O Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) recebe, até o dia 5 de março, a exposição “Enraizar-se”, que apresenta obras desenvolvidas por Luiza Novaes, Triz Santana e Jéssica Pereira, estudantes do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A mostra, iniciada nesta quarta-feira (4), acontece no Espaço Cultural do Dmae, localizado na avenida Rondon Pacheco, 6.400, bairro Tibery, com visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
“A exposição Enraizar-se parte da ideia de que a memória está ligada às experiências mais simples e afetivas do cotidiano. As obras propõem um sentimento de ‘estar em casa’, convidando o público a reconhecer nas imagens elementos que fazem parte de suas próprias vivências, como plantas, jardins e lembranças familiares. É um encontro de memórias, no qual o visitante se identifica com cenas e sensações que já fizeram parte de algum momento da sua vida”, disse Luiza Novaes. Trazer imagens ligadas às suas origens é uma forma de manter conexão com os lugares de onde vieram, transformando a saudade, o afeto e a chamada “criança interior” em matéria artística.
Com a aquarela como principal linguagem artística, a mostra estabelece um diálogo direto com a água, elemento central tanto do processo técnico quanto do conceito da exposição. A fluidez e o caráter imprevisível da técnica reforçam a noção de memória como algo em constante movimento, que se transforma ao longo do tempo. Nesse sentido, o espaço do Dmae se torna parte fundamental da proposta, conectando arte, água e a reflexão sobre a preservação da vida.
Embora apresentem poéticas distintas, as artistas se unem pelo interesse comum na memória e na natureza como territórios de afeto. O fato de não serem naturais de Uberlândia também atravessa o projeto, já que as obras trazem referências aos lugares de origem de cada uma, como forma de estabelecer vínculos e pertencimento no presente. As diferentes linguagens dialogam entre si, criando uma exposição coletiva marcada pela diversidade e pela convergência temática.
A expectativa é que o público se sinta acolhido pela exposição. As obras buscam despertar um sentimento de aconchego e identificação, permitindo que cada visitante reconheça ali fragmentos de suas próprias memórias. A proposta é provocar uma relação sensível com as imagens, incentivando o resgate de experiências pessoais ligadas à casa, à natureza e às pequenas histórias que fazem parte da vida de cada um.