Roda de Conversa com escritores de Uberlândia

Na abertura da primavera a Biblioteca Municipal Juscelino K. de Oliveira fez uma Roda de Conversa com escritores de Uberlândia que lançaram livros recentemente.
Estavam presentes: Ivone de Assis, Rosi Ferreira , Caetano Borges de Souza e Erlândia Silva Pereira que falaram acerca de suas obras literárias, conquistas, inspirações, projetos e perspectivas futuras. A abertura fez-se com um vídeo da também escritora Fernanda Oliveira (Fê Feliz) que hoje mora em Barcelona, Espanha.
Foi um bate papo regado à muita riqueza cultural com histórias e causos.
A segunda Roda de Conversas acontecerá em Outubro para comemorar o Dia Nacional do Livro.

Diogo Farnesi – Dia Nacional dos Surdos

No mês de setembro comemoramos o Dia Nacional dos Surdos, mais precisamente no dia 26 e a data é lembrada por todo o país. Para sabermos mais um pouco sobre o universo das pessoas com deficiência auditiva, os desafios e realidades do seu dia a dia, o Cultura em Casa convidou o técnico em música, baterista e graduado em Letras/Libras, Diogo Farnese.
Diogo teve sua perda auditiva com 1 ano de idade, mas superou obstáculos que sua realidade lhe apresentou. Formou-se em técnica em música no Conservatório Estadual Cora Pavan Caparelli participando como baterista em eventos que reuniu mais de 300 instrumentistas no Teatro Municipal de Uberlândia. Formou-se em Letras/Libras, pós-graduou-se e agora está cursando seu mestrado em Estudo e Tradução e Interpretação em Libras.
Diogo traz a todos uma mensagem de superação e otimismo e um relato sobre como foi o apoio da família e pessoas queridas em sua trajetória comentando sobre a inclusão do surdo no Brasil e as oportunidades atuais para o deficiente auditivo.

Fotos 133 anos

Dia dos Pais no Cultura em Casa

Homenagem para eles que nos trazem o sentido de segurança e força. Diálogo com a psicóloga Suely Ribeiro sobre aspectos da paternidade, aliado aos relatos dos pais artistas: Jack Will e Felipe da Silva. Confira!

Exposição em Comemoração ao dia dos Escritores

Dia do Escritor

No mês de julho comemoramos o Dia Nacional do Escritor, mais precisamente no dia 25 de julho e essa data é aclamada por em todo o país. Para marcar a data são organizados eventos que buscam valorizar autores e autoras da literatura brasileira e incentivar a leitura de suas obras. Afinal, o país possui grandes escritores e escritoras, como Machado de Assis e Clarice Lispector, que são reconhecidos mundialmente.
O Dia Nacional do Escritor surgiu em 1960 a partir do Festival do Escritor Brasileiro, criado pelos integrantes da presidência da União Brasileira de Escritores: João Peregrino Júnior e Jorge Amado.
A data é uma oportunidade de colocar em foco os grandes nomes da literatura brasileira, homenageados pela sua contribuição às artes e à cultura nacional. Além de ser, também, ocasião de resgatar autoras e autores que caíram no esquecimento, mas que merecem, seja por questões estéticas, seja históricas, o reconhecimento nacional.
Para incrementar ainda mais essa data trazemos um depoimento da Doutora em Ciências da Saúde e Assistente Social, Erlandia Silva Pereira, falando sobre o processo de criação literária do escritor, suas experiências profissionais que a levaram ao campo da escrita e a importância de se estimular a literatura, a seja na sua criação ou no deleite da leitura.
Aproveitamos para convidar a todos para conferir a exposição dos escritores de Uberlândia, realizada na Biblioteca Municipal em homenagem às nossas pratas da casa. Uma boa oportunidade para já levar seu livro para casa e colocar em dia a leitura da semana e conferir um pouco sobre nossos artistas literários locais.

Delícias Juninas com Cultura

Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e preparamos para vocês dicas imperdíveis para curtir esse momento cheio de romance com o que temos de mais apaixonante nos livros da Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubitscheck.

Mães da Diversidade

Preparamos um Especial de Dia das Mães para comemorar junto a você essa data que tanto nos inspira.

Conheça conosco um pouco da trajetória de seis mães atípicas, unidas por um amor incondicional potencializado pela diversidade. Seus filhos e filhas mostram um mundo por uma diferente perspectiva, uma forma singular de encarar a vida e a maternidade. O diferente aqui, mostra-se como uma ponte para reconhecermos que o mundo é melhor quando o amor é o ponto de partida.

Somos parte de um todo, que se apresenta de formas diferentes e nessa diferença podemos aprender muito mais sobre nós e sobre o outro. A maternidade é um processo que nos sensibiliza de forma potente para entender que para além das nossas singularidades, no começo e no fim somos humanos. A vida se condensa ao essencial amor.

Catálogo de Homenagem Mães com Poesia

Sarau de Escritores

Em abril comemoramos o Dia Mundial do escritor e o Dia Nacional do Livro e pensamos em organizar um Sarau de Escritores para discutirmos o desenvolvimento das atividades criativas literárias na pandemia.
Para isso, convidamos 06 escritores uberlandenses renomados para falar um pouco de como foram os seus processos criativos neste tempo de distanciamento social e a adaptação a esta nova realidade para que continuassem a desenvolver sua criatividade .
Todos estes escritores convidados lançaram obras durante este período de pandemia e por isso vem contar um pouco de como foi este processo para incentivar a todos nós mostrando que mesmo neste tempos difíceis é possível desenvolver nossa criatividade, a ludicidade e a alegria

Dia da Literatura Brasileira

Romancista, jornalista, advogado e político brasileiro

O Dia da Literatura Brasileira foi criado em homenagem ao escritor José de Alencar , que nasceu em 1 o de maio de 1829, em Messejana, no estado do Ceará. Um dia específico para homenagear a diversidade de autores e obras produzidas no país e é um reconhecimento a um elemento cultural fundamental para a construção indenitária de uma nação. Considerado um dos mais importantes autores brasileiros, f oi um dos maiores representantes da corrente literária indianista e o principal romancista brasileiro da fase romântica. Entre seus romances destacam se “Iracema” e “Senhora”. A escolha do dia de nascimento desse escritor para comemorar a importância de toda literatura brasileira deu se em razão, sobretudo, do empenho de José de Alencar em prol da construção de um conjunto de obras genuinamente brasileiras , com enredos centrados em temáticas nacionais e formuladas em uma linguagem mais próxima possível do português falado n o Brasil. Esse projeto nacionalista , que era a bandeira principal do romantismo teve, portanto, José de Alencar como seu principal representante.
José de Alencar, com sua obra constituída sobre temáticas brasileiras , como a representação de enredos passados no meio rural, no meio urbano, em contexto cultural indígena, abriu espaço para que se consolida se no Brasil uma produção literária cada vez mais distanciada da portuguesa Diversas homenagens lhe são rendidas pelo país, como um busto no bairro do Flamengo e uma estátua no largo do Catete largo este que foi rebatizado como Praça José de Alencar na cidade do Rio de Janeiro. Em Fortaleza (CE) sua cidade natal foi erguido o Theatro José de Alencar, bem como a Praça José de Alencar e a estação José de Alencar da Linha Sul do metrô. José de Alencar também se tornou o nome de um distrito do município de Iguatu, no Ceará. Características da Obra de José de Alencar Como romancista, José de Alencar escreveu uma variedade de obras em diferentes gêneros. Deixou romances indianistas, históricos, regionalistas e urbanos.

  • As principais realizações s indianistas em prosa de nossa literatura são os três romances de José de Alencar: O Guarani, Iracema e Ubirajara.
  • O primeiro romance histórico de nossa literatura foi As Minas de Prata . Escreveu ainda: A Guerra dos Mascates, narrativa da famosa revolução de 1710.
  • Entre os romances regionalistas destacam se O Sertanejo e O Gaúcho , que reproduzem costumes típicos e folclóricos dessas regiões.
  • Biblioteca Municipal Juscelino Kubistchek de Oliveira
  • Os romances urbanos caracterizam a Corte e o meio social carioca do Segundo Reinado, como: Os romances urbanos caracterizam a Corte e o meio social carioca do Segundo Reinado, como: A A Viuvinha, Viuvinha, Senhora, Lucíola e Encarnação.
  • Como poeta, José de Alencar escreveu o poema indianista Como poeta, José de Alencar escreveu o poema indianista Os Filhos de Tupã.
  • Como teatrólogo destacam-se as comédias Verso e Reverso, O Demônio Familiar e As Asas de um Anjo.

Fontes: ebiografia.com, pt.wikipedia.org, brasilescoebiografia.com, pt.wikipedia.org, brasilescola.uol.com.brla.uol.com.br Obras de José de Alencar presentes na Biblioteca Municipal Juscelino Kubishek de Oliveira: Obras de José de Alencar presentes na Biblioteca Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira:

  • Cinco Minutos, romance, 1856;
  • O Guarani, romance, 1857;
  • A Viuvinha, romance, 1860;
  • Lucíola, romance, 1862;
  • As Minas de Prata, romance, 1862-1864-1865;
  • Diva, romance, 1864;
  • Iracema, romance, 1865;
  • O Gaúcho, romance, 1870;
  • A Pata da Gazela, romance, 1870;
  • O Tronco do Ipê, romance, 1871;
  • Sonhos d’Ouro, romance, 1872;
  • Til, romance, 1872;
  • Alfarrábios, romance, 1873;
  • Guerra dos Mascate, romance, 1873-1874;
  • Ao Correr da Pena, crônica, 1874;
  • Senhora, romance, 1875;
  • O Sertanejo, romance, 1875.

Créditos imagens:

  • https://www.ebiografia.comjose_alencar – foto PB
  • https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4076 – Cinco minutos – obra inicial
  • http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/2011/09/os-monumentos-de-rodolfo-bernardelli-na.html – monumento José de Alencar bairro do Flamengo
  • https://www.secult.ce.gov.br/2020/02/11/aquiraz-recebe-exposicao-comemorativa-de-110-anos-do-theatro-jose-de-alencar/ – Teatro Fortaleza
  • https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2020/12/31/reforma-na-praca-jose-de-alencar-em-fortaleza-e-concluida-apos-um-ano-e-ambulantes-nao-retornam-ao-espaco.ghtml – foto praça José de Alencar Fortaleza
  • https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/prefeito-roberto-claudio-entrega-praca-jose-de-alencar-revitalizada-a-cidade – estátua José de Alencar Fortaleza
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Guarani# – o Guarani primeira edição
  • https://www.culturagenial.com/obras-de-jose-de-alencar/ – Iracema primeira edição
  • https://www.culturagenial.com/obras-de-jose-de-alencar/ – Senhora segunda edição

Exposição: Painel Coletivo “ O mundo pelo olhar da mulher”!

Durante o mês de março foi lançado o desafio de criar algo que retratasse como você vê a mulher (ou se vê) : Suas lutas, conquistas, desafios, direitos, empoderamento e amor através de um desenho ou uma pintura.
O estilo proposto foi mão livre e permitidos como instrumento de expressão, lápis, canetas, lápis de cor, aquarela, canetinhas , giz de cera, papel e/ou outros matérias de desenho.

O resultado você acompanha agora neste e-book feito especialmente para homenagear estes trabalhos.

Parabéns a todos os artistas participantes!

Escrita criativa por Maria Joana Costa

Neste vídeo Maria Joana Costa fala sobre escrita criativa a partir de sua experiência como autora.
Mineira de Uberlândia, atua como professora de História na rede pública de ensino.

Em 2017 participou das coletâneas infantis Janelinhas Encantadas e Cartinhas na Janela com quatro histórias.
É autora dos livros “De bicicleta por aí ” “Xi molhei a cama ” e “Seu coração é meu lar”

Homenagem ao Dia Nacional da Biblioteca por Maria Joana Costa

MULHERES EXTRAORDINÁRIAS
Exposição de Escritoras Brasileiras e Uberlandenses

Mulheres Empreendedoras de MG

Iziz Donato

Fotos da Natureza 2020

80 anos da Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira

CLUBES DAS PALAVRAS

Agora você tem um espaço reservado aqui no CULTURA EM CASA para divulgar as resenhas dos seus livros prediletos! É o nosso espaço literário – CLUBE DAS PALAVRAS.

Basta enviar sua resenha para: silvia.gratao@hotmail.com

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Um convite à criatividade, à imaginação, à liberdade. Encantada com Jorge Luján fui atrás de outras obras e encontrei esse tesouro. “A Rocha” de Jorge Luján e ilustrações de Chiara Carrer, editora Rovelle.

Poesia e reflexão. “Na saída do povoado há uma rocha. Uma rocha que fala. Atrás dela, o horizonte.” O que será que uma rocha foi antes de ser Rocha? Você tem coragem e imaginação suficiente para responder a essa pergunta? Aqueles com imaginação fértil acertam a resposta e passam. Quem erra, volta.

Uma história em que o acerto está na criatividade, que deixa as amarras da razão em troca da livre imaginação.

As ilustrações são encantadoras e em algumas páginas as imagens que parecem ter sido feitas com colagem saltam da página.

O texto é simples e curto, muito bom até mesmo para os pequenos que estão iniciando suas leituras. Com uma boa ajudinha dos pais vai ser uma delícia ver o que é preciso para acertar e passar pela rocha. Na minha opinião… para passar pela vida!😉

Olá, meu convite de leitura é o livro “Meu pé de laranja lima”, escrito pelo querido escritor José Mauro de Vasconcelos em 1968.

Em “Meu pé de laranja lima” conhecemos Zezé, um garoto de família pobre, com vários irmãos e muitas dificuldades, sendo seu mais estimado amigo um singelo pé de laranja lima, com o qual imagina algumas aventuras até criar amizade com Portuga, um senhor português que dá carinho e amizade ao pequeno Zezé.

Esse livro é marcado pelas dificuldades de uma família numerosa e pobre, a solidão na infância e laços de uma amizade que transpassa os limites da idade. A história é tão bonita que também tem adaptações de novelas e recentemente um filme de 2012 com as peripécias de Zezé.

Tendo um final marcante, digno a pegar lenços para enxugar as lágrimas que virão, convido vocês leitores a se emocionar com a leitura deste livro infantil, que passa lições e emoções importantes para qualquer idade, e quem sabe, também um dia ter pé de laranja lima para confiar seus segredos.

Por Iara Monteiro de Lima

Durante o curso de inteligência financeira da Conquer tive a oportunidade de receber a indicação de leitura desse livro pelo Luciano André Ribeiro, superintendente do Itaú. Por entender que leituras constroem os degraus de sua trajetória, decidi dar uma chance ao texto e me dediquei a ele nos últimos dias. A obra trata de estratégias de investimento e cuidados que se deve ter ao especular, porém os conceitos também podem ultrapassar a área financeira.

A história se inicia na Suíça, um país que não possui fontes de petróleo, nem muitas terras férteis ou exploração de minérios, mesmo assim é um país conhecido pela sua riqueza. O grande diferencial dos suíços é sua capacidade de tolerar riscos para alcançar altos ganhos, isso não quer dizer é claro que o ganho é garantido, entretanto se submeter a uma aposta é o ponto decisivo para possibilitar uma vitória.

Algumas notas de francos suíços.


A obra propõe alguns pensamentos que diferem da grande maioria de conselhos que escutamos frequentemente, ideias como “diversifique seus investimentos”, “só arrisque o que está disposto a perder” e “foco no longo prazo” são questionadas. A ousadia desse livro em contradizer o senso comum no mundo dos investimentos é o que o torna tão especial, principalmente para criar uma visão crítica sobre o mercado e não se deixar levar pela maioria.

Um axioma que me chamou particularmente a atenção foi o do planejamento, muitas vezes tendemos a achar que nossa vida ocorrerá como planejamos e não conseguimos calcular inflação ao longo dos anos ou outros acontecimentos inusitados.

”  O 12º Grande Axioma: DO PLANEJAMENTO
Planejamentos a longo prazo geram a perigosa crença de que o futuro está sob controle. É importante jamais levar muito a sério os seus planos a longo prazo, nem os de quem quer que seja. “


Em 2019, ninguém previa que uma grande crise sanitária assolaria o mundo de tal forma como vivenciamos agora. Achar que existe estabilidade pode ser um grande tiro no pé, se acomodar diante de tempos fáceis é tentador, mas a melhor decisão é tentar sempre evoluir afim de sofrer menos quando a vida sofrer com reviravoltas.

A leitura deve ser feita com muito cuidado, uma vez que o livro trata sobre assuntos delicados como a diversificação de investimentos de uma forma negativa. A verdade é que : arriscar pode ser uma boa possibilidade, mas só quando se tem estudos sobre a empreitada e ter um plano de reserva ao perceber que o plano fracassou. Porém o autor não é inconsequente recomendando entrar em empreendimentos baseando-se em intuição ou otimismo.

Para investidores que começaram nesse mundo financeiro recentemente, assim como eu, despender um tempo nesse livro pode ser esclarecedor porque ele lhe dá força para questionar o consenso pré-estabelecido. Olhar o mercado de várias óticas faz com que sua opinião e seu planejamento sejam mais sólidos e que seus objetivos sejam alcançados de uma forma alinhada ao seu perfil.

Para mais textos conheça : https://www.linkedin.com/in/domitila-crispim/

Domitila Crispim

Em uma fazenda cheia de bichos,
Tipo bois, porcos e cabritos,
Havia um chefe muito ríspido,
que, por sua intensa maldade,
foi expulso com coices, chifradas, bicadas e gritos.

Mas o chefe não deixou “barato”,
e tentou retornar ao seu lar muito rápido,
porém, pelos bichos, foi novamente derrotado.

Na ausência do proprietário,
alguns animais se apressaram
e, com suas garras, tomaram conta do cenário.

Entre brigas pelo poder, mentiras e manipulações,
apenas um tornou-se líder, foi o porco Napoleão,
um ditador violento naquele fazendão.

Referência:
ORWELL, G., “A Revolução dos Bichos”, São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Danielle Campos de Oliveira

O capítulo 7 do livro 1984 do autor George Orwell diz respeito aos proletas, maneira como o eram chamadas as pessoas da classe social baixa pelo partido descrito neste livro.

Winston, um dos principais personagens, era um contrarrevolucionário que não concordava com as ideias do partido e desejava muito derrotá-lo.

Segundo este personagem, os proletas eram os únicos capazes de enfrentar o governo. Essa era a única esperança dele, pois trabalhava no departamento de documentação do Ministério da Verdade e não poderia manifestar-se, porque temia por sua vida.

Os integrantes do partido consideravam os proletas pessoas indiferentes e não desejavam tê-los como membros. Toda a sociedade, excluindo os proletas, era vigiada por um dispositivo chamado “tetelas” que monitorava as ações e falas das pessoas.

Assim, para Winston, os proletas poderiam unir forças e lutar contra o governo, já que não eram vigiados e consequentemente não seriam punidos pelo o que falam. Portanto ninguém desconfiaria deles.

Refletindo sobre este capítulo do livro, pode-se fazer uma analogia com a realidade. Constantemente verificamos tentativas de controle social da internet por parte de representantes do povo, por exemplo: o recente projeto de lei – PL 2630/20 – que com pretexto de combater supostas notícias falsas nas redes tem potencial para violar a liberdade de expressão da população. Contudo, o direito do povo de expressar-se e sua privacidade podem ir por “água abaixo” assim aconteceu com os personagens deste livro.

Referência:
ORWELL, George. 1984. 1ª ed. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2009. Capítulo 7.

Danielle Campos de Oliveira

Tão bom olhar pra trás e perceber que boa parte daquela insegurança de outrora foi embora. Que as coisas não eram tão graves como imaginávamos. Que não enlouquecemos. Muito pelo contrário, continuamos sãos, vivos, abraçando novas expectativas, fazendo novos planos, dando a cara a tapas mais uma vez.

Tão bom saber que a vida é cíclica e se renova, apesar de. Que a chuva cessa um dia e o sol seca as poças. Que novas flores enfeitarão velhos jardins. Que novas crianças brincarão pelas ruas antigas. Que novos amigos se unirão aos de sempre e que juntos formaremos uma imensa corrente de gente do bem.

Tão bom saber que temos opções, temos escolhas e que escolheremos errado algumas vezes, mas que isso não nos tirará a coragem de arriscar. Que isso não nos tirará a vontade de viver. Que saltaremos do abismo quantas vezes for preciso. Que atravessaremos a ponte, que não nos deteremos na margem, que mergulharemos fundo enquanto houver fôlego.

Tão bom saber que a força do bem é infinitamente maior que qualquer mal. Que há amor suficiente espalhado por aí, fazendo mágica por aí, arrebatando novos corações por aí, mudando as pessoas por aí, arrancando sorrisos por aí.

E apesar do medo, da solidão, dos desamores, da insegurança, das dores, a gente precisa é ter FÉ.  Fé em Deus e fé na vida. Sempre existirão dias melhores!

(Wendel Valadares)

Um dia de cada vez

Durante a quarentena eu retomei um hábito antigo de leitura, sempre fui fã de desenvolvimento pessoal e métodos para crescimento e durante uma crise esse hábito de evoluir precisava ser retomado com fervor. Então decidi rever os meus hábitos com a ajuda do livro “O poder do hábito”  de Charles Duhigg, uma obra que tenta rastrear como os hábitos surgem, como podemos mudá-los e como os outros aplicam sobre nós durante o cotidiano.

Na correria da vida, nós poucas vezes nos perguntamos: Por que eu faço isso? As coisas sempre foram assim na minha vida? Meus hábitos me conduzem para atingir minhas metas? Ficar em casa me deu a oportunidade de compreender melhor e observar porque fazemos o que fazemos.

A formação de um hábito é simples: existe uma deixa, como um som, uma sensação, uma hora do dia, ela estimula um certo comportamento e é nesse momento que entra o hábito e logo em seguida existe uma recompensa. Um hábito não-saudável comum entre as pessoas é olhar o celular em momentos de tédio, não temos algo nos ocupando ( deixa ), verificamos as redes sociais ( comportamento ) e rimos de um meme ou vemos que nossa última foto teve 100 curtidas ( recompensa ).

Soltar-se de uma hábito como esse é muito doloroso porque o prazer imediato proporcionado por 5 minutos no celular é forte o suficiente para que esses 5 minutos virem 10, 30 ou até horas. Então a chave de acordo com o livro é eliminar algum elemento desse ciclo: a deixa, mudança de comportamento ou a recompensa.

Além disso, ele reflete como a criação de hábitos no ambiente de trabalho pode ser muito benéfico para a empresa e narra diversas instituições em que isso ocorreu. Especialmente no caso da Starbucks que através do sistema descrito no livro, treinou milhares de profissionais para superar momentos críticos como clientes rudes ou superlotação da unidade.

Tecido entre diferentes história de comos os hábitos levam a ruína ou o sucesso e embasado em vários artigos científicos o livro é uma excelente leitura para quem quer refletir sobre como tem vivido. Não existe um manual de como mudar e construir um hábito leva tempo,  mas ter consciência disso já o primeiro passo.

Domitila Crispim

Toni Morrison foi uma escritora norte-americana e a primeira mulher negra vencedora do prêmio Nobel de Literatura, em 1993. Mas os méritos da prolífica autora americana não se traduzem apenas em suas inúmeras premiações e condecorações: a exclusividade e ineditismo de algumas delas, no entanto, indicam vitórias que ultrapassam os limites da literatura.

Chloe Anthony Wofford é o nome de berço de Toni Morrison, nascida em Lorain, estado de Ohio, ao norte dos Estados Unidos, em 1931. Filha de um soldador e de uma dona de casa, foi a segunda de quatro irmãos e viveu seus primeiros anos em uma vizinhança miscigenada – realidade incomum que uniu diferentes famílias pela necessidade financeira.

Após uma exitosa passagem escolar, Toni partiu para a universidade de Howard, em Washington, onde estudou inglês e literatura clássica. Em 1953, iniciou o mestrado em literatura na Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York. Com o diploma em mãos – obtido após escrever uma tese sobre Virginia Woolf e Faulkner –, dedicou-se exclusivamente ao ensino por nove anos. Durante esse período, casou-se com o arquiteto jamaicano Harold Morrison, com quem, apesar do curto tempo de relacionamento, teve dois filhos. Toni deixou o marido quando ainda estava grávida do segundo, e teve que encontrar uma saída rápida para se sustentar enquanto mãe solteira. Surgiu, então, a oportunidade de trabalhar na famosa editora Random House, que colocou Toni em um ambiente até então estranho para ela – um mundo de agentes, editores e escritores.

Era o momento ideal para produzir a própria ficção, inspirada por autores como James Baldwin, Chinua Achebe e Camara Laye. Baseando-se em uma marcante lembrança de sua juventude, escreveu pacientemente por cinco anos até que, em 1970, publicou O olho mais azul, obra que chegou aos associados da TAG Curadoria em março de 2019 pela indicação de Djamila Ribeiro. Nossa edição foi a última da obra de Toni Morrison publicada no Brasil antes de sua morte aos 88 anos, no dia 5 de agosto de 2019..

Hoje um reconhecido best-seller, o romance não foi inicialmente bem recebido. Seu grande boom, na verdade, ocorreu em 2000, quando a apresentadora Oprah Winfrey o indicou em seu popular clube de livros, alcançando mais de 800 mil exemplares vendidos. Nos anos 1970, entretanto, diversos fatores contribuíam para o insucesso da obra. A pouca visibilidade da literatura negra era um deles; as cenas de violência sexual – até hoje um argumento utilizado para banir o livro de escolas americanas –, outro. Morrison, porém, estava tão segura da singularidade do que produzia que não hesitou em dar seguimento a seus romances. Em cerca de dez anos publicou Sula (1973), o épico A canção de Solomon (1977) e Tar baby (1981).

Com avaliações cada vez mais elogiosas e um público devotado, Toni Morrison foi conquistando uma posição de destaque entre os romancistas americanos e uma sequência de prêmios representativos: ela foi a primeira mulher negra a figurar no celebrado Book of the Month Club e a ser capa da revista Newsweek em mais de quarenta anos. Sua passagem de quase duas décadas como editora na Random House também merece menção: Morrison teve papel essencial na difusão de escritores negros como Angela Davis e Toni Cade Bambara, além de organizar antologias dos autores africanos Chinua Achebe e Wole Soyinka.

Sua obra conta com onze romances, cinco livros infantis (produzidos em parceria com o filho, Slade Morrison, falecido em 2010), oito obras de não ficção, contos, peças de teatro e até libretos para ópera. Mesmo com a extensa bagagem, dois feitos excepcionais permanecem como os mais associados à imagem da escritora. Um deles é Amada (1987), romance baseado na história real da mulher escravizada Margaret Garner, até hoje seu livro mais celebrado e considerado uma das grandes obras americanas do século XX.

Adaptada para o cinema em 1998, Amada foi vencedora do National Book Award, do prêmio Pulitzer e, em 1993, Toni foi premiada com o Nobel de Literatura, por seus romances “caracterizados por uma força visionária e um influxo poético, [que dão] vida a um aspecto essencial da realidade americana”. A premiação, que fez a escritora se sentir “mais negra” e “mais mulher” do que nunca, também foi marcado por um discurso poderoso, em que Morrison, fazendo uso de uma antiga fábula, reforçou o poder da linguagem: seu poder de subjugar e libertar, de violentar e redimir – sua inabalável influência na defesa e valorização das diferentes identidades

Fonte: TAG – EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS SOMOS UM CLUBE DE ASSINATURA DE LIVROS QUE ENVIA, TODOS OS MESES, UM KIT LITERÁRIO SURPRESA ÀS CASAS DOS NOSSOS ASSOCIADOS. 6 DE AGOSTO DE 2019

CURIOSIDADES….

Em 1897, Machado de Assis inaugura e é eleito primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. O escritor dá nome a um dos principais prêmios literários nacionais. Oferecido pela ABL, o Prêmio Machado de Assis condecora autores brasileiros pelo conjunto de sua obra desde 1941.

Um dos maiores nomes da história da literatura inglesa, Jane Austen  ( 16 de dezembro de 1775 – 18 de julho de 1817) criou romances que atravessaram séculos, não pôde assinar um livro por ser mulher, gostava de escrever em segredo e até hoje não se tem certeza de como era seu rosto.

Incentivada pelo pai desde pequena a ler e escrever, finalizou seis romancesRazão e sensibilidade, Orgulho e preconceito, Mansfield Park, Emma, A abadia de Northanger e Persuasão.

Fonte: : TAG – EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS

https://www.youtube.com/channel/UCm5f77q61g47CIOGGTpZJkA

Enia Lúcia Manfrim Fedozzi

Crônica do livro: Pensar é transgredir, de Lya Luft.

Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.

O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e a Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a idéia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: “Ah, gente, vamos deixar tudo como está“, e como sempre perdeu oportunidade de ser feliz.

A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto com a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma árvore estava odiando tudo aquilo.

A Generalidade quase não conseguia se esconder por que era grande e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem fingida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.

A Mentira disse para Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estavam fazendo ali.

Depois de contar até 99 a Loucura começou a procurar. Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.

A Loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.

Juntos fazem a vida valer a pena — mas isso não é coisa para os medrosos nem para os apáticos, que perdem a felicidade no matagal dos preconceitos, onde rosnam os deuses melancólicos da acomodação.

Wellington Fernando dos reis

Usuário da biblioteca desse fevereiro de 1990.

Depois Daquela Montanha

Autor: Charles Martin

 

SINOPSE:

O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo.

Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.

Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali?

 

RESENHA:

Sabe aquele tipo de livro, que faz você acordar de madrugada ( no meu caso nem dormi ) pra ler e saber logo o final ?

assim é este livro. Ele te coloca tão infiltrado na narrativa, que em um determinado momento, senti frio fome e medo, assim como os personagens principais.

O autor consegue segurar o leitor da primeira até à última página.

E o final…

No final, tive que voltar algumas páginas e ler novamente. 1, 2, 3 vezes, até ter certeza do que estava lendo. E quando assimilei toda aquela história, meu mundo parou.

Uma história linda, emocionante, empolgante e acima de tudo; uma lição de amor a vida e as pessoas que nos cercam.

Por Wellington Fernando dos Reis, usuário da biblioteca desse fevereiro de 1990.

Livro: A tenda vermelha
Autora: Anita Diamant.

A Tenda vermelha

Esse livro é uma viagem ao mundo bíblico através de um ponto de vista feminino. As mulheres, naquela época, não tinham voz, mas a autora nos mostra, através de sua escrita dinâmica e suave, que elas podiam não ter expressão, participação na vida dos maridos, mas exerceram um papel fundamental na vida dos homens representados na Bíblia.

É engraçado como esse livro vai tomando forma durante a leitura, como uma criança que nasce e vai se desenvolvendo. Devido principalmente ao fato de a personagem ser criança, no começo a narrativa tende a ser mais leve doce e feliz. À medida que cresce, Dinah observa tudo o que se passa em sua volta. As conquistas, a rivalidade entre os irmãos, a sensualidade intuída, a aspereza do relacionamento entre os homens, a complexidade dos sentimentos das mulheres, a construção de um povo descrita a partir da saga de um núcleo familiar. De espectadora, ela passa a protagonista, e são seus amores, medos, descobertas e perdas que vão sendo narrados no cenário mais amplo de um mundo bíblico de caravanas, pastores, agricultores, príncipes, escravos e artesãos.

Dos treze filhos de Jacó, Dinah é a única filha. Uma historia contada através dos olhos dessa menina, onde o leitor passa a entender melhor a vida dessas mulheres nos tempos antigos.

Uma história com muitos personagens, mas não tem como ficar perdido tentando lembrar nomes e situações.

Envolvente forte e emocionante da primeira a última página.

É difícil explicar, você chegar a ultima pagina e ficar com o livro aberto por vários minutos, um misto de tristeza pelo termino do livro, fascinação pela historia encantadora e emocionante.

E a pergunta que sempre faço pra mim mesmo quando um livro me cativa desta forma: será que outro livro vai conseguir me arrebatar desta forma?

Biografias 

Ariano Suassuna foi escritor e dramaturgo brasileiro, autor do Auto da Compadecida, considerada sua obra prima que foi adaptada para o cinema e televisão.

Além de escritor renomado e um dos maiores do Brasil, Ariano foi professor e idealizador do Movimento Armorial que valorizou as artes populares.

Nesse movimento, os artistas tinham o intuito de criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste.

Suassuna foi ocupante da cadeira nº 32 na Academia Brasileira de Letras (eleito em 1989). Também foi membro da Academia Pernambucana de Letras (a partir de 1993) e da Academia Paraibana de Letras (eleito em 2000).

Biografia

Ariano Vilar Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, na cidade de João Pessoa, Paraíba.

Nasceu no seio de uma família abastada, visto que seu pai, João Suassuna, era presidente do Estado, cargo que mais tarde passa a ser de governador.

Com o assassinato de seu pai em meio a Revolução de 30, a família muda-se para Taperoá e mais tarde para Campina Grande, ambas cidades na Paraíba.

Na adolescência foi viver no Recife, capital de Pernambuco. Ali, foi estudante do curso de Direito, na Universidade Federal de Pernambuco formando-se em 1950.

Durante seus anos na graduação, escreve sua primeira peça de teatro “Uma Mulher Vestida de Sol” e com ela recebeu o prêmio Nicolau Carlos Magno.

Ao lado de Hermilo Barbosa Filho funda o “Teatro do Estudante de Pernambuco”. Essa criação foi a chave para escrever mais peças, as quais foram encenadas no local.

Chegou a trabalhar na área de advocacia, no entanto, não deixou de lado sua paixão pela escrita. Assim, continuou escrevendo peças e romances.

Casou-se com Zélia de Andrade Lima Suassuna em 1957 e com ela teve seis filhos.

Suassuna como Professor

De volta ao Recife começou a lecionar “Estética” na Universidade Federal de Pernambuco, a partir de 1956.

Ainda nessa profissão continuou atuando na dramaturgia e três anos mais tarde funda o “Teatro Popular do Nordeste”, também com o apoio de Hermilo Barbosa Filho.

Permaneceu atuando como professor durante anos e em 1994 aposentou-se pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Suassuna e o Movimento Armorial

Muitas de suas obras estiveram voltadas para a literatura popular.

Ligado a esses temas, Suassuna foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura, cargo que ocupou de 1967 a 1973.

Paralelo à isso, fez parte do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco entre os anos de 1968 e 1972.

De 1969 a 1974 atuou como diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE.

A partir de 1970, encabeçou o “Movimento Armorial”, com foco nas expressões populares. A ideia central era trazer à tona o folclore e as artes populares e conceder um valor erudito aos temas.

Esse movimento inclui diversas manifestações artísticas como a música, a dança, as artes plásticas, a literatura, o teatro, o cinema, etc. Segundo ele:

Sou a favor da internacionalização da cultura, mas não acabando as peculiaridades locais e nacionais.”

Suassuna recebeu o Prêmio Nacional de Ficção em 1973 e o prêmio da Fundação Conrado Wessel (FCW) em 2008.

Pelo Auto da Compadecida ganhou medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais.

Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Também o recebeu das Universidades: Universidade Federal da Paraíba (2002); Universidade Federal Rural de Pernambuco (2005); Universidade de Passo Fundo (2005); e Universidade Federal do Ceará (2006).

Morte

Ariano Suassuna faleceu em 23 de julho de 2014, no Recife, Pernambuco, vítima de uma parada cardíaca.

Isso ocorreu depois de ter sido internado com um AVC (acidente vascular cerebral). O escritor paraibano tinha 87 anos.

Obras

Suassuna escreveu ensaios, romances, dramaturgias e poemas. A maior parte de sua obra está relacionada com os elementos nordestinos.

Assim, Suassuna explora a fala regional e parte do folclore brasileiro. O escritor possui uma vasta obra das quais merecem destaque:

  • Uma Mulher Vestida de Sol (1947)
  • Cantam as Harpas de Sião ou O Desertor de Princesa (1948)
  • Os Homens de Barro (1949)
  • Auto de João da Cruz (1950)
  • Torturas de um Coração (1951)
  • O Castigo da Soberba (1953)
  • O Rico Avarento (1954)
  • Auto da Compadecida (1955)
  • O Casamento Suspeitoso (1957)
  • O Santo e a Porca (1957)
  • O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna (1958)
  • A Pena e a Lei (1959)
  • Farsa da Boa Preguiça (1960)
  • A Caseira e a Catarina (1961)
  • O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971)

Frases de Suassuna

  • Não troco o meu oxente pelo ok de ninguém!
  • Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial.”
  • O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.”
  • Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa.”
  • O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.”

https://www.todamateria.com.br/ariano-suassuna/

Clarice Lispector foi uma das mais destacadas escritoras da terceira fase do modernismo brasileiro, chamada de “Geração de 45”.

Recebeu diversos prêmios dentre eles o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal e o Prêmio Graça Aranha.

Escritora e jornalista brasileira

Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920. Chegou ao Brasil em março de 1922, passou a infância na cidade do Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito.

Clarice Lispector estreou na literatura ainda muito jovem com o romance “Perto do Coração Selvagem” (1943), que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha.

Em 1944, recém-casada com um diplomata, viajou para Nápoles, onde serviu num hospital durante os últimos meses da Segunda Guerra. Depois de uma longa estada na Suíça e Estados Unidos, voltou a morar no Rio de Janeiro.

Clarice Lispector começou a colaborar na imprensa em 1942 e, ao longo de toda a vida, nunca se desvinculou totalmente do jornalismo. Trabalhou na Agência Nacional e nos jornais A Noite e Diário da Noite. Foi colunista do Correio da Manhã e realizou diversas entrevistas para a revista Manchete. A autora foi cronista do Jornal do Brasil. Produzidos entre 1967 e 1973, esses textos estão reunidos no volume “A Descoberta do Mundo”.

Entre suas obras mais importantes estão a reunião de contos em “A Legião Estrangeira” (1964), “Laços de Família” (1972), os romances “A Paixão Segundo G.H.” (1964) e “A Hora da Estrela” (1977).

Clarice Lispector faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de dezembro de 1977.

Algumas de suas obras:

  • Perto do coração selvagem (1942)
  • O Lustre (1946)
  • A Cidade Sitiada (1949)
  • Laços de Família (1960)
  • A Maçã no Escuro (1961)
  • A Legião Estrangeira (1964)
  • A Paixão Segundo G. H (1964)
  • O Mistério do Coelho Pensante (1967)
  • A Mulher que Matou os Peixes (1968)
  • Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (1969)
  • Felicidade Clandestina (1971)
  • Água Viva (1973)
  • A Imitação da Rosa (1973)
  • Via Crucis do Corpo (1974)
  • Onde Estivestes de Noite? (1974)
  • Visão do Esplendor (1975)
  • A Hora da Estrela (1977)

Frases de Clarice Lispector

  • Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
  • Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio.”
  • Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas.”
  • Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
  • Mas quero ter a liberdade de dizer coisas sem nexo como profunda forma de te atingir. Só o errado me atrai, e amo o pecado, a flor do pecado.”
  • O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado.”
  • Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”
  • Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.”

https://www.todamateria.com.br/vida-e-obra-de-clarice-lispector/

Maria da Conceição Evaristo de Brito nasceu em Belo Horizonte, em 1946. De origem humilde, migrou para o Rio de Janeiro na década de 1970. Graduada em Letras pela UFRJ, trabalhou como professora da rede pública de ensino da capital fluminense. É Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro, com a dissertação Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade (1996), e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense, com a tese Poemas malungos, cânticos irmãos (2011), na qual estuda as obras poéticas dos afro-brasileiros Nei Lopes e Edimilson de Almeida Pereira em confronto com a do angolano Agostinho Neto.

Participante ativa dos movimentos de valorização da cultura negra em nosso país, estreou na literatura em 1990, quando passou a publicar seus contos e poemas na série Cadernos Negros. Escritora versátil, cultiva a poesia, a ficção e o ensaio. Desde então, seus textos vêm angariando cada vez mais leitores. A escritora participa de publicações na Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Seus contos vêm sendo estudados em universidades brasileiras e do exterior, tendo, inclusive, sido objeto da tese de doutorado de Maria Aparecida Andrade Salgueiro, publicada em livro em 2004, que faz um estudo comparativo da autora com a americana Alice Walker. Em 2003, publicou o romance Ponciá Vicêncio, pela Editora Mazza, de Belo Horizonte.

Com uma narrativa não-linear marcada por seguidos cortes temporais, em que passado e presente se imbricam, Ponciá Vicêncio teve boa acolhida de crítica e de público. O livro foi incluído nas listas de diversos vestibulares de universidades brasileiras e vem sendo objeto de artigos e dissertações acadêmicas. Em 2006, Conceição Evaristo traz à luz seu segundo romance, Becos da memória, em que trata, com o mesmo realismo poético presente no livro anterior, do drama de uma comunidade favelada em processo de remoção. E, mais uma vez, o protagonismo da ação cabe à figura feminina símbolo de resistência à pobreza e à discriminação. Em 2007, sai nos Estados Unidos a tradução de Ponciá Vicêncio para o inglês, pela Host Publications. Vários lançamentos são realizados, seguidos de palestras da escritora em diversas universidades norte-americanas. Já sua poesia, até então restrita a antologias e à série Cadernos Negros, ganha maior visibilidade a partir da publicação, em 2008, do volume Poemas de recordação e outros movimentos, em que mantém sua linha de denúncia da condição social dos afrodescendentes, porém inscrita num tom de sensibilidade e ternura próprios de seu lirismo, que revela um minucioso trabalho com a linguagem poética.

Em 2011, Conceição Evaristo lançou o volume de contos Insubmissas lágrimas de mulheres, em que, mais uma vez, trabalha o universo das relações de gênero num contexto social marcado pelo racismo e pelo sexismo. Em 2013, a obra antes citada Becos da memória ganha nova edição, pela Editora Mulheres, de Florianópolis, e volta a ser inserida nos catálogos editoriais literários. No ano seguinte, a escritora publica Olhos D’água, livro finalista do Prêmio Jabuti na categoria “Contos e Crônicas”. Já em 2016, lança mais um volume de ficção, Histórias de leves enganos e parecenças.

Nos últimos anos, três de seus livros, que continuam recebendo novas edições no Brasil, foram traduzidos para o Francês e publicados em Paris pela editora Anacaona. Em 2017, o Itaú Cultural de São Paulo realizou a Ocupação Conceição Evaristo contemplando aspectos da vida e da literatura da escritora. No contexto da exposição, foram produzidas as Cartas Negras, retomando um projeto de troca de correspondências entre escritoras negras iniciado nos anos noventa. Em 2018, a escritora recebeu o Prêmio de Literatura do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra.

Romance

Poema

Contos

Participações em antologias

  • Cadernos Negros (Quilombhoje, 1990)
  • Contos Afros(Quilombhoje)
  • Contos do mar sem fim(Editora Pallas)
  • Questão de Pele(Língua Geral)
  • Schwarze prosa(Alemanha, 1993)
  • Moving beyond boundaries: international dimension of black women’s writing(1995)
  • Women righting – Afro-brazilian Women’s Short Fiction(Inglaterra, 2005)
  • Finally Us: contemporary black brazilian women writers(1995)
  • Callaloo, vols. 18 e 30 (1995, 2008)
  • Fourteen female voices from Brazil(EUA, 2002), Estados Unidos
  • Chimurenga People(África do Sul, 2007)
  • Brasil-África
  • Je suis Rio, éditions Anacaona, juin 2016.

Obras publicadas no exterior

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Concei%C3%A7%C3%A3o_Evaristo

http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás, dia 20 de agosto de 1889.

Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e de Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Com apenas um mês de vida seu pai veio a falecer.

Fez a primária na Escola da Mestre Silvina. Em 1900, mudou-se com sua família para a cidade de Mossâmedes. Foi na adolescência que Ana começou a escrever e a participar de ciclos literários.

No entanto, sua primeira obra “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais” foi publicada quando ela tinha 76 anos. Durante a maior parte de sua vida foi doceira.

Com dezenove anos, criou o jornal de poemas femininos “A Rosa”, ao lado de suas amigas: Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana. A partir daí, começa a escrever contos e crônicas com o pseudônimo Cora Coralina.

No mesmo ano, 1907, ela assume a vice-presidência do gabinete literário goiano. Em 1910, Cora publicou o conto “ Tragédia na Roça”.

Nesse mesmo ano, conheceu o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas e passam a viver no Estado de São Paulo. Casaram-se em 1925 e com ele teve seis filhos, sendo que dois deles morreram. Em 1932, Cora participa da Revolução Constitucionalista em São Paulo.

Em 1934, falece seu marido no interior de São Paulo, na cidade de Palmital. Na capital paulista conhece o editor José Olympio e passa a vender livros.

Em 1936, Coralina passa a viver no interior, na cidade de Penápolis. Mais tarde, mudou-se para Andradina, também no interior, e ali abre uma loja de tecidos.

Em Andradina, Cora começa a escrever para o jornal da cidade e ainda, se candidata a vereadora em 1951. Cinco anos depois, decide voltar a sua cidade natal.

Em 1970, ela toma posse da cadeira número 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. E, em 1981 recebe o Troféu Jaburu através do Conselho Estadual de Cultura de Goiás.

No ano seguinte, recebe o Prêmio de Poesia em São Paulo. Pela Universidade de Goiás, Cora Coralina foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa.

Em 1984 recebe o Troféu Juca Pato, sendo a primeira escritora do país a recebê-lo. Nesse mesmo ano, ingressa na Academia Goiânia de Letras, ocupando a cadeira número 38.

Faleceu em Goiânia, em 10 de abril de 1985, com 95 anos, vítima de pneumonia.

Você Sabia?

Após sua morte, a casa onde viveu os últimos anos de vida foi transformada no Museu Cora Coralina. Em 2001, a moradia na cidade de Goiás foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Histórico da Humanidade.

Obras

O tema mais explorado pela escritora foi, sem dúvida, o cotidiano. Embora a poesia tenha sido seu maior foco, Cora também escreveu contos e literatura infantil:

  • Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais (1965)
  • Meu Livro de Cordel (1976)
  • Vintém de Cobre – Meias confissões de Aninha (1983)
  • Estórias da Casa Velha da Ponte (1985)
  • Meninos Verdes (1986)
  • Tesouro da Casa Velha (1996)
  • A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (1999)
  • Vila Boa de Goiás (2001)
  • O Prato Azul-Pombinho (2002)

Frases

Veja algumas mensagens da poetisa:

  • Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.”
  • Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.”
  • Estamos todos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo.”
  • O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.”
  • Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.”
  • O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.”

https://www.todamateria.com.br/cora-coralina/

Jorge Leal Amado de Faria nasceu no dia 10 de agosto de 1912, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, no sul do Estado da Bahia.

Viveu sua infância em Ilhéus (BA) e depois mudou-se para Salvador, onde estudou no Internato Colégio Antônio Vieira, de padres jesuítas, e no Ginásio Ipiranga.

Desde jovem se envolve com a vida literária e começa a escrever para o jornal: “Diário da Bahia”.

Fundou a “Academia dos Rebeldes”, grupo de jovens artistas, sobretudo literatos, empenhados em renovar a literatura baiana.

Já no Rio de Janeiro, publica seu primeiro romance, com 19 anos, intitulado “O País do Carnaval” (1931).

Dois anos depois casa-se com Matilde Garcia Rosa com quem teve uma filha. Em 1935, torna-se Bacharel em Direito pela Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro.

Foi preso duas vezes por apresentar ideais socialistas e comunistas sendo assim, exilado do país, donde permaneceu durante algum tempo nos países: Argentina, Uruguai, França e República Tcheca.

Ao voltar para o Brasil, separa-se de Matilde, sua primeira mulher, e em 1945, torna-se Deputado Federal do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Na política, Jorge Amado lutou pela liberdade religiosa, sendo o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso; ademais, foi autor da emenda que garantia os direitos autorais.

Casa-se pela segunda vez com a escritora Zelia Gattai, e com ela tem dois filhos. Em 1955, afasta-se da militância política e dedica-se totalmente à literatura, sendo ocupante da cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras, a partir de 1961.

Falece na capital baiana, Salvador, no dia 6 de agosto de 2001, com 89 anos.

Obras

Possui uma vasta obra literária, com aproximadamente 45 livros publicados dentre romances, poesias, contos, crônicas, peças de teatro, literatura infantil.

Ademais, sua obra foi traduzida para 50 idiomas, sendo portanto, um escritor reconhecido mundialmente.

Romances

  • O País do Carnaval (1930)
  • Cacau (1933)
  • Suor (1934)
  • Jubiabá (1935)
  • Mar morto (1936)
  • Capitães da areia (1937)
  • Terras do Sem-Fim (1943)
  • São Jorge dos Ilhéus (1944)
  • Seara vermelha (1946)
  • Os subterrâneos da liberdade (1954)
  • Gabriela, cravo e canela (1958)
  • A morte e a morte de Quincas Berro d’Água (1961)
  • O Compadre de Ogum (1964)
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966)
  • Tenda dos milagres (1969)
  • Teresa Batista cansada de guerra (1972)
  • Tieta do Agreste (1977)
  • Farda, fardão, camisola de dormir (1979)
  • Tocaia grande (1984)
  • O sumiço da santa, romance (1988)
  • A descoberta da América pelos turcos (1994)

Literatura Infantil 

  • O gato Malhado e a andorinha Sinhá (1976)
  • A bola e o goleiro (1984)

Biografias e Memórias 

  • ABC de Castro Alves (1941)
  • O cavaleiro da esperança (1942)
  • O menino grapiúna (1982)
  • Navegação de cabotagem (1992)

Outros

  • A estrada do mar, poesia (1938)
  • Bahia de Todos os Santos, guia (1945)
  • O amor do soldado, teatro (1947)
  • O mundo da paz, viagens (1951)
  • Do recente milagre dos pássaros, contos (1979)
  • O milagre dos pássaros, fábula (1997)
  • Hora da Guerra, crônicas (2008)

Curiosidades

  • Jorge Amado, é o autor mais adaptado da televisão brasileira, uma vez que suas obras basearam novelas e minisséries, principalmente da TV Globo, com destaque para “Dona Flor e seus dois Maridos”, “Tieta do Agreste”, “Gabriela, cravo e canela”. Além disso, suas obras inspiram o teatro e o cinema.
  • Depois de Paulo Coelho, a obra de Jorge Amado é a mais vendida no exterior.

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Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor e editor brasileiro. “O Sítio do Pica-pau Amarelo” é sua obra de maior destaque na literatura infantil. Criou a “Editora Monteiro Lobato” e mais tarde a “Companhia Editora Nacional”. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil de nosso país e de toda América Latina.

Metade das obras de Monteiro Lobato é formada de literatura infantil. Destaca-se pelo caráter nacionalista e social. O universo retratado em suas obras são os vilarejos decadentes e a população do Vale do Paraíba, quando da crise do café. Situa-se entre os autores do Pré-Modernismo, período que precedeu a Semana de Arte Moderna.

Infância e Formação

Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé.

Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou a fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Com 13 anos foi estudar em São Paulo, no Instituto de Ciências e Letras, se preparando para a faculdade de Direito.

Registrado com o nome de José Renato Monteiro Lobato, resolve mudar de nome, pois queria usar uma bengala, que era de seu pai, que havia falecido no dia 13 de junho de 1898. A bengala tinha as iniciais J.B.M.L. gravadas no topo do castão, então, mudou de nome e passou a se chamar José Bento, assim as suas iniciais ficavam iguais as do pai.

Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, formando-se em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Paraíba, no ano de 1907.

Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando mudou-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.

Publicações Polêmicas

No dia 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma carta sua enviada à redação, intitulada “Velha Praga”, onde destaca a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e que a miséria tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura na região. Sua carta foi publicada e causou grande polêmica. Mais tarde, publica novo artigo “Urupês”, onde aparece pela primeira vez o personagem “Jeca Tatu”.

Em 1917 vende a fazenda e vai morar em Caçapava, onde funda a revista “Paraíba”. Nos 12 números publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura. Muda-se para São Paulo, onde colabora para a “Revista do Brasil”. 

No dia 20 de dezembro de 1917, publicou no jornal O Estado de São Paulo, um artigo intitulado “Paranoia ou Mistificação?”, onde critica a exposição de Anita Malfatti, pintora paulista recém chegada da Europa. Estava criada uma polêmica, que acabou se transformando em estopim do Movimento Modernista.

Literatura Infantil

Entusiasmado, Lobato compra a “Revista do Brasil” e torna-se editor. Publica em 1918, seu primeiro livro “Urupês”, que esgota em sucessivas tiragens. Transforma a revista em centro de cultura e a editora em uma rede de distribuição com mais de mil representantes.

Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a “Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato”. Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a “Companhia Editora Nacional”. Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças.

Em 1921 publica “Narizinho Arrebitado”, livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do “Sítio do Pica-pau Amarelo”. Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.

Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero “conto”. O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro “Urupês”, que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do “Jeca Tatu”, símbolo do caipira brasileiro. As histórias do “Sítio do Pica-pau Amarelo”, e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.

O livro “Caçadas de Pedrinho”, publicado em 1933, que faz parte do Programa Nacional Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, está sendo questionado pelo movimento negro, por conter “elementos racistas”. O livro relata a caçada a uma onça que está rondando o sítio. “É guerra e das boas, não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia, que tem cara preta”.

José Renato Monteiro Lobato ou José Bento Monteiro Lobato faleceu em São Paulo, no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.

Obras de Monteiro Lobato

  • Ideias de Jeca Tatu, conto (1918)
  • Urupês, conto (1918)
  • Cidades Mortas, conto (1920)
  • Negrinha, conto (1920)
  • O Saci, literatura infantil (1921)
  • Fábulas de Narizinho, literatura infantil (1921)
  • Narizinho Arrebitado, literatura infantil (1921)
  • O Marquês de Rabicó, literatura infantil (1922)
  • O Macaco que se fez Homem, romance (1923)
  • Mundo da Lua, romance (1923)
  • Caçadas de Hans Staden, literatura infantil (1927)
  • Peter Pan, literatura infantil (1930)
  • Reinações de Narizinho, literatura infantil (1931)
  • Viagem ao Céu, literatura infantil (1931)
  • Caçadas de Pedrinho (1933)
  • Emília no País da Gramática, literatura infantil (1934)
  • História das Invenções, literatura infantil (1935)
  • Memórias da Emília, literatura infantil (1936)
  • Histórias de Tia Nastácia, literatura infantil (1937)
  • Serões de Dona Benta, literatura infantil (1937)
  • O Pica-pau Amarelo, literatura infantil (1939)

Fábulas de Monteiro Lobato

  • O Cavalo e o Burro
  • A Coruja e a Águia
  • O Lobo e o Cordeiro
  • O Corvo e o Pavão
  • A Formiga Má
  • A Garça Velha
  • As Duas Cachorras
  • O Jaboti e a Peúva
  • O Macaco e o Coelho
  • O Rabo do Macaco
  • Os Dois Burrinhos
  • Os Dois Ladrões
  • A caçada da Onça

Fazendo Arte #emcasa – Dedoche de Ratinhos

Hora da História – Tem um dinossauro na minha banheira

Fazendo Arte #emcasa – Teatro de Sombras

Hora da História – Maria que ria

Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector

BAÚ DE HISTÓRIAS

Vamos abrir juntos esse baú de histórias!!!!! Uma sessão de três contos populares entrelaçados pelo tema central da origem e poder das histórias. Os diversos personagens aceitam desafios, aprendem a compartilhar e, junto com o público, reconhecer o verdadeiro valor e poder de uma história.

Vídeo de apresentação da sessão “Baú de Histórias” realizada com apoio financeiro da Secretaria Municipal de Cultura de Uberlândia/MG, edital 03/2020

Maria Abadia Araújo

Tradição e Brincadeiras nas Festas Juninas

Maria Abadia de Araújo

A origem das Festa Juninas Ilustração: Carlos Henrique Araújo

Teatro de fantoches

A “Turminha do Cerrado” leva conhecimento para o público envolvido de forma chamativa e divertida. Durante a peça é possível aprender quais são os animais típicos do cerrado, onde vivem e o que comem. Além disso, ressalta a importância de conhecer e estar conectado com a natureza, e não só com a tecnologia. Além, da preservação do meio ambiente, o descarte correto de lixo.

Festa do Pijama – Maria Joana Costa

Maria Joana Costa, mineira de Uberlândia. Atua como professora de História na rede pública de ensino. Escreveu vários artigos para a coluna “Tudo tem História ” que fazia parte do suplemento infantil Revistinha, do extinto Jornal Correio. Em 2017 participou das coletâneas infantis Janelinhas Encantadas e Cartinhas na Janela. É autora dos livros “De bicicleta por aí ” “Xi molhei a cama ” e “Seu coração é meu lar”

Lucilaine de Fátima

Lucilaine de Fátima é poetisa, professora e mãe. Nasceu em Itumbiara em 10 de maio de 1970. Escreve desde adolescência. Começou a publicar com 38 anos. Agora, completando seus 50 anos segue escrevendo novo livro. Todos os livros são de poesia. Sua inspiração para escrever vem de Cora Coralina e Adélia Prado. E outros… Na sala de aula gosta muito de trabalhar poesia com alunos que estão sendo alfabetizados. Não imagina a vida sem escrever. Se isso acontecesse a vida seria um erro.

Filho amado – Maria Joana Costa

Nesta carta publicada na Coletânea Cartinhas na janela de 2017, uma mãe relembra as histórias marcantes vividas com seu filho e fala dos desejos que tem pra vida deste ser tão amado. É uma carta de amor pra celebrar com todas as mães este sentimento difícil de ser traduzido com palavras.

Poesias com Elza Teixeira

Elza Teixeira de Freitas é poetisa uberlandense e traz para nós um pouco do que escreveu nesses dias de isolamento, trazendo alento e reflexão através de suas poesias.

Elba Silva

Natural de Uberlândia-MG
Profissão: Assistente Social
Escritora com duas obras escritas.
1- Biografia Social de Uberlândia ( a ser lançada este ano)
2- Partidas memória e saudades, publicado pela Assis Editora, lançado em junho de 2019 na Casa Brasil, organização sediada em Liechenstaint, para divulgar a cultura brasileira para toda Europa, e, lançado aqui em Uberlândia em agosto de 2019.
Graduada em Ciência Sociais pelo Centro de Estudo Unificado de Brasília-DF (UNICEUB) e em Serviço Social pelas Faculdades Integradas do Triângulo – FIT
Ex funcionária Pública Federal da Companhia Nacional de Abastecimento e Prefeitura Municipal de Uberlândia.
Premiada pelo COEP – Comitê da Entidades Públicas no combate á fome e pela vida, pela realização do trabalho “Ideias para combater a miséria.
Contatos com a autora: 99932.2870
E-mail: elba.social@gmail.com
Facebook :
https://www.facebook.com/elba.silva.3576

Semana 2 – Maria Joanna

Mini currículo : Sou Maria Joana Costa, mineira de Uberlândia. Atuo como professora de História na rede pública de ensino. Escrevi vários artigos para a coluna “Tudo tem História ” que fazia parte do suplemento infantil Revistinha, do extinto Jornal Correio. Em 2017 participei das coletâneas infantis Janelinhas Encantadas e Cartinhas na Janela. Sou autora dos livros “De bicicleta por aí ” “Xi molhei a cama ” e “Seu coração é meu lar”

Semana 1 – Rosi Ferreira

Escritora