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Este evento faz parte de uma ação inovadora da Prefeitura de Uberlândia para aumentar a produtividade e rentabilidade no campo. Uma oportunidade de conhecer os benefícios do pó de rocha de basalto para melhorar a produtividade dos solos, das plantas e gerar desenvolvimento de forma sustentável.

Junto a isso, a Prefeitura tomou a frente em um processo para retomada dos investimentos nos principais modais logísticos da nossa região, viabilizando a distribuição do basalto, bem como de todos os produtos mineiros.

Uma iniciativa que mostra toda a força e a potencialidade do Triângulo Mineiro.

Palestrantes

Sebastião Pedro da Silva Neto

Chefe e pesquisador da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa

Hideraldo Coelho

MAPA

Mariane Carvalho Vidal

MAPA

Alécio Maróstica

Associação de Irrigantes do Estado de Goiás - Irrigo

Flávio Faedo

Produtor Rural

Rogério Vian

Produtor Rural

Eduardo Martins

GAAS

Geraldo Jânio

Centro de Tecnologia Agrícola - Paracatu-MG

Eduardo Calleia Junger

VLI

Perguntas e respostas

Basaltos são rochas silicáticas de origem vulcânica, de ampla distribuição no país, e em Minas Gerais com destaque para o triângulo mineiro. Estas rochas podem gerar solos de alta fertilidade natural e são muito utilizadas como material em pedreiras para produção de agregados utilizados nas construções e estradas.

O pó de basalto é resultado da trituração direta da rocha, realizado em usinas de produção de britas e outros materiais para construção. No caso do produto “pó de rocha”, eles podem ser especificados como filler e pó e farelado, de acordo com sua granulometria.

Os solos brasileiros são pedologicamente os mais antigos do mundo, por isso estão muito intemperizados e lixiviados, seus minerais perderam sua capacidade de retenção catiônica e tem acúmulo de alumínio tóxico para as plantas cultivadas. A remineralização corrige esses problemas e rejuvenesce o solo tropical.

A primeira vantagem é a sua abundância e ampla distribuição, a segunda é a sua disponibilidade como produto, algumas vezes, rejeito das pedreiras já existentes. Além disso, o basalto tem boa soma de base (Ca + Mg), de 0,5 a 2,0% de K e algum teor P, além de uma ampla gama de micronutrientes. O Basalto é a rocha-matriz dos solos de maior fertilidade natural do país.

Muitos agricultores fazem a associação com os fertilizantes sintéticos com vantagens de diminuição da necessidade de NPK ao longo do tempo, principalmente pelo aumento de capacidade de retenção de nutrientes oferecida pela remineralização, além dos nutrientes contidos nesses minerais. Em amplos testes realizados com cana-de-açúcar em São Paulo, o uso de basalto e NPK aumentou o rendimento de 20 a 30%.

Os pós de rochas foram inicialmente utilizados e pesquisados desde os anos 1860, na Alemanha. Vide Pães de pedra, de Julius Hensel, (1844 – 1903), químico, farmacêutico e médico alemão. Existem relatos de uso a campo há mais de 50 anos

Mas o uso tem se ampliado nos últimos 5 anos, principalmente com a divulgação dos resultados positivos entre os agricultores e a normalização do uso do insumo pelo Ministério da Agricultura (Instrução Normativa Nº 5, de 10 de março de 2016).

Em nível de agricultor, o basalto e outros pós de rochas, tem reduzido a necessidade de NPK no plantio, além de os agricultores perceberem uma melhor sanidade das culturas, e maior resistência às secas em áreas que receberam pós de rocha (vide experiencia do GAAS).

Outro benefício relevante do pó de basalto é sua capacidade de captura (sequestro) de carbono. Estudos realizados com o ciclo completo da cana-de-açucar em São Paulo indicou que para cada tonelada de basalto aplicado no solo são capturados, líquidos, 150 kg de carbono.

Importante ressaltar que o pleno funcionamento dos remineralizadores estão associados a boas condições biológicas do solo, pois a formação de minerais secundários e disponibilização de nutrientes do basalto dependem da atuação conjunta das raízes, das culturas, dos minerais e dos microrganismos do solo.

Existe uma base de publicações científicas crescente, o que poderia avançar se fossem superados preconceitos, principalmente no âmbito da EMBRAPA. A prática dos agricultores já demonstra resultados bem consolidados, em alguns casos como viários anos de uso.

Em algumas circunstâncias, entretanto, a aplicação do pó de basalto pode apresentar resultados nulos, em geral em solos basálticos menor idade, menos intemperizados, o que é explicado pela mineralogia do solo.

Por enxergar uma grande oportunidade de alavancar negócios e movimentar a economia local, que tem forte vocação agrícola. A região de Uberlândia, possui dezenas de pedreiras de basalto, com ocorrência generalizada dessa fonte de matéria prima de alta qualidade como pó de basalto. Além disso a logística da malha ferroviária terá a possibilidade de acessar grandes áreas que movimentam e movimentarão ainda mais o agronegócio brasileiro.

As possibilidades logísticas, principalmente a ferroviária, pode ter sua viabilidade otimizada com a possibilidade de levar o basalto para as regiões agrícolas ao norte, onde a demanda por carga é menor. Além dessa possibilidade a região pode se transformar na confluência de outros remineralizadores regionais, ricos em P e K, que são complementares ao basalto, gerando misturas completas para atender a demanda de amplas áreas agrícolas.

Existe uma grande sinergia entre a produção e a distribuição do pó de basalto, onde se enxerga uma sensível redução de custos de transporte via ferroviária para a entrega do insumo a grandes distâncias e carga de retorno com a produção a ser exportada.

De 3 a 5 toneladas/ha, podendo ser dividida a aplicação ao longo do tempo, pois seus efeitos são duradouros. O intervalo entre reaplicações irá depender da cultura, tipo de solo, entre outros fatores. O custo da tonelada varia de R$ 30 a 60, o que chegaria por volta de R$ 600/ha, considerando a maior dosagem a uma distância de 200 km por transporte rodoviário. Por ferrovia os custos podem diminuir de forma significativa.

– Demanda da área agrícola atual e potencial (Triângulo, Alto Paranaíba, Norte e Noroeste de Minas, Norte de São Paulo, Goiás, Sudoeste da Bahia, Tocantins).

– Potencial logístico de transporte ferroviário, que dará viabilidade para grandes distâncias.

– Proximidade com outras fontes minerais complementares ao basalto.

– Redução dos custos de adubação em pelo menos 30%

O pó de rocha não tem requerimentos especiais para armazenamento, pode ficar amontoado em pilhas a céu aberto. Hoje a venda se dá por intermédio dos representantes das pedreiras existentes. Porém o uso de remineralizadores requer orientação técnica, o que envolve num grande esforço de capacitação dos agricultores, técnicos e agrônomos que atuam nas regiões sob influência da iniciativa. Além de ampla pesquisa para ajustar doses e outros parâmetros de manejo para os diferentes solos e culturas.

galeria de fotos

“Uberlândia e as cidades da região estão assentadas em solos de origem basáltica. Nesse sentido, há grande possibilidade de emergirmos como um polo exportador do recurso, atendendo as regiões mais distantes. Nesse contexto, o modal ferroviário deverá exercer um papel fundamental”

Odelmo Leão - Prefeito de Uberlândia

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