Considerada uma referência nacional em saneamento básico, Uberlândia deu um passo histórico na gestão ambiental e no desenvolvimento sustentável. Na tarde desta sexta-feira (29), o prefeito Paulo Sérgio entregou as obras concluídas do Pátio de Compostagem, localizado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Uberabinha, e sancionou a lei que cria a Política Municipal de Economia Circular e Gestão de Resíduos Sólidos.
“Esse é um marco para a nossa cidade. Com o Pátio de Compostagem e a nova lei, Uberlândia reafirma seu compromisso com a sustentabilidade, com a inovação e com a qualidade de vida da população. Estamos transformando a forma como tratamos os resíduos, fortalecendo a economia circular e preparando a cidade para os desafios ambientais do futuro”, afirmou o prefeito Paulo Sérgio.
A cerimônia de entrega contou também com a presença do diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), Rodrigo Lacerda, de representante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari (CBH Rio Araguari), além de secretários municipais, vereadores e representantes da sociedade civil.
O Pátio de Compostagem foi construído em uma área de 1.765,30 m², com investimento aproximado de R$ 2 milhões, viabilizado em parceria com a Associação Multissetorial de Usuários de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas (ABHA) e o CBH Rio Araguari. O espaço terá capacidade para receber até 120 toneladas de resíduos orgânicos por mês, transformando-os em composto rico em nutrientes que será utilizado em praças, jardins e áreas verdes da cidade.

O diretor-geral do Dmae, Rodrigo Lacerda, ressaltou o papel do pátio na gestão moderna de resíduos. “Esse equipamento reforça a economia circular ao transformar o que antes era descartado em insumo para nossas áreas verdes. É mais uma ação que coloca Uberlândia na vanguarda das políticas ambientais do país”, destacou.
Com a conclusão das obras, a próxima etapa para o pleno funcionamento do Pátio de Compostagem será a finalização do processo licitatório para contratação da empresa responsável pela coleta de resíduos orgânicos e pela operação da unidade.
Como funcionará o Pátio de Compostagem
O Pátio de Compostagem receberá resíduos orgânicos previamente segregados em feiras livres, escolas, instituições públicas, restaurantes e grandes geradores. O material será depositado em 12 leiras (pilhas de compostagem) com manta impermeabilizante e sistema de drenagem para coleta de biofertilizante e excesso de água. O processo será acompanhado manualmente, com o auxílio de equipamentos de trituração e movimentação, até a transformação em composto rico em nutrientes.

Nova política municipal de sustentabilidade
Durante a cerimônia, o prefeito Paulo Sérgio sancionou a lei que cria a Política Municipal de Economia Circular e Gestão de Resíduos Sólidos, consolidando Uberlândia como uma das cidades pioneiras do país em medidas alinhadas às tendências globais de sustentabilidade.
A iniciativa tem como base a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010 e Decreto Federal nº 10.936/2022), a Estratégia Nacional de Economia Circular (Decreto nº 12.082/2024) e o Plano Nacional de Economia Circular, aprovado em maio de 2025. Com isso, Uberlândia se antecipa e estrutura um modelo próprio, robusto e conectado a diretrizes nacionais e internacionais.
A nova política prevê a criação do Plano Municipal de Economia Circular e do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, além do Fórum Municipal de Economia Circular e de Resíduos Sólidos. Também fomenta parcerias entre poder público, setor privado, instituições de ensino e centros de pesquisa para o desenvolvimento de soluções inovadoras.
“A nova política traz benefícios que vão além da preservação ambiental, estimulando também a economia e a geração de renda. O texto abre espaço para novos modelos de negócios circulares, capazes de otimizar recursos, reduzir custos, agregar valor às atividades e fomentar a inovação”, reforçou o prefeito Paulo Sérgio.
No cotidiano da população, a lei trará novos serviços, como a implementação de 200 pontos de coleta de vidro, a coleta pública de resíduos orgânicos e a expansão da coleta seletiva porta a porta para 100% da cidade. Além disso, estima-se que a medida possa gerar até 2.795 novos empregos diretos e movimentar cerca de R$ 169 milhões em receita, ao estimular negócios sustentáveis baseados em reuso, reciclagem e compostagem.