O Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), por meio do Programa Escola Água Cidadã (Peac), abriu, a partir desta segunda-feira (6), as inscrições para as visitas de 2026 à Fazendinha Águas Vivas, iniciativa que reúne educação ambiental, cultura e aprendizado em uma experiência voltada principalmente a crianças e estudantes de escolas públicas e privadas. O agendamento das visitas para 2026 é feito exclusivamente pelo WhatsApp do Peac, por ordem de envio das mensagens, por meio do número (34) 3228-7796.
Localizada às margens da Represa Capim Branco I, no Retiro Águas Vivas, a Fazendinha Águas Vivas é fruto de parceria entre o Programa Escola Água Cidadã (Peac) e o proprietário rural Marcos Casassanta. O espaço tem como objetivo estimular a preservação da fauna e da flora, além de proporcionar aos visitantes uma vivência educativa que aproxima o universo rural do cotidiano urbano.
As visitas são realizadas em dois turnos, manhã e tarde, e atendem, principalmente, alunos da educação infantil e do ensino fundamental (1º e 2º ano). Em média, os grupos são formados por em torno de 23 alunos, acompanhados por dois monitores e responsáveis. Para as escolas públicas, as visitas são gratuitas e acompanhadas por monitores do Peac. Já para escolas particulares e empresas, o agendamento e as condições de participação são tratados diretamente com os proprietários do espaço.
A proposta é proporcionar uma experiência de aprendizado prático sobre o modo de vida no campo, a preservação ambiental e a importância da relação equilibrada entre sociedade e natureza. Durante o percurso, os visitantes conhecem diferentes ambientes educativos, como o paiol e a casa típica rural, além de terem contato com animais como porcos, galinhas, vacas, patos e peixes.
“Mais do que uma visita, a Fazendinha Águas Vivas oferece uma experiência de aprendizado e sensibilização ambiental. É uma oportunidade para que crianças e estudantes tenham contato com a natureza, compreendam a importância da preservação e conheçam, na prática, valores ligados à sustentabilidade e ao cuidado com a água e com o meio ambiente”, destacou o chefe do núcleo de projetos de educação ambiental do Dmae, Cláudio Rocha.
Outro diferencial da Fazendinha Águas Vivas é o contato com práticas sustentáveis, como o uso de fontes de energia renovável, entre elas placas fotovoltaicas, energia eólica e roda d’água, além de técnicas de cultivo como a hidroponia. O espaço também reúne equipamentos agrícolas antigos, como carro de boi, arado de tração animal e carpideira, contribuindo para o resgate de aspectos históricos da vida no campo.
Além disso, a Fazendinha atua com o projeto “AliASAS”, desenvolvido em parceria com o Ministério Público, a Polícia Militar Ambiental e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). A iniciativa atua na reabilitação e soltura de animais silvestres vítimas do tráfico, reforçando o papel educativo e socioambiental do espaço e ampliando as possibilidades de aprendizado.