O Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) intensificou as ações preventivas para proteger o sistema de abastecimento de Uberlândia diante do elevado volume de macrófitas identificado nas represas de Nova Ponte e Miranda. Com atuação em diferentes frentes, a autarquia trabalha para impedir que a vegetação aquática avance até a represa de Capim Branco, em direção ao ponto de captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Capim Branco e comprometa a segurança operacional do sistema, responsável por, aproximadamente, 32% do abastecimento de água do município.
Entre as principais medidas adotadas está a implantação de barreiras físicas para impedir que a vegetação aquática avance pelo canal de água bruta e alcance a estrutura de captação. O Dmae adquiriu telas de proteção, que já estão sendo instaladas no gradeamento do canal, e também está realizando a prospecção de barreiras de contenção adequadas para a entrada do canal.
A autarquia também emitiu relatório técnico aos órgãos fiscalizadores, alertando para o elevado volume de macrófitas no sistema do Rio Araguari e para os riscos associados ao avanço da vegetação em direção à captação da ETA Capim Branco. O documento reforça a necessidade de atuação urgente para a remoção das plantas aquáticas.
Outra frente de atuação é a ampliação da frequência das coletas e das análises laboratoriais da água bruta do manancial. A medida permite acompanhar de forma mais próxima eventuais alterações na qualidade da água e ampliar a capacidade de resposta do sistema diante de qualquer mudança nas condições do manancial.
União de esforços para remoção das macrófitas
Paralelamente às medidas de proteção, o Dmae atua na articulação com os demais órgãos envolvidos para que a remoção das macrófitas ocorra com urgência no Lago de Miranda. Em reuniões realizadas no Ministério Público, nos dias 2 e 4 de setembro, foi alinhada a união de esforços para a retirada da vegetação. A medida busca reduzir o volume de macrófitas e evitar que elas ultrapassem a barragem e avancem em direção ao ponto de captação da ETA Capim Branco.
Para o diretor-geral do Dmae, Rodrigo Lacerda, a atuação da autarquia tem como prioridade antecipar possíveis riscos e reforçar a segurança do abastecimento. “Estamos trabalhando com prevenção e preparação. O monitoramento é diário, a qualidade da água está sendo acompanhada de forma mais intensa e estamos implantando barreiras para criar uma proteção adicional à nossa captação. Ao mesmo tempo, estamos unindo esforços com os demais órgãos para que a remoção das macrófitas ocorra com urgência. Nosso objetivo é agir antes que a vegetação represente qualquer risco à continuidade do abastecimento da população”, afirmou.
As medidas adotadas pelo Dmae formam uma linha de proteção em diferentes níveis, desde o acompanhamento do deslocamento das macrófitas no manancial até a preparação de barreiras físicas na entrada da captação. A atuação preventiva busca aumentar a segurança operacional da ETA Capim Branco e preservar a continuidade do abastecimento de água para a população de Uberlândia.