Sede do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Uberlândia.
Rua Bernardo Guimarães, 344 – B. Fundinho
Tombada como Patrimônio Histórico Municipal pelo Decreto nº 12.556 de 02/12/2010. Registrado no Livro do Tombo, Inscrição XVII, pag. 26.
A Casa do Operário foi idealizada na década de 1940, para ser sede da organização social então denominada Circulo Operário de Uberlândia. Os Círculos Operários compõem um projeto originário de setores da Igreja Católica Apostólica Romana que desde meados do século XIX preocupam-se com o papel da instituição religiosa como agente social. Em resposta aos dilemas sociais e políticos que envolviam, sobretudo as relações entre trabalhadores e patrões, mediadas pelo Estado, o projeto traçou estratégias para conservar e ampliar a abrangência do ideário cristão sem incitar rompimentos com o Estado ou com a organização capitalista da sociedade. Na prática, isso foi feito com a difusão da ação católica entre os trabalhadores, diretamente por meio do movimento circulista, que se tornou expressivo, sobretudo no período entre as décadas de 1930 e 1970 e foi responsável pela criação de centenas de Círculos Operários, muitos deles ativos na atualidade.
A Sede do Círculo dos Trabalhadores Cristãos de Uberlândia compreende um conjunto de edifícios que foram construídos em distintos momentos ao longo do tempo, com diferentes graus de qualidade técnica e construtiva.
O imóvel, adquirido em 1948, compreendia o terreno, um barracão e uma casa e foi vendido pelo Senhor Joaquim Marquez Póvoa e adquirido pelo Senhor Caio Lima Santa Cecília, representante do Círculo Operário. Logo após a aquisição teve início a mobilização para a
construção da sede que, segundo depoimentos teria começado em 1948, entretanto, os projetos encontrados no arquivo da Instituição, referentes a este imóvel, trazem datas de aprovação junto ao Município no ano de 1951.
O imóvel preserva quase integralmente suas características originais, é um dos exemplares da arquitetura Art Déco na cidade que representa um movimento de renovação da arquitetura local, incorporando novas tecnologias e expressões estéticas vinculadas aos ideais de modernidade.
Neste sentido, esta edificação é uma importante referência para memória do movimento operário da cidade, assim como, para a história da arquitetura de Uberlândia, revelando-se portadora de valores sociais, históricos e simbólicos que contribuem para o enriquecimento e valorização do patrimônio histórico cultural local.