CLUBES DAS PALAVRAS

Agora você tem um espaço reservado aqui no CULTURA EM CASA para divulgar as resenhas dos seus livros prediletos! É o nosso espaço literário – CLUBE DAS PALAVRAS.

Basta enviar sua resenha para: silvia.gratao@hotmail.com

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Um convite à criatividade, à imaginação, à liberdade. Encantada com Jorge Luján fui atrás de outras obras e encontrei esse tesouro. “A Rocha” de Jorge Luján e ilustrações de Chiara Carrer, editora Rovelle.

Poesia e reflexão. “Na saída do povoado há uma rocha. Uma rocha que fala. Atrás dela, o horizonte.” O que será que uma rocha foi antes de ser Rocha? Você tem coragem e imaginação suficiente para responder a essa pergunta? Aqueles com imaginação fértil acertam a resposta e passam. Quem erra, volta.

Uma história em que o acerto está na criatividade, que deixa as amarras da razão em troca da livre imaginação.

As ilustrações são encantadoras e em algumas páginas as imagens que parecem ter sido feitas com colagem saltam da página.

O texto é simples e curto, muito bom até mesmo para os pequenos que estão iniciando suas leituras. Com uma boa ajudinha dos pais vai ser uma delícia ver o que é preciso para acertar e passar pela rocha. Na minha opinião… para passar pela vida!😉

Olá, meu convite de leitura é o livro “Meu pé de laranja lima”, escrito pelo querido escritor José Mauro de Vasconcelos em 1968.

Em “Meu pé de laranja lima” conhecemos Zezé, um garoto de família pobre, com vários irmãos e muitas dificuldades, sendo seu mais estimado amigo um singelo pé de laranja lima, com o qual imagina algumas aventuras até criar amizade com Portuga, um senhor português que dá carinho e amizade ao pequeno Zezé.

Esse livro é marcado pelas dificuldades de uma família numerosa e pobre, a solidão na infância e laços de uma amizade que transpassa os limites da idade. A história é tão bonita que também tem adaptações de novelas e recentemente um filme de 2012 com as peripécias de Zezé.

Tendo um final marcante, digno a pegar lenços para enxugar as lágrimas que virão, convido vocês leitores a se emocionar com a leitura deste livro infantil, que passa lições e emoções importantes para qualquer idade, e quem sabe, também um dia ter pé de laranja lima para confiar seus segredos.

Por Iara Monteiro de Lima

Durante o curso de inteligência financeira da Conquer tive a oportunidade de receber a indicação de leitura desse livro pelo Luciano André Ribeiro, superintendente do Itaú. Por entender que leituras constroem os degraus de sua trajetória, decidi dar uma chance ao texto e me dediquei a ele nos últimos dias. A obra trata de estratégias de investimento e cuidados que se deve ter ao especular, porém os conceitos também podem ultrapassar a área financeira.

A história se inicia na Suíça, um país que não possui fontes de petróleo, nem muitas terras férteis ou exploração de minérios, mesmo assim é um país conhecido pela sua riqueza. O grande diferencial dos suíços é sua capacidade de tolerar riscos para alcançar altos ganhos, isso não quer dizer é claro que o ganho é garantido, entretanto se submeter a uma aposta é o ponto decisivo para possibilitar uma vitória.

Algumas notas de francos suíços.


A obra propõe alguns pensamentos que diferem da grande maioria de conselhos que escutamos frequentemente, ideias como “diversifique seus investimentos”, “só arrisque o que está disposto a perder” e “foco no longo prazo” são questionadas. A ousadia desse livro em contradizer o senso comum no mundo dos investimentos é o que o torna tão especial, principalmente para criar uma visão crítica sobre o mercado e não se deixar levar pela maioria.

Um axioma que me chamou particularmente a atenção foi o do planejamento, muitas vezes tendemos a achar que nossa vida ocorrerá como planejamos e não conseguimos calcular inflação ao longo dos anos ou outros acontecimentos inusitados.

”  O 12º Grande Axioma: DO PLANEJAMENTO
Planejamentos a longo prazo geram a perigosa crença de que o futuro está sob controle. É importante jamais levar muito a sério os seus planos a longo prazo, nem os de quem quer que seja. “


Em 2019, ninguém previa que uma grande crise sanitária assolaria o mundo de tal forma como vivenciamos agora. Achar que existe estabilidade pode ser um grande tiro no pé, se acomodar diante de tempos fáceis é tentador, mas a melhor decisão é tentar sempre evoluir afim de sofrer menos quando a vida sofrer com reviravoltas.

A leitura deve ser feita com muito cuidado, uma vez que o livro trata sobre assuntos delicados como a diversificação de investimentos de uma forma negativa. A verdade é que : arriscar pode ser uma boa possibilidade, mas só quando se tem estudos sobre a empreitada e ter um plano de reserva ao perceber que o plano fracassou. Porém o autor não é inconsequente recomendando entrar em empreendimentos baseando-se em intuição ou otimismo.

Para investidores que começaram nesse mundo financeiro recentemente, assim como eu, despender um tempo nesse livro pode ser esclarecedor porque ele lhe dá força para questionar o consenso pré-estabelecido. Olhar o mercado de várias óticas faz com que sua opinião e seu planejamento sejam mais sólidos e que seus objetivos sejam alcançados de uma forma alinhada ao seu perfil.

Para mais textos conheça : https://www.linkedin.com/in/domitila-crispim/

Domitila Crispim

Em uma fazenda cheia de bichos,
Tipo bois, porcos e cabritos,
Havia um chefe muito ríspido,
que, por sua intensa maldade,
foi expulso com coices, chifradas, bicadas e gritos.

Mas o chefe não deixou “barato”,
e tentou retornar ao seu lar muito rápido,
porém, pelos bichos, foi novamente derrotado.

Na ausência do proprietário,
alguns animais se apressaram
e, com suas garras, tomaram conta do cenário.

Entre brigas pelo poder, mentiras e manipulações,
apenas um tornou-se líder, foi o porco Napoleão,
um ditador violento naquele fazendão.

Referência:
ORWELL, G., “A Revolução dos Bichos”, São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Danielle Campos de Oliveira

O capítulo 7 do livro 1984 do autor George Orwell diz respeito aos proletas, maneira como o eram chamadas as pessoas da classe social baixa pelo partido descrito neste livro.

Winston, um dos principais personagens, era um contrarrevolucionário que não concordava com as ideias do partido e desejava muito derrotá-lo.

Segundo este personagem, os proletas eram os únicos capazes de enfrentar o governo. Essa era a única esperança dele, pois trabalhava no departamento de documentação do Ministério da Verdade e não poderia manifestar-se, porque temia por sua vida.

Os integrantes do partido consideravam os proletas pessoas indiferentes e não desejavam tê-los como membros. Toda a sociedade, excluindo os proletas, era vigiada por um dispositivo chamado “tetelas” que monitorava as ações e falas das pessoas.

Assim, para Winston, os proletas poderiam unir forças e lutar contra o governo, já que não eram vigiados e consequentemente não seriam punidos pelo o que falam. Portanto ninguém desconfiaria deles.

Refletindo sobre este capítulo do livro, pode-se fazer uma analogia com a realidade. Constantemente verificamos tentativas de controle social da internet por parte de representantes do povo, por exemplo: o recente projeto de lei – PL 2630/20 – que com pretexto de combater supostas notícias falsas nas redes tem potencial para violar a liberdade de expressão da população. Contudo, o direito do povo de expressar-se e sua privacidade podem ir por “água abaixo” assim aconteceu com os personagens deste livro.

Referência:
ORWELL, George. 1984. 1ª ed. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2009. Capítulo 7.

Danielle Campos de Oliveira

Tão bom olhar pra trás e perceber que boa parte daquela insegurança de outrora foi embora. Que as coisas não eram tão graves como imaginávamos. Que não enlouquecemos. Muito pelo contrário, continuamos sãos, vivos, abraçando novas expectativas, fazendo novos planos, dando a cara a tapas mais uma vez.

Tão bom saber que a vida é cíclica e se renova, apesar de. Que a chuva cessa um dia e o sol seca as poças. Que novas flores enfeitarão velhos jardins. Que novas crianças brincarão pelas ruas antigas. Que novos amigos se unirão aos de sempre e que juntos formaremos uma imensa corrente de gente do bem.

Tão bom saber que temos opções, temos escolhas e que escolheremos errado algumas vezes, mas que isso não nos tirará a coragem de arriscar. Que isso não nos tirará a vontade de viver. Que saltaremos do abismo quantas vezes for preciso. Que atravessaremos a ponte, que não nos deteremos na margem, que mergulharemos fundo enquanto houver fôlego.

Tão bom saber que a força do bem é infinitamente maior que qualquer mal. Que há amor suficiente espalhado por aí, fazendo mágica por aí, arrebatando novos corações por aí, mudando as pessoas por aí, arrancando sorrisos por aí.

E apesar do medo, da solidão, dos desamores, da insegurança, das dores, a gente precisa é ter FÉ.  Fé em Deus e fé na vida. Sempre existirão dias melhores!

(Wendel Valadares)

Um dia de cada vez

Durante a quarentena eu retomei um hábito antigo de leitura, sempre fui fã de desenvolvimento pessoal e métodos para crescimento e durante uma crise esse hábito de evoluir precisava ser retomado com fervor. Então decidi rever os meus hábitos com a ajuda do livro “O poder do hábito”  de Charles Duhigg, uma obra que tenta rastrear como os hábitos surgem, como podemos mudá-los e como os outros aplicam sobre nós durante o cotidiano.

Na correria da vida, nós poucas vezes nos perguntamos: Por que eu faço isso? As coisas sempre foram assim na minha vida? Meus hábitos me conduzem para atingir minhas metas? Ficar em casa me deu a oportunidade de compreender melhor e observar porque fazemos o que fazemos.

A formação de um hábito é simples: existe uma deixa, como um som, uma sensação, uma hora do dia, ela estimula um certo comportamento e é nesse momento que entra o hábito e logo em seguida existe uma recompensa. Um hábito não-saudável comum entre as pessoas é olhar o celular em momentos de tédio, não temos algo nos ocupando ( deixa ), verificamos as redes sociais ( comportamento ) e rimos de um meme ou vemos que nossa última foto teve 100 curtidas ( recompensa ).

Soltar-se de uma hábito como esse é muito doloroso porque o prazer imediato proporcionado por 5 minutos no celular é forte o suficiente para que esses 5 minutos virem 10, 30 ou até horas. Então a chave de acordo com o livro é eliminar algum elemento desse ciclo: a deixa, mudança de comportamento ou a recompensa.

Além disso, ele reflete como a criação de hábitos no ambiente de trabalho pode ser muito benéfico para a empresa e narra diversas instituições em que isso ocorreu. Especialmente no caso da Starbucks que através do sistema descrito no livro, treinou milhares de profissionais para superar momentos críticos como clientes rudes ou superlotação da unidade.

Tecido entre diferentes história de comos os hábitos levam a ruína ou o sucesso e embasado em vários artigos científicos o livro é uma excelente leitura para quem quer refletir sobre como tem vivido. Não existe um manual de como mudar e construir um hábito leva tempo,  mas ter consciência disso já o primeiro passo.

Domitila Crispim

Toni Morrison foi uma escritora norte-americana e a primeira mulher negra vencedora do prêmio Nobel de Literatura, em 1993. Mas os méritos da prolífica autora americana não se traduzem apenas em suas inúmeras premiações e condecorações: a exclusividade e ineditismo de algumas delas, no entanto, indicam vitórias que ultrapassam os limites da literatura.

Chloe Anthony Wofford é o nome de berço de Toni Morrison, nascida em Lorain, estado de Ohio, ao norte dos Estados Unidos, em 1931. Filha de um soldador e de uma dona de casa, foi a segunda de quatro irmãos e viveu seus primeiros anos em uma vizinhança miscigenada – realidade incomum que uniu diferentes famílias pela necessidade financeira.

Após uma exitosa passagem escolar, Toni partiu para a universidade de Howard, em Washington, onde estudou inglês e literatura clássica. Em 1953, iniciou o mestrado em literatura na Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York. Com o diploma em mãos – obtido após escrever uma tese sobre Virginia Woolf e Faulkner –, dedicou-se exclusivamente ao ensino por nove anos. Durante esse período, casou-se com o arquiteto jamaicano Harold Morrison, com quem, apesar do curto tempo de relacionamento, teve dois filhos. Toni deixou o marido quando ainda estava grávida do segundo, e teve que encontrar uma saída rápida para se sustentar enquanto mãe solteira. Surgiu, então, a oportunidade de trabalhar na famosa editora Random House, que colocou Toni em um ambiente até então estranho para ela – um mundo de agentes, editores e escritores.

Era o momento ideal para produzir a própria ficção, inspirada por autores como James Baldwin, Chinua Achebe e Camara Laye. Baseando-se em uma marcante lembrança de sua juventude, escreveu pacientemente por cinco anos até que, em 1970, publicou O olho mais azul, obra que chegou aos associados da TAG Curadoria em março de 2019 pela indicação de Djamila Ribeiro. Nossa edição foi a última da obra de Toni Morrison publicada no Brasil antes de sua morte aos 88 anos, no dia 5 de agosto de 2019..

Hoje um reconhecido best-seller, o romance não foi inicialmente bem recebido. Seu grande boom, na verdade, ocorreu em 2000, quando a apresentadora Oprah Winfrey o indicou em seu popular clube de livros, alcançando mais de 800 mil exemplares vendidos. Nos anos 1970, entretanto, diversos fatores contribuíam para o insucesso da obra. A pouca visibilidade da literatura negra era um deles; as cenas de violência sexual – até hoje um argumento utilizado para banir o livro de escolas americanas –, outro. Morrison, porém, estava tão segura da singularidade do que produzia que não hesitou em dar seguimento a seus romances. Em cerca de dez anos publicou Sula (1973), o épico A canção de Solomon (1977) e Tar baby (1981).

Com avaliações cada vez mais elogiosas e um público devotado, Toni Morrison foi conquistando uma posição de destaque entre os romancistas americanos e uma sequência de prêmios representativos: ela foi a primeira mulher negra a figurar no celebrado Book of the Month Club e a ser capa da revista Newsweek em mais de quarenta anos. Sua passagem de quase duas décadas como editora na Random House também merece menção: Morrison teve papel essencial na difusão de escritores negros como Angela Davis e Toni Cade Bambara, além de organizar antologias dos autores africanos Chinua Achebe e Wole Soyinka.

Sua obra conta com onze romances, cinco livros infantis (produzidos em parceria com o filho, Slade Morrison, falecido em 2010), oito obras de não ficção, contos, peças de teatro e até libretos para ópera. Mesmo com a extensa bagagem, dois feitos excepcionais permanecem como os mais associados à imagem da escritora. Um deles é Amada (1987), romance baseado na história real da mulher escravizada Margaret Garner, até hoje seu livro mais celebrado e considerado uma das grandes obras americanas do século XX.

Adaptada para o cinema em 1998, Amada foi vencedora do National Book Award, do prêmio Pulitzer e, em 1993, Toni foi premiada com o Nobel de Literatura, por seus romances “caracterizados por uma força visionária e um influxo poético, [que dão] vida a um aspecto essencial da realidade americana”. A premiação, que fez a escritora se sentir “mais negra” e “mais mulher” do que nunca, também foi marcado por um discurso poderoso, em que Morrison, fazendo uso de uma antiga fábula, reforçou o poder da linguagem: seu poder de subjugar e libertar, de violentar e redimir – sua inabalável influência na defesa e valorização das diferentes identidades

Fonte: TAG – EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS SOMOS UM CLUBE DE ASSINATURA DE LIVROS QUE ENVIA, TODOS OS MESES, UM KIT LITERÁRIO SURPRESA ÀS CASAS DOS NOSSOS ASSOCIADOS. 6 DE AGOSTO DE 2019

CURIOSIDADES….

Em 1897, Machado de Assis inaugura e é eleito primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. O escritor dá nome a um dos principais prêmios literários nacionais. Oferecido pela ABL, o Prêmio Machado de Assis condecora autores brasileiros pelo conjunto de sua obra desde 1941.

Um dos maiores nomes da história da literatura inglesa, Jane Austen  ( 16 de dezembro de 1775 – 18 de julho de 1817) criou romances que atravessaram séculos, não pôde assinar um livro por ser mulher, gostava de escrever em segredo e até hoje não se tem certeza de como era seu rosto.

Incentivada pelo pai desde pequena a ler e escrever, finalizou seis romancesRazão e sensibilidade, Orgulho e preconceito, Mansfield Park, Emma, A abadia de Northanger e Persuasão.

Fonte: : TAG – EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS

https://www.youtube.com/channel/UCm5f77q61g47CIOGGTpZJkA

Enia Lúcia Manfrim Fedozzi

Crônica do livro: Pensar é transgredir, de Lya Luft.

Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.

O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e a Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a idéia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: “Ah, gente, vamos deixar tudo como está“, e como sempre perdeu oportunidade de ser feliz.

A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto com a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma árvore estava odiando tudo aquilo.

A Generalidade quase não conseguia se esconder por que era grande e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem fingida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.

A Mentira disse para Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estavam fazendo ali.

Depois de contar até 99 a Loucura começou a procurar. Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.

A Loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.

Juntos fazem a vida valer a pena — mas isso não é coisa para os medrosos nem para os apáticos, que perdem a felicidade no matagal dos preconceitos, onde rosnam os deuses melancólicos da acomodação.

Wellington Fernando dos reis

Usuário da biblioteca desse fevereiro de 1990.

Depois Daquela Montanha

Autor: Charles Martin

 

SINOPSE:

O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo.

Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.

Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali?

 

RESENHA:

Sabe aquele tipo de livro, que faz você acordar de madrugada ( no meu caso nem dormi ) pra ler e saber logo o final ?

assim é este livro. Ele te coloca tão infiltrado na narrativa, que em um determinado momento, senti frio fome e medo, assim como os personagens principais.

O autor consegue segurar o leitor da primeira até à última página.

E o final…

No final, tive que voltar algumas páginas e ler novamente. 1, 2, 3 vezes, até ter certeza do que estava lendo. E quando assimilei toda aquela história, meu mundo parou.

Uma história linda, emocionante, empolgante e acima de tudo; uma lição de amor a vida e as pessoas que nos cercam.

Por Wellington Fernando dos Reis, usuário da biblioteca desse fevereiro de 1990.

Livro: A tenda vermelha
Autora: Anita Diamant.

A Tenda vermelha

Esse livro é uma viagem ao mundo bíblico através de um ponto de vista feminino. As mulheres, naquela época, não tinham voz, mas a autora nos mostra, através de sua escrita dinâmica e suave, que elas podiam não ter expressão, participação na vida dos maridos, mas exerceram um papel fundamental na vida dos homens representados na Bíblia.

É engraçado como esse livro vai tomando forma durante a leitura, como uma criança que nasce e vai se desenvolvendo. Devido principalmente ao fato de a personagem ser criança, no começo a narrativa tende a ser mais leve doce e feliz. À medida que cresce, Dinah observa tudo o que se passa em sua volta. As conquistas, a rivalidade entre os irmãos, a sensualidade intuída, a aspereza do relacionamento entre os homens, a complexidade dos sentimentos das mulheres, a construção de um povo descrita a partir da saga de um núcleo familiar. De espectadora, ela passa a protagonista, e são seus amores, medos, descobertas e perdas que vão sendo narrados no cenário mais amplo de um mundo bíblico de caravanas, pastores, agricultores, príncipes, escravos e artesãos.

Dos treze filhos de Jacó, Dinah é a única filha. Uma historia contada através dos olhos dessa menina, onde o leitor passa a entender melhor a vida dessas mulheres nos tempos antigos.

Uma história com muitos personagens, mas não tem como ficar perdido tentando lembrar nomes e situações.

Envolvente forte e emocionante da primeira a última página.

É difícil explicar, você chegar a ultima pagina e ficar com o livro aberto por vários minutos, um misto de tristeza pelo termino do livro, fascinação pela historia encantadora e emocionante.

E a pergunta que sempre faço pra mim mesmo quando um livro me cativa desta forma: será que outro livro vai conseguir me arrebatar desta forma?

Fazendo Arte #emcasa – Dedoche de Ratinhos

Hora da História – Tem um dinossauro na minha banheira

Fazendo Arte #emcasa – Teatro de Sombras

Hora da História – Maria que ria

Escrevendo Crônicas com Clarice Lispector

BAÚ DE HISTÓRIAS

Vamos abrir juntos esse baú de histórias!!!!! Uma sessão de três contos populares entrelaçados pelo tema central da origem e poder das histórias. Os diversos personagens aceitam desafios, aprendem a compartilhar e, junto com o público, reconhecer o verdadeiro valor e poder de uma história.

Vídeo de apresentação da sessão “Baú de Histórias” realizada com apoio financeiro da Secretaria Municipal de Cultura de Uberlândia/MG, edital 03/2020

Maria Abadia Araújo

Tradição e Brincadeiras nas Festas Juninas

Maria Abadia de Araújo

A origem das Festa Juninas Ilustração: Carlos Henrique Araújo

Teatro de fantoches

A “Turminha do Cerrado” leva conhecimento para o público envolvido de forma chamativa e divertida. Durante a peça é possível aprender quais são os animais típicos do cerrado, onde vivem e o que comem. Além disso, ressalta a importância de conhecer e estar conectado com a natureza, e não só com a tecnologia. Além, da preservação do meio ambiente, o descarte correto de lixo.

Festa do Pijama – Maria Joana Costa

Maria Joana Costa, mineira de Uberlândia. Atua como professora de História na rede pública de ensino. Escreveu vários artigos para a coluna “Tudo tem História ” que fazia parte do suplemento infantil Revistinha, do extinto Jornal Correio. Em 2017 participou das coletâneas infantis Janelinhas Encantadas e Cartinhas na Janela. É autora dos livros “De bicicleta por aí ” “Xi molhei a cama ” e “Seu coração é meu lar”

Lucilaine de Fátima

Lucilaine de Fátima é poetisa, professora e mãe. Nasceu em Itumbiara em 10 de maio de 1970. Escreve desde adolescência. Começou a publicar com 38 anos. Agora, completando seus 50 anos segue escrevendo novo livro. Todos os livros são de poesia. Sua inspiração para escrever vem de Cora Coralina e Adélia Prado. E outros… Na sala de aula gosta muito de trabalhar poesia com alunos que estão sendo alfabetizados. Não imagina a vida sem escrever. Se isso acontecesse a vida seria um erro.

Filho amado – Maria Joana Costa

Nesta carta publicada na Coletânea Cartinhas na janela de 2017, uma mãe relembra as histórias marcantes vividas com seu filho e fala dos desejos que tem pra vida deste ser tão amado. É uma carta de amor pra celebrar com todas as mães este sentimento difícil de ser traduzido com palavras.

Poesias com Elza Teixeira

Elza Teixeira de Freitas é poetisa uberlandense e traz para nós um pouco do que escreveu nesses dias de isolamento, trazendo alento e reflexão através de suas poesias.

Elba Silva

Natural de Uberlândia-MG
Profissão: Assistente Social
Escritora com duas obras escritas.
1- Biografia Social de Uberlândia ( a ser lançada este ano)
2- Partidas memória e saudades, publicado pela Assis Editora, lançado em junho de 2019 na Casa Brasil, organização sediada em Liechenstaint, para divulgar a cultura brasileira para toda Europa, e, lançado aqui em Uberlândia em agosto de 2019.
Graduada em Ciência Sociais pelo Centro de Estudo Unificado de Brasília-DF (UNICEUB) e em Serviço Social pelas Faculdades Integradas do Triângulo – FIT
Ex funcionária Pública Federal da Companhia Nacional de Abastecimento e Prefeitura Municipal de Uberlândia.
Premiada pelo COEP – Comitê da Entidades Públicas no combate á fome e pela vida, pela realização do trabalho “Ideias para combater a miséria.
Contatos com a autora: 99932.2870
E-mail: elba.social@gmail.com
Facebook :
https://www.facebook.com/elba.silva.3576

Semana 2 – Maria Joanna

Mini currículo : Sou Maria Joana Costa, mineira de Uberlândia. Atuo como professora de História na rede pública de ensino. Escrevi vários artigos para a coluna “Tudo tem História ” que fazia parte do suplemento infantil Revistinha, do extinto Jornal Correio. Em 2017 participei das coletâneas infantis Janelinhas Encantadas e Cartinhas na Janela. Sou autora dos livros “De bicicleta por aí ” “Xi molhei a cama ” e “Seu coração é meu lar”

Semana 1 – Rosi Ferreira

Escritora