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Prefeitura detalha transição dos atendimentos do Siate para Samu em Uberlândia

Nesta quinta (21), Município apresentou os procedimentos aos quais a população deverá ficar atenta a partir da implantação do novo modelo de atendimento em junho; Samu contará com 11 ambulâncias e seis bases operacionais instaladas em todas as regiões da cidade
21 de maio de 2026
Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

Uberlândia segue avançando por mais qualidade no atendimento à saúde da população. Por intermédio da Prefeitura de Uberlândia, com atuação direta da Secretaria Municipal de Saúde, o serviço de atendimento e resgate do município passará por transição que foi detalhada durante coletiva de imprensa concedida pelo prefeito Paulo Sérgio e pelo secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima, nesta quinta-feira (21), no Centro Administrativo Municipal.

Sob determinação do prefeito Paulo Sérgio, o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate) dará lugar ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a partir de junho. O novo sistema de atendimento médico contará com 11 ambulâncias e seis bases operacionais instaladas em todas as regiões da cidade.

“Com a adesão do Samu pela Prefeitura de Uberlândia, nosso objetivo é qualificar, ainda mais, o atendimento às pessoas e dividir a responsabilidade do custeio entre União, Estado e Município. Com o Siate, esse ônus era assumido exclusivamente pela administração municipal.Toda a população de Uberlândia será beneficiada com a chegada do Samu. É um avanço que certamente teremos na saúde de Uberlândia”, celebrou o prefeito Paulo Sérgio.

Samu em Uberlândia

A frota de ambulâncias será composta por oito Unidades de Suporte Básico (USB) e três Unidades de Suporte Avançado (USA), com gestão pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência Macrorregião Triângulo do Norte (Cistri) em parceria com o Município. Os atendimentos pelo Samu contemplarão as zonas urbana e rural do município, incluindo rodovias. Enquanto as oito Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) de Uberlândia serão as referências para os encaminhamentos realizados pelo serviço móvel.

Além das 11 ambulâncias do Samu, o serviço de resgate no município ainda contará, a depender da dinâmica dos atendimentos, com o auxílio de dois helicópteros, disponibilizados pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros.

Para operacionalização do Samu, o município contará com 161 profissionais aprovados em processo seletivo realizado pelo consórcio. Serão, ao todo, 35 médicos, 21 enfermeiros, 32 técnicos de enfermagem, 17 auxiliares de regulação, 44 motoristas e 12 operadores de frota.

Confira, a seguir, os locais que abrigarão as seis bases operacionais do Samu:

·         5º Batalhão dos Bombeiros – localizado na avenida Rondon Pacheco, 5715, no bairro Brasil;

·         5º Batalhão dos Bombeiros (Pelotão Oeste) – rua Sudepe, 1410, no bairro Chácaras Tubalina e Quartel;

·         5º Batalhão dos Bombeiros (Pelotão Sul) – rua Ângelo Cunha, 315, no bairro São Jorge;

·         5º Batalhão dos Bombeiros (Pelotão Norte) – avenida Antônio Thomaz Ferreira de Rezende, 3210, no Distrito Industrial;

·         Base descentralizada – avenida da Esperança, 361, no bairro Residencial Integração;

·         Base descentralizada – rua Martinésia, 34, Centro (em adequação, estará disponível em breve)

Custeio do serviço

Atualmente, para custear a operação do Siate, o Município investe cerca de R$ 20 milhões anuais. Com a adesão do Samu, o Município passará a custear, anualmente, R$ 4,7 milhões junto ao Cistri. O consórcio, responsável pela operação do serviço, também receberá, mensalmente, recursos do Estado e da União. Além disso, assim que o sistema for iniciado em Uberlândia, passam a entrar nos cofres do município, inicialmente, R$ 2 milhões por mês do Governo do Estado. Já quando o município passar a contar com as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), entrarão mais outros R$ 2 milhões mensais, repassados pela União. A previsão do Município é disponibilizar à população, até 2028, quatro UPAs, o que representará o recebimento de R$ 2 milhões por mês do Estado e outros R$ 2 milhões mensais da União, totalizando R$ 48 milhões por ano no custeio do serviço para o Município e tornando a adesão ao sistema em equilíbrio financeiro para a cidade.

Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

Saiba quando chamar o Samu ou o Corpo de Bombeiros

ServiçoSamuBombeiros
Fone192193
AtendimentosUrgências médicas e atendimento pré-hospitalarIncêndios, resgates e salvamentos
    ExemplosDor no peito ou falta de arIncêndios
Suspeita de AVC ou crise convulsivaPessoas presas às ferragens
Problemas cardiorrespiratóriosSalvamentos aquáticos
Queimaduras gravesResgate em altura ou em mata
Acidentes com vítimas e traumasSoterramentos e deslizamentos
Situações com risco de morte e sofrimento intensoVazamentos de produtos tóxicos

A fim de agilizar o atendimento, ao acionar os serviços disponíveis, o cidadão deve informar, se possível:

·         Endereço e/ou ponto de referência;

·         Acontecimento;

·         Quantidade de vítimas;

·         Se são adultos ou crianças;

·         Condições das vítimas.

Tratativas para a chegada do Samu

A Prefeitura de Uberlândia iniciou as conversas para a implantação do Samu já no primeiro mês da gestão do prefeito Paulo Sérgio, quando foi anunciada a autorização do início do estudo de viabilidade técnica para a implantação do Samu e de Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

primeira visita técnica da coordenação geral de urgência do Ministério da Saúde  ocorreu em março de 2025.  Na ocasião, foram apresentadas a rede de urgência e emergência municipal de Uberlândia, bem como o projeto para a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Morumbi. No mesmo mês, a Prefeitura de Uberlândia aderiu formalmente ao Cistri, que já gerencia o Samu nas cidades vizinhas.

Além de discutir em Brasília (DF) a implementação do Samu em Uberlândia, o prefeito Paulo Sérgio também buscou apoio financeiro no Ministério da Saúde para a recomposição do Teto MAC (Média e Alta Complexidade), que é fundamental para garantir a sustentabilidade das operações e o suporte às mais de 800 mil pessoas que serão beneficiadas pelo serviço, além da liberação de recurso pelo Ministério da Saúde para adequação e/ou construção das UAIs que se tornarão UPAs.

Após várias tratativas entre o Governo Federal e a Prefeitura de Uberlândia, o Ministério da Saúde anunciou a recomposição anual de R$ 56,5 milhões do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) para o custeio dos serviços de saúde de maior complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

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