A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, registrou redução de 92,1% na mortalidade por dengue no primeiro semestre de 2026. Os dados da Vigilância Epidemiológica, considerando o comparativo entre 2025 e os dados parciais deste ano, até junho, demonstram avanço expressivo no enfrentamento da doença no município. Em 2025, Uberlândia contabilizou 31.431 notificações, 27.131 casos confirmados e 38 óbitos confirmados por dengue. Já em 2026, até junho, foram registradas 8.063 notificações, 6.623 casos confirmados e três óbitos. A queda no número de mortes é o principal indicador do período e evidencia a importância das estratégias adotadas pela Prefeitura para reduzir os impactos das arboviroses na população.
Entre as ações implementadas está o Método Wolbachia, iniciativa desenvolvida em Uberlândia em parceria com o Ministério da Saúde, Governo de Minas, World Mosquito Program (WMP) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A tecnologia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, microrganismo que impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no mosquito, contribuindo para a redução da transmissão dessas doenças.
Em Uberlândia, o Método Wolbachia contemplou 352 mil pessoas em uma área de atuação de 46 km². Ao todo, foram liberados mais de 130 milhões de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia entre 24 de novembro de 2025 e 2 de julho de 2026. O monitoramento segue em andamento, com aceitação comunitária de 95%.
Além da Wolbachia, o município mantém ações contínuas de controle, prevenção e mobilização social. Entre elas está a Troca Solidária, que estimula a retirada de possíveis criadouros do Aedes aegypti dos imóveis e terrenos. Em 2025, a iniciativa realizou 12 ações e eventos, recolheu 48,5 toneladas de criadouros e disponibilizou 6.172 litros de leite e 24.167 quilos de alimentos à população, totalizando 30.339 quilos/litros em doações.
As ações da Secretaria Municipal de Saúde também incluem monitoramento epidemiológico, visitas dos agentes de combate às endemias, orientações à comunidade, mobilizações educativas e acompanhamento das áreas com maior risco de transmissão. O trabalho integrado permite direcionar as estratégias de forma mais eficiente e ampliar a proteção da população.