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Procon Uberlândia alerta consumidores sobre golpes recorrentes

As fraudes mais comuns envolvem dispositivos eletrônicos; então saiba como se prevenir
4 de agosto de 2022
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Secretaria de Governo e Comunicação / PMU

A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) faz um alerta à população sobre os principais golpes aplicados em Uberlândia e dá dicas de como se prevenir. Os registros envolvem os meios tecnológicos, como SMS contendo links fraudulentos,  boletos e sites falsos, PIX e empréstimos.

No primeiro semestre deste ano, foram registradas 1.160 ocorrências de crimes cibernéticos em Uberlândia, de acordo com a Polícia Civil. Isto coloca a cidade do Triângulo Mineiro como a 4ª com maior número de crimes virtuais registrados em Minas Gerais. No Procon Uberlândia, apenas na semana em que este texto foi produzido, foram registradas 10 reclamações com indícios de golpe. As possíveis fraudes envolvem pix, cartão de crédito, transferência bancária, consórcios, divulgação em página falsa, e o mais comum, o golpe do boleto falso. Os dados foram coletados de quinta-feira (21) até quinta-feira (28), e de 10 reclamações, duas envolveram boletos.

No golpe do boleto fraudado, o golpista envia guias por meio do WhatsApp ou e-mail com os dados de recebimento alterados. Portanto, antes de realizar qualquer pagamento, o consumidor precisa certificar se o favorecido do boleto confere com a empresa fornecedora. No momento do pagamento, independentemente do canal utilizado (caixa eletrônico, mobile banking, internet banking etc), serão mostrados os dados do beneficiário (a empresa ou pessoa que receberá o dinheiro). “Se a conta em questão não pertencer ao beneficiário correto, conforme a informação que aparece na tela, o cliente não deve concluir a operação”, explica a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Uma das pessoas que procuraram o Procon após cair em um golpe foi Cleissiele Oliveira. A consumidora navegava pela internet quando se deparou com uma promoção muito vantajosa, cadeira de escritório por R$ 100,00. O layout do site era parecido com o de uma grande empresa de comércio eletrônico. “Eu acabei acreditando que era um site real porque era praticamente igual ao oficial. Realizei a compra e só após pagar o boleto vi que tinha caído em um golpe”, conta Cleissiele, que não se atentou para o fato de só existir uma forma de pagamento no site, que era o boleto.

Os sites falsos oferecem ao consumidor produtos com valores bem abaixo do praticado no mercado, promoções imperdíveis e ofertas muito vantajosas. Por isso, é importante conferir se o site é real, por meio do domínio, onde os golpistas fazem pequenas mudanças no endereço do site. Por exemplo: bancoazul.com.br vira bacnoazul.com.br, mas todo layout da página se parece com o verdadeiro. As empresas disponibilizam várias maneiras do consumidor realizar pagamentos, como: pix, boleto, cartão de crédito e débito. 

A Superintendente do Procon, Elisabeth Ribeiro, explica que antes de efetuar as compras, é indicado verificar se os três primeiros números da sequência no boleto correspondem ao código do banco emissor da guia. “O golpista faz sites extremamente semelhantes ao original e isso induz a pessoa ao erro e o consumidor acaba sendo vítima de golpe”.

Outro golpe frequente é o do empréstimo. O criminoso descobre que a vítima precisa de dinheiro, entra em contato se passando por funcionário do banco ou financeira. Ofertam determinadas quantias, mas pedem uma soma antecipada, referente a supostas taxas.

Há também o crime do PIX, que ocorre quando alguém, se fazendo passar por um membro da família ou amigo, manda uma mensagem dizendo que mudou o número de celular, clonando a foto utilizada pela pessoa que está fingindo ser. Diz que precisa de dinheiro para fazer um pagamento com urgência, e que vai devolver no dia seguinte o valor.

Onde recorrer

Se o consumidor for vítima de fraude, independente do tipo, a orientação é fazer um Boletim de Ocorrência na Polícia Militar. Para receber orientações é possível procurar o Procon, tanto pelo Disque Procon 151 ou  presencialmente.

Dicas importantes:

–  Não compartilhar seus dados pessoais, como usuário e senha via WhatsApp;

– Nunca entregue seu cartão de crédito/débito para motoboys;

– Quando um parente ou conhecido solicitar dinheiro via WhatsApp, ligue para a pessoa, certificando-se que é realmente o parente ou amigo que precisa de ajuda;

– Sempre observe quando pesquisar em sites de busca se a página que está buscando é a correta. Cuidado com os anúncios, geralmente os primeiros sites que aparecem na pesquisa são os fraudulentos;

– Observe ao pagar um boleto todos os dados do beneficiário para ter certeza que está pagando para a pessoa/empresa certa e não para um golpista;

– Desconfie de empresas que não conhece. É possível consultar esses fornecedores  no site consumidor.gov ou ligando para o Procon, para saber se a empresa em questão tem muitas reclamações junto ao órgão.

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