A Prefeitura de Uberlândia, por meio do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), registrou resultados expressivos nos primeiros 14 dias de operação da coleta de resíduos orgânicos no Parque do Sabiá. Desde o dia 1º de abril, quando foi iniciada, cerca de 20 toneladas de cocos já foram recolhidas e destinadas ao Pátio Municipal de Compostagem, evitando o envio desse material ao aterro sanitário.
A ação integra a estratégia do município de ampliar a coleta diferenciada de resíduos e fortalecer a Política Municipal de Economia Circular e Gestão de Resíduos Sólidos e foi viabilizada em parceria com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari (CBH Rio Araguari) e a Associação Multissetorial de Usuários de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas (ABHA). Todo o material coletado no parque é encaminhado ao Pátio de Compostagem, entregue em agosto de 2025, onde passa por processo de transformação em composto orgânico, que poderá ser reutilizado, reduzindo impactos ambientais e promovendo o reaproveitamento.
O coordenador de Gestão de Resíduos Sólidos e Economia Circular do Dmae, Arthur Rosa, destacou a importância dos resultados iniciais da iniciativa. “Esses primeiros números demonstram o potencial que a coleta de orgânicos tem em Uberlândia. Estamos falando de um volume significativo de resíduos que deixa de ir para o aterro sanitário e passa a ter uma destinação ambientalmente adequada, gerando benefícios diretos para a cidade”, afirmou.
O Parque do Sabiá foi o primeiro ponto a receber a iniciativa, com a instalação de contêineres específicos para o descarte correto dos cocos comercializados no local. A medida também contribui para a organização e limpeza do espaço, um dos principais cartões-postais da cidade.
A coleta de orgânicos faz parte do conjunto de ações do programa ReciclaUdi, que vem ampliando as modalidades de destinação de resíduos no município. A expectativa é de que, nas próximas etapas, o serviço seja expandido para feiras livres e estabelecimentos comerciais, aumentando ainda mais o volume de materiais reaproveitados e reduzindo a pressão sobre o aterro sanitário.