A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, está apoiando e deu consultoria técnica ao grupo de voluntários SOS Mais no projeto de repovoamento do Rio Uberabinha, que contou com a soltura de peixes neste sábado (28). O projeto, que prevê a soltura de 1 milhão de peixes de espécies nativas até o fim deste ano, objetiva fortalecer a biodiversidade, contribuir para o equilíbrio ambiental e recuperar os estoques pesqueiros na bacia hidrográfica do Rio Uberabinha. Toda ação foi devidamente aprovada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Nesta primeira etapa da ação, foram soltos 180 mil peixes. A atividade ocorreu na região do bairro Shopping Park, às margens do Rio Uberabinha. Os peixes utilizados neste projeto foram doados pelo grupo de voluntários engajados na causa ambiental, reforçando a importância da participação da sociedade civil em ações de preservação.
Os peixes soltos são espécies autorizadas, como curimba (Prochilodus lineatus), piau três pintas (Leporinus friderici), jundiá (Rhamdia quelen), lambari do rabo amarelo (tambiu) (Astyanax altiparanae) e pirapitinga (Brycon nattereri). Todas são espécies nativas, fundamentais para a manutenção dos ciclos ecológicos e da cadeia alimentar aquática.
Os peixes são provenientes da Piscicultura São Francisco, devidamente registrada junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF). A procedência regular assegura a qualidade genética e sanitária dos peixes, fator essencial para o sucesso do repovoamento.
Segundo o secretário municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Dilson Dalpiaz, a iniciativa integra as políticas ambientais do município voltadas à conservação dos recursos hídricos e ao desenvolvimento sustentável. Além disso, o repovoamento também contribui para a melhoria da qualidade da água e para a preservação dos ecossistemas associados ao Rio Uberabinha. “O repovoamento do Rio Uberabinha é uma ação estratégica para restaurar o equilíbrio ambiental e fortalecer a biodiversidade da nossa região. Estamos promovendo a introdução de espécies nativas, com controle técnico e responsabilidade, garantindo não apenas a preservação da fauna aquática, mas também a melhoria da qualidade dos nossos recursos hídricos. Esse trabalho é fundamental para que possamos deixar um legado ambiental consistente para as próximas gerações, aliando conservação, educação ambiental e desenvolvimento sustentável”, afirmou.