Secretaria de Cultura

Imagem de Nossa Senhora do Carmo

Imagem de Nossa Senhora do Carmo

  • Tombada como Patrimônio Histórico Municipal pelo Decreto nº 10.775 de 23/07/2007. Registrado no Livro do Tombo Belas Artes, Inscrição I, pág. 03

  • A imagem de Nossa Senhora do Carmo é procedente da Igreja de Nossa Senhora do Carmo de São Pedro de Uberabinha (Uberlândia) e esteve desde o final da década de 1940, quando a Matriz de Nossa Senhora do Carmo de Uberlândia foi demolida, em Miraporanga, Distrito do município de Uberlândia, na Capela de Nossa Senhora do Rosário.

  • A história da origem desta imagem nos leva à Espanha, pois existe nela uma inscrição que, provavelmente, indica sua procedência. São as marcas: Artes Religiosas/Olot. Olot é uma cidade da Espanha e sua história é marcada pela presença de ateliês de arte especializados em elaboração de imagens de santos e criação de novas técnicas de escultura e moldagem em pasta de madeira, resina e, atualmente, fibra de vidro.

  • Não se sabe ao certo quando esta imagem chegou à “Uberabinha”. O ateliê que a desenvolveu foi Las Artes Religiosas, fundado em 1902. Assim, as evidências nos levam a crer que ela tenha chegado aqui nos primeiros anos do século XX. É uma imagem confeccionada em resina, com técnica de modelagem em pasta de madeira. Apresenta como atributos o hábito carmelita e dois bentinhos, segurados por ela e pelo Menino Jesus. Em 2001, a imagem passou por sua primeira intervenção de conservação e restauração que alterou irreversivelmente suas características originais, através da remoção quase total de sua policromia, além da supressão de materiais presentes em sua técnica construtiva, como o tecido que foi encontrado em sua mão direita e em sua base.

  • Nesta ocasião, constatou-se que se tratava de uma técnica diferente de fabricação de imagens. Desta forma, foram encaminhadas amostras e documentação fotográfica ao Museu da Inconfidência em Ouro Preto, para análise do material que verificou tratar-se de uma técnica que utilizava resina de cartilagem de peixe com breu. Um ano depois, em 2002, foi novamente encaminhada para tratamento de conservação e restauro. Desta vez para o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), em Belo Horizonte. Após o último tratamento, ela foi recolhida ao prédio da Cúria Diocesana de Uberlândia, sob a responsabilidade do Bispo da época, Dom José Alberto Moura.

  • O tombamento da imagem de Nossa Senhora do Carmo fez dela o primeiro bem móvel não integrado a ser elevado à categoria de patrimônio cultural protegido. O objetivo com o tombamento não é só proteger o bem, mas também tornar públicos os seus valores, sua história e sua riqueza exemplar; fatos e símbolos importantes no processo de formação de Uberlândia.
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