Visando intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti no município, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou, nesta sexta-feira (27), as instalações de armadilhas para mosquitos em locais que têm apresentado maior incidência de Chikungunya. As estações disseminadoras de larvicida (EDL) integram uma ação do Município, em parceria com o Ministério da Saúde, com o objetivo de reduzir a infestação do mosquito transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya. Uberlândia é o terceiro município em Minas Gerais a contar com o dispositivo.
A princípio, foram fornecidas 83 armadilhas para mosquitos que serão instaladas em residências dos bairros Santa Mônica, Pampulha e Carajás. As estações disseminadoras de larvicida serão instaladas em imóveis a serem definidos pelos agentes de combate a endemias durante as visitas domiciliares. Após a instalação, as estações passam a ser vistoriadas e revitalizadas mensalmente, podendo ser, inclusive, remanejadas de acordo com a incidência de arboviroses em outras localidades.

O dispositivo, que pode ser colocado no solo ou até a uma altura de 1,5 metro, é composto por um pote plástico, com uma tela impregnada com larvicida em pó, contendo compartimento de água para atrair os mosquitos transmissores. A armadilha contém o larvicida Pyriproxyfen, eficaz para combater as larvas dos insetos e com baixa toxicidade para humanos e animais.
“Para que esta iniciativa seja bem-sucedida, é muito importante que os moradores recebam os agentes em suas casas e permitam a instalação deste dispositivo, além de contribuírem para a eliminação de possíveis criadouros e focos do mosquito. A recomendação do uso faz parte de uma ação do Ministério da Saúde, que é responsável por todos os testes e também pelos insumos fornecidos ao Município. Já existem até mesmo tratativas para que, em breve, possamos receber mais armadilhas”, destacou o coordenador do Programa de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes, José Humberto Arruda.
A utilização das estações disseminadoras de larvicida integra um projeto da Fiocruz Amazônia, em aplicação no país desde 2014 pelo Ministério da Saúde.