Secretaria de Cultura

Centro Municipal de Cultura

Centro Municipal de Cultura

O Centro Municipal de Cultura, localizado na praça Jacy de Assis, é um espaço multifuncional que integra biblioteca, sala de ensaio, teatro de bolso, galeria de arte e uma área destinada à realização de eventos diversos. 

O local, onde funcionava o antigo prédio do Fórum de Uberlândia, foi cedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG ao município por meio de um convênio assinado em 2018. 

Projetado pelos arquitetos mineiros Roberto Pinto Monata e José Carlos Laender de Castro, o prédio do antigo fórum foi inaugurado em 1977, seguindo os princípios básicos da arquitetura brutalista, vista no Museu da Arte de São Paulo (Masp) e o Museu da Arte Moderna (Rio de Janeiro). 

ESPAÇO INFANTO-JUVENIL VOVÓ CAXIMBÓ

Espaço da Biblioteca Pública Municipal criado para atender às crianças e jovens com acervo específica para o público infanto-juvenil. O espaço recebeu o nome de Vovó Caximbó em homenagem a Maria Inês Mendonça, a Vovó Caximbó.

Maria Inês Mendonça, de 56 anos, muito conhecida pela personagem Vovó Caximbó, é uma das figuras mais famosas no ramo das artes em Uberlândia e região. Em 1988, no bairro Liberdade da cidade de Uberlândia, a Biblioteca Pública Municipal e a Secretaria Municipal de Cultura promoveram no antigo Projeto Circo Itinerante, o concurso ‘Descubra o Contador de Histórias do seu Bairro’. Maria Inês descobriu sua vocação mais profunda e ganhou o primeiro lugar do concurso.

Vovó Caximbó, a personagem criada para o concurso, ganhou vida própria. Brincando e relembrando elementos da cultura popular de nossa região, ela acompanhou o crescimento de crianças e famílias inteiras, valorizando o convívio, a lembrança, a leitura e a imaginação. No ano de 2008, em comemoração aos 20 anos da Vovó Caximbó, foi montado o espetáculo ‘História Contada: Porta Aberta, Semente Plantada’, e elaborado o Livro/CD homônimo, em 2009. Nesse mesmo ano o espetáculo foi considerado Patrimônio Cultural e Imaterial pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), e premiado pelo Cena Minas – Prêmio de Artes Cênicas, da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. A música tema do espetáculo, composta por Luiz Salgado e interpretada por Júlia de Almeida, ganhou o primeiro lugar da ação Canções para Arteiros, do Itaú Cultural.

Em Uberlândia, no ano de 1993, Maria Inês decidiu, juntamente com as amigas Brenda Marques e Lilia Pitta, ampliar as possibilidades de contar histórias, e começaram a construir bonecos de papel machê. Com essa nova movimentação nasceu o grupo ‘Faz de Conta’. Logo surgiu a proposta de se confeccionar bonecos a partir de sucata e encenar roteiros que se fundamentassem na educação ambiental e na transformação de valores.

Cada vez mais as portas foram se abrindo, os horizontes se ampliando, e o Grupo Faz de Conta pesquisou e atuou no Triângulo Mineiro e região, em frentes de trabalho como a contação de histórias; o teatro; o teatro de bonecos e formas animadas; a recreação; a pesquisa de histórias, cantigas, jogos e brincadeiras folclóricas; a arte-educação socioambiental.

Na manhã do dia 09 de julho de 2016, após lutar cerca de quatro anos contra um tumor cerebral, Maria Inês com 56 anos encerra as apresentações no palco da vida. Deixa seu legado para em Uberlândia e região, onde o Grupo Faz de Conta atua até hoje fazendo apresentações e conquistando crianças e adultos com seu trabalho, iniciado pela grande artista Maria Inês Mendonça.

Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2016/07/e-cremada-em-uberlandia-maria-ines-mendonca-vovo-caximbo.html

GALERIA DE ARTE IOLANDA LIMA FREITAS

Galeria de arte localizada na entrada do Teatro Nininha Rocha, no primeiro andar do Centro Municipal de Cultura homenageia Iolanda de Lima Freitas.

Professora Iolanda de Lima Freitas (1932-2017), primeira Secretária de Cultura do Município de Uberlândia, ocupou a pasta, desde a inauguração do órgão, no ano de 1983 até o final de 1988, na gestão do então prefeito Zaire Rezende. Engano seu, se pensa que Iolanda pode ser contada no pretérito. Falar de Iolanda é falar da construção da cultura dessa cidade. Cada pessoa que teve sua vida ligada à experiência das artes e da cultura que a tenha encontrado nesse caminho, há de ter uma história para contar que passa por ela – um artista que foi valorizado; um escritor e seu livro publicado; uma casa restaurada para abrigar a cultura; uma Festa do Congado; um Festival de Dança do Triângulo; um Circo Itinerante; uma Banda de Música; um Arquivo Público; um Museu; uma menina aprendiz de redatora; uma infinidade de trabalhos que ainda hoje se realizam em nossa comunidade têm impressos a dedicação, a entrega, a marca singular dessa mulher. Em sua gestão, muita gente, sob sua batuta, pensando e plantando projetos definiriam de uma vez por todas que a existência e importância de uma Secretaria de Cultura em nosso município nunca mais seriam colocadas em dúvida e discussão.

Seu exemplo, seu trabalho, transformados em tantos frutos colhidos pela cidade, faz de Iolanda de Lima Freitas espetáculo que vale a pena, festival de belezas, arte em suas mais diversas formas, uma vida que se conjuga no presente, e que todos os dias, de todos os anos, abre caminhos ao eixo cultural. Escritora e Educadora Infantil, em 2 de setembro de 2017, dia em que completava 85 anos, faleceu a professora Iolanda Lima Freitas. Segundo nota do jornalista Ademir Reis, Iolanda Lima Freitas tinha parkinson em estágio avançado e recebia cuidados em casa. Dezenas de amigos, colegas e familiares prestaram homenagens à professora pelas redes sociais.

Fonte: Miryan Lucy de Rezende

MEMORIAL AFRO CAPITÃO CHARQUEADA

Espaço de valorização da cultura afro-brasileira e suas manifestações na cidade.

Integrante mais antigo do Congado de Uberlândia, Geraldo Miguel, o seu Charqueada, nascido em 01 de janeiro de 1901, em Cruzeiro da Fortaleza, foi filho de escravos, criado na senzala, até conquistar a liberdade. Sua mãe era de Lagoa Formosa, criada em Cruzeiro da Fortaleza, apesar de ter nascido na vigência da lei do ventre-livre, permaneceu escrava dos Guimarães, só sendo liberada quando a família saiu fugindo à pé para evitar serem mortos pelo pai de seu Charqueada, Miguel Anastácio. Seu Charqueada saiu de Cruzeiro da Fortaleza com três anos e foi criado em Ibiá, começou a dançar no Moçambique de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário que era comando pelo Francisco de Oliveira, o Francisquinho Veado, seu Charqueada era dançador de gunga e de bastão. Seu Charqueada vem para Uberlândia em 1928, trabalhou muitos anos para o Sr. João Naves de Ávila, que era proprietário do frigorífico Ômega, era salgador e secador de carne de varal. Em 1948 casa-se com Maria Luiza Miguel.

O terno Moçambique Pena Branca chamava-se Moçambique de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário e era do tio do Seu Charqueada, o Sebastião Apricho, que morava no bairro Roosevelt. Sr. Charqueada pegou o terno com 90 anos. O nome Pena Branca foi dado em 1959, pela dupla de cantores de música sertaneja Pena Branca e Xavantinho. Na década de 1960 os capitães do Moçambique Pena Branca eram José Sebastião, Tomiques, Charqueada, Geraldinho. A tia de seu Charqueada, a Maria, era madrinha do terno. O atual primeiro Capitão do Moçambique Pena Branca é o filho mais velho do casamento do Sr. Charqueada com Maria Luíza Miguel, Luiz Carlos Miguel – o Pico.

Gozando de plena lucidez, força física e dono de memória invejável, em decorrência de uma parada cardíaca, morre aos 106 anos. Anualmente, fazia a peregrinação a Romaria e segundos seus filhos, ele havia percorrido uma semana antes de sua morte, o caminho de Uberlândia até Romaria de bicicleta. Como Sr. Charqueada, muitos congadeiros se sobressaem na sociedade civil por razões culturais, sendo lembrados como praticantes do Congado, Carnaval, Folias de Reis. São pessoas que fazem política por vias que eles mesmos abrem através da afirmação cultural de sua identidade.

Por sua história de vida e por sua atuação nas festividades do congado, Charqueada se destacou na sociedade civil, sendo reconhecido e admirado por todos aqueles que trabalham com cultura em Uberlândia. Junto a seus companheiros de congado, contribuiu para preservação dessa tradição cultural em nossa cidade.

Fonte: https://www.uberlandia.mg.gov.br/uploads/cms_b_arquivos/6246.pdf

EXPLANADA PENA BRANCA E XAVANTINHO

Espaço situado na área externa do Centro Municipal de Cultura que abrigará feiras gastronômicas, feiras de artesanato e apresentações artísticas das diversas linguagens.

Dupla caipira formada pelos irmãos José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca (nascido em Igarapava, SP em 1947) e Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho (nascido em Uberlândia em 1934).Irmãos criados na zona rural de Uberlândia (MG), começaram a tocar juntos na infância. Em 1950, quando Pena Branca (José Ramiro Sobrinho) tinha 12 anos e Xavantinho (Ranulfo Ramiro da Silva) 9, o pai morreu, e todos os sete irmãos se viram obrigados a trabalhar na lavoura. Em 1958 participam pela primeira vez de um programa da Rádio Educadora de Uberlândia, ainda sem o nome Pena Branca e Xavantinho. Na década de 60 se apresentam em cidades do interior até 1968, quando decidem tentar a sorte em São Paulo. Passam a frequentar clubes de música caipira, onde conhecem outras duplas, como Tonico e Tinoco e Milionário e José Rico. Gravam o primeiro compacto, “Saudade”, em 1970, quando adotam o nome artístico definitivo. Durante os anos 70 se apresentaram em shows, inicialmente ao lado de Tonico e Tinoco, e mais tarde como atração principal. Em 1980 participaram do festival MPB Shell, defendendo a música “Que Terreiro É Esse?” acompanhados por 16 violeiros da Orquestra de Guarulhos e percussionistas, classificando-se para as finais. Em seguida lançaram o primeiro LP, “Velha Morada” e passaram a ser figura constante em programas de televisão e no rádio. Em 1987 o CD “Cio da Terra” teve participação de Milton Nascimento, promovendo a mistura entre estilos musicais. A dupla ganhou cinco prêmios Sharp ao longo da carreira e encerrou sua carreira em outubro de 1999 com a morte de Xavantinho aos 66 anos. Pena Branca continuou em carreira solo, mas veio a falecer em 8 de fevereiro de 2010, aos 70 anos, vítima de infarto.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pena_Branca_%26_Xavantinho

TEATRO NININHA ROCHA

A antiga sala do júri foi transformada em um grande teatro com palco italiano com capacidade de 109 lugares e receberá espetáculos de pequeno e médio porte.

Maria Constança da Rocha, Nininha Rocha, como ficou conhecida, traz suavidade à personalidade de uma grande artista. Nascida em Uberlândia em 21 de novembro de 1933, Nininha Rocha começou a tocar piano ainda criança. Tinha apenas seis anos de idade quando se apresentou para o ex-presidente Getúlio Vargas. Sua formação musical foi na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Excursionou pelas principais cidades brasileiras e viajou pelo mundo com sua música: Japão, Espanha, Portugal e Alemanha (onde morou por quatro anos e fez mestrado em Harmonia).

Nininha também se aventurava no mundo da escrita. Era poeta e escritora com oito livros publicados: “Pés no Chão”, “Procissão de velas”, “Desarrumaram a casa de Maria”, “Escorregaram no Mercado Municipal”,

A pianista amou sem medo”, “Não toquem na banda”, “Um Piano de Uberlândia” e “Não sou uma revelação – Ando descalço com os pés no chão”.

Sua trajetória inspirou o produtor cultural Dyego Póvoa que iniciou uma pesquisa sobre a vida da artista a partir do momento em que começou a conversar com ela após um encontro no projeto “Arte na Praça”. O resultado é o filme “A condessa dos pés descalços” (Digiteca Filmes, 2016), idealizado e produzido por Dyego e roteiro e direção de Marcelo Banzai e contribuição do músico e advogado Calvino.

Filha de maestro, se inspirou ao ouvir Cora Pavan Capparelli, aluna de seu pai, tocando piano. “Meu pai dizia que eu era muito menina ainda, mas que logo começaria a estudar”, disse ela em entrevista ao programa “Uberlândia de Ontem e Sempre”. Ela contou ainda que o pai ficava com pena dela ficar com os pés dependurados durante a aula e mandou fazer um descanso forrado com feltro, que ela preservou durante toda a vida. Ela não queria colocar os sapatos sobre ele e desde então toca descalço.

“Perdemos uma grande pessoa. Como ela mesmo dizia: ‘Não vou morrer: vou pra Júpiter!’. Foi! Tenho certeza que em outra esfera vai produzir muito som belo e alegrar quem estiver ao redor”, disse Dyego Póvoa. A pianista faleceu em 2018, aos 84 anos de idade, de infecção generalizada, após diversos quadros de internações.

Fonte: https://diariodeuberlandia.com.br/noticia/18827/o-adeus-a-pianista-nininha-rocha

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