Secretaria de Cultura

Painéis em mosaico de vidro do artista Geraldo Queiroz

Painéis em mosaico de vidro do artista Geraldo Queiroz

O artista, que era autodidata e fundador da primeira escola de arte da cidade, é conhecido por sua habilidade em trabalhar com as cores, característica forte em suas obras, reconhecido pela sua sensibilidade de se relacionar com as cores, as formas, as linhas e os volumes. Sem nenhuma formação artística, Geraldo Queiroz, desenvolveu trabalhos em diversas técnicas, como modelagem de bustos em cera com posterior fundição em bronze; cenários para peças de teatro; óleo sobre tela e aquarela; além de painéis em mosaico de pastilhas de vidro.

Muitas vezes, o artista era contratado por uberlandenses para retratar, através da técnica do mosaico, as raízes das famílias uberlandenses, muito comum naquela época, como exemplo, tem-se o painel parietal feito na casa de Oswaldo Garcia, Rua Santos Dumont nº 174, nesse painel ele retratou mulheres portuguesas em trajes típicos e colunas que aferiam a um teatro em Portugal.

Na década de 1950, Geraldo Queiroz fundou, com o apoio da administração municipal de Afrânio Rodrigues da Cunha, a primeira escola de arte da cidade. O artista deixou trabalhos em Uberlândia e região, além de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Além de artista, Queiroz também era um crítico e mesmo um autocrítico e escreveu artigos sobre críticas de arte. Além das artes, Queiroz dedicou grande parte de sua vida às causas políticas, sendo atuante dentro do Partido Comunista e, por isso, chegou a ser preso inúmeras vezes.

Por muitos anos ele trabalhou como jornalista do jornal comunista “A Voz do Povo”, praticamente como voluntário, pois ganhava muito pouco (salário mínimo).

Geraldo praticava artes plásticas apenas como um “passatempo”, até que seu potencial artístico foi reconhecido e valorizado por José de Morais, que foi escalado para confeccionar o mural do Uberlândia Clube.

Segundo depoimentos, Geraldo conheceu José de Moraes através do partido comunista, do qual ambos faziam parte. Quando Moraes veio à Uberlândia, contratado para fazer o painel do Uberlândia Clube, procurou no partido alguém que pudesse ajudá-lo, e conheceu então Geraldo Queiroz que até então desenvolvia as atividades de jornalista. Moraes pediu que ele fosse dispensado do partido para dedicar-se somente às artes, podendo então, nos seus últimos anos de vida (1955, 1956 e 1957), produzir um considerável acervo de importantes obras.

 

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