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Carnaval

Carnaval

As primeiras manifestações carnavalescas de São Pedro de Uberabinha foram noticiadas em 1907. Por iniciativa do Capitão Henrique de Castro, formaram-se blocos caricatos que saíam às ruas fazendo críticas bem humoradas a políticos, pessoas da sociedade ou fatos da época.

Um carnaval em que se cantava de tudo: valsas, mazurcas, xotes, porém a grande atração era a “Catira”. Um grande catireiro do carnaval local, o Professor Jerônimo Arantes, possuía um grupo de catira denominado Lenço Branco. Na década de 30, ocorreram modificações importantes. Através da popularização do rádio, chegam à cidade músicas específicas carnavalescas.

As concentrações carnavalescas se concentravam na Avenida Afonso Pena, nas imediações da Praça Tubal Vilela. Os festeiros saíam pela Avenida em carros sem capotas, jogando confete, serpentina e espirrando lança-perfume. Uma verdadeira farra onde a alegria era predominante. Este desfile denominado “corso” tomava a avenida. O desfile percorria a Afonso Pena e subia a Floriano Peixoto, contornando a Praça Tubal Vilela, em um percurso que terminava na Praça Clarimundo Carneiro. Na década de 30, o carnaval preenchia as ruas da cidade atraindo os empresários, políticos, profissionais liberais, mulheres e crianças para os desfiles do corso.

A participação de negros nos desfiles de rua só é noticiada em 1928, quando, em um toque de audácia, os negros tomam um automóvel e entram no corso que, até aquele momento, era privilégio apenas de brancos. 

Em meados de 1935, a Sociedade Carnavalesca Negra invade a Avenida Afonso Pena com um grande número de figurantes, cantando e dançando ao som de diversos instrumentos musicais. A avenida era reduto, exclusivo, dos brancos que só toleravam a presença de negros no passeio do lado esquerdo da rua.

No ano de 1936, surge um grupo de negros denominado de Os Tenentes Negros, comandados por Devanir Santos. Este rancho foi fundado no bar-boate “Cabarroupa“, um recanto da sociabilidade negra nas imediações da Vila Oswaldo. Os remanescentes deste grupo foram os precursores da Tabajara, primeira escola de samba da cidade que desfilou pela primeira vez em 1954, comandada pelo Sr. Lotinho, músico e cantor do Cabarroupa.

Ao final década de 30, a classe social mais alta passou a se reunir nos elegantes salões e clubes fechados. O carnaval de rua vai perdendo o entusiasmo e diversos motivos vão concorrendo para que, em 1946, somente dois clubes, o Independente e o Flor de Maio, ambos compostos por negros, comparecessem na avenida. Iniciava-se uma fase em que o carnaval começava a perder a vivacidade.

No início da década de 50, o carnaval de rua é oficializado, e a presença de Maximiliano Carneiro, radialista conhecido como Coronel Hipopó, vem incentivar e entusiasmar a festa. O Rei Momo, acompanhado da Rainha Naghetina (Oswaldo Naghettine), do Príncipe herdeiro Dedeu (Amadeu Zardo) e do bobo da corte Tororó Tantan, recebiam das mãos do prefeito, as chaves da cidade e a “governava”, formulando decretos e avisos que concorriam para a alegria da festa. Na mesma época, aconteceu a participação do Praia Clube no carnaval local, juntamente com o Uberabinha Clube.

O Carnaval de Uberlândia hoje agrega a comunidade como um todo e em vários espaços públicos. Animados festejos acontecem no Mercado Municipal e desde 2006, se concentra na Praça Clarimundo Carneiro, o carnaval estilo à moda antiga – com marchinhas tradicionais, sambas da Velha Guarda, bonecos gigantes, serpentinas, confetes e blocos de foliões e na Passarela do Samba, – agita o público mais jovem com samba e muito axé através de grupos locais, regionais e nacionais, com o conceito “Diversidade para brindar a Igualdade”.

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