espécies frutíferas, ornamentais, palmeiras e diversas. As doações para área urbana totalizaram 3.705 mudas, enquanto na área rural foram 9.914 espécies. O trabalho também contou com 3.317 plantios e manutenções – o serviço tende a ser intensificado a partir do último trimestre com o aumento das chuvas.

As doações ocorrem juntamente com orientações de plantio, tais como espaçamento, proximidade da esquina, esclarecimentos sobre o plantio de árvores próximo à rede de energia, informações sobre espécies de árvores para plantio em quintais, de acordo com o tamanho do espaço, dentre outros esclarecimentos.  O horto funciona na Avenida Benjamin Magalhães, bairro Tibery. O telefone é 3213-6676.

Cities Race to Zero

Uberlândia integra, desde 2021, ao Cities Races to Zero. A campanha ligada à COP26 da ONU é um esforço global que une cidades, regiões, empresas e investidores comprometidos com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5 ºC, previsto pelo Acordo de Paris. Com a ação, o propósito é que até 2050 se alcance níveis de emissões neutras de carbono assumindo compromissos de executar ações climáticas inclusivas.

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