Mais uma vez, Uberlândia se destaca em um ranking nacional e na área da saúde. As políticas públicas da Prefeitura de Uberlândia voltadas à promoção da saúde e da qualidade de vida desde a primeira infância colocaram o município entre as cidades brasileiras com menores índices de obesidade infantil. De acordo com os dados mais recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), Uberlândia está entre os 20 primeiros municípios do país nesta classificação.
Uberlândia ocupa a 18ª posição no Brasil, a 14ª na região Sudeste e a 3ª colocação em Minas Gerais entre as cidades com menores índices no indicador que mede a proporção de crianças menores de 5 anos com obesidade, considerando o Índice de Massa Corporal (IMC), em relação a população geral da mesma idade acompanhada pelo Sisvan.
O resultado reforça o desempenho do município no Ranking de Competitividade dos Municípios, evidenciando o impacto positivo das ações desenvolvidas pela gestão municipal na área da saúde e da educação. O Município de Uberlândia desenvolve ações contínuas voltadas à prevenção e ao controle da obesidade infantil e juvenil, alinhadas à Política Nacional de Alimentação e Nutrição e ao Programa Saúde na Escola. Essas iniciativas têm como foco a promoção da alimentação saudável, o incentivo à prática de atividade física e a melhoria da qualidade de vida desde a infância.
No âmbito da Atenção Primária à Saúde em Uberlândia, é realizado o monitoramento sistemático do peso e da altura da população, com registro no Sisvan, permitindo a identificação precoce de casos de sobrepeso e obesidade e a adoção de intervenções oportunas junto às famílias. Crianças identificadas com excesso de peso recebem acolhimento e acompanhamento multiprofissional nas unidades de saúde, com atuação integrada de nutricionistas, médicos, enfermeiros e profissionais de educação física, respeitando a individualidade de cada caso. As ações incluem orientação alimentar, incentivo à prática de atividades físicas, acompanhamento familiar e, quando necessário, encaminhamento para serviços especializados.
De acordo com os fluxos assistenciais estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, os pacientes podem ser direcionados para especialidades como Endocrinologia, Cardiologia, Angiologia/Cirurgia Vascular, Gastroenterologia e Psiquiatria, disponíveis na rede municipal.
Para o público infantil e adolescente, as estratégias são fortalecidas pela integração entre saúde e educação, especialmente por meio do Programa Saúde na Escola, desenvolvido em parceria com a rede municipal de ensino. Nesse contexto, são realizadas avaliações antropométricas (peso e altura), análise do consumo alimentar e atividades educativas voltadas à promoção da alimentação saudável e à prevenção da obesidade infantil. Quando identificadas alterações no IMC, os estudantes são encaminhados para acompanhamento nas unidades de saúde, participando de atendimentos individuais e ações educativas em grupo.
De forma complementar, o Programa Nacional de Alimentação Escolar assegura a oferta de alimentação equilibrada nas escolas e promove ações permanentes de educação alimentar e nutricional. A Secretaria Municipal de Saúde também realiza, de forma contínua, campanhas de conscientização sobre a obesidade infantil em todas as unidades de saúde, com distribuição de materiais educativos, rodas de conversa, atividades em salas de espera e produção de conteúdos informativos, como podcasts.
Entre as iniciativas recentes da Secretaria Municipal de Saúde, destacam-se mobilizações comunitárias realizadas com foco na conscientização sobre a obesidade infantil, com orientações sobre alimentação desde a introdução alimentar e incentivo a hábitos saudáveis no ambiente familiar. Além disso, o município está em processo de elaboração de um Protocolo de Atendimento da Linha de Cuidado para Sobrepeso e Obesidade, que tem como objetivo organizar e qualificar a assistência prestada à população.
Indicador integra pilar de Qualidade da Saúde de estudo
O indicador Obesidade na infância, que mede a proporção de crianças menores de 5 anos nessa situação, considerando o IMC, em relação à população geral da mesma idade acompanhada pelo Sisvan, faz parte do pilar de Qualidade da Saúde, do Ranking de Competitividade dos Municípios, estudo que analisa 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas. Desenvolvido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o ranking aponta temas prioritários que potencializam o impacto positivo das gestões públicas, sendo uma ferramenta indispensável para gestores municipais que buscam tomar decisões baseadas em evidências.