A Prefeitura de Uberlândia informa que segue investigando a causa e origem de eventual movimentação de solo relatada por moradores do Residencial Integração, na região Leste, com ocorrência de fissuras em via e residências, no fim de fevereiro deste ano. A partir de apuração técnica preliminar desde o incidente, o Município detectou a presença e concentração de gás metano no subsolo do local, que compreende a gleba triangular marcada pelas ruas José Vinícius da Silva e Manoel Lúcio.Apesar disso, no momento, sob orientação das defesas civis do Município e do Estado, bem como do Corpo de Bombeiros, não há risco iminente de algum incidente na localidade.
Com isso, o Município continuará monitorando o local e, com auxílio de parceiros, prosseguirá fazendo as verificações necessárias até que se tenham novas informações para delinear quaisquer ações futuras a serem adotadas. Os moradores do conjunto podem tirar dúvidas e esclarecer demais informações pelo número de telefone 199.
Apuração preliminar sobre a movimentação de solo
O metano (CH4) no subsolo foi descoberto por meio de sondagem em seis perfurações na área, viabilizada com apoio técnico de uma prestadora de serviço do Município. Cabe ressaltar que nas residências vistoriadas não foi detectado a presença de gás metano. Essa averiguação com equipamentos que medem gases no solo (oxigênio, gás carbônico e metano) ocorreu após o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) descartar anomalias na rede de esgoto local.
A suspeita do Município é de que a existência desse gás seja resultado de decomposição de matéria orgânica e outros ao longo do tempo, sendo este o fator que pode estar relacionado a movimentação de terra, uma vez que há indícios de que a área em que estão as casas abrigava um lixão no passado.
As apurações sobre a situação, tendo em vista que os estudos realizados até o momento não são conclusivos, irão continuar com auxílio do Dmae, da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Infraestrutura, da Secretaria Municipal de Habitação e de especialistas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG). A pretensão é de que os protocolos definitivos sejam definidos com base na avaliação do Crea.